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Receitas de Páscoa mais saudáveis ganham espaço como alternativa aos ovos industrializados

Com a aproximação da Páscoa, cresce também a busca por alternativas caseiras aos tradicionais ovos industrializados. Preparações feitas em casa, com ingredientes acessíveis e maior valor nutricional, têm conquistado espaço entre consumidores que desejam celebrar a data com equilíbrio.

De acordo com a professora do curso de Nutrição da Estácio, Juliana Gonçalves, é possível adaptar as receitas sem abrir mão do sabor. “Podemos preparar versões mais saudáveis de ovos de Páscoa em casa, focando em ingredientes funcionais, menos açúcar e gorduras. Fazer o próprio ovo permite controlar a qualidade dos ingredientes, resultando em opções mais saudáveis e saborosas”, explica.

Uma das principais orientações é optar por chocolate com maior teor de cacau, a partir de 70%. Hoje, o mercado oferece versões sem açúcar, sem lactose e com redução de gordura, que podem ser usadas como base. Para quem gosta de uma textura mais crocante, é possível acrescentar amendoim torrado e moído, aveia em flocos, castanhas (como do Pará e de caju) ou avelãs. Nos recheios, entram alternativas como: pasta de amendoim, leite de coco com coco ralado e até whey protein, ampliando o teor proteico da preparação.

Na hora de escolher o chocolate, entender as diferenças nutricionais faz toda a diferença. O chocolate amargo (acima de 70% de cacau) concentra maior quantidade de cacau, o que significa mais antioxidantes e, geralmente, menos açúcar. Já o meio amargo (entre 40% e 70%) apresenta sabor mais intenso que o ao leite e teor intermediário de açúcar e gordura. O chocolate ao leite, por sua vez, costuma ter entre 20% e 35% de cacau, sendo o restante composto principalmente por açúcar, leite em pó e, em muitos casos, gordura vegetal.

Além da porcentagem de cacau, a nutricionista orienta observar atentamente o rótulo. O primeiro ingrediente da lista é sempre o que aparece em maior quantidade, por isso, o ideal é que seja massa de cacau, licor de cacau ou manteiga de cacau, e não açúcar. Também é recomendável dar preferência a produtos com lista de ingredientes mais enxuta.

“A recomendação geral é optar por produtos com no mínimo 70% de cacau. Chocolates com teores mais elevados, como 85% ou mais, oferecem benefícios ainda maiores devido à menor quantidade de ingredientes adicionados”, destaca Juliana. O cacau é rico em flavonoides, compostos bioativos associados a propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, importantes para a saúde cardiovascular e neurológica.

Para quem deseja reduzir o consumo de açúcar nas receitas caseiras, alternativas naturais podem ser utilizadas com moderação, como tâmaras, uvas-passas, mel ou melado de cana. A inclusão de castanhas, frutas secas e recheios à base de gorduras boas também contribui para tornar o ovo de Páscoa mais equilibrado do ponto de vista nutricional.

Mesmo com escolhas mais conscientes, o cuidado está na quantidade. A orientação é priorizar chocolates com maior teor de cacau e manter a moderação no consumo, cerca de 30 a 50 gramas por dia já são suficientes para aproveitar a data sem excessos, já que a proposta não é eliminar o chocolate da Páscoa, mas transformar a experiência em um momento de prazer e equilíbrio, sem radicalismos ou culpa alimentar.

Fonte: Frente & Verso Comunicação Integrada
Imagem de Alexander Stein por Pixabay

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