Sindicato

SindilimpBA e Suíca denunciam ação contra população de rua e cobram mais humanidade da prefeitura de Salvador

A direção do SindilimpBA repudia a retirada de colchões de pessoas em situação de rua e afirma que trabalhadores da limpeza urbana não devem ser usados ou responsabilizados nesse tipo de operação. Coordenadora-geral do sindicato, Ana Angélica Rabello manifestou indignação diante da retirada dos objetivos utilizados pelas pessoas vulneráveis socioeconomicamente.

“Não vamos mais deixar nossos trabalhadores fazerem isso com a população de rua. Falta de humanidade e ainda usando os trabalhadores de limpeza urbana, não é esse nosso papel. Estaremos na rua fiscalizando esses que usam nossos trabalhadores”, salienta.

O pré-candidato a deputado, Luiz Carlos Suíca (PT) reitera que sempre combateu o desvio de funções dos trabalhadores da limpeza urbana. “Esse caso é um absurdo. A Limpurb tem colocado a vida dos trabalhadores e trabalhadoras em risco com essas atitudes. Venho falando direto esse desvio de função. Ainda deixa exibir o nome da empresa em farda do gari”.

Durante o episódio, publicado nas redes sociais por Roberto Pena Porta, ele questiona a ação. “Amigo, boa tarde. No caso, eles vão ficar sem colchão? Eles não vão ficar sem colchão, não! Fala comigo. Eu só te fiz uma pergunta, te dei boa tarde. O motivo que vocês estão jogando o colchão dos moradores de rua? Prefeito vai trazer um colchão novo pro rapaz poder dormir? Prefeitura não gosta de gente, não gosta dos animais?”, diz.

Roberto também criticou a forma como os pertences dos moradores foram tratados. “Veio aqui jogar o colchão onde as pessoas moram, dormem fora, isso tá errado. Se não tá concordando com eles aqui, procura algum lugar pra eles colocarem. Agora tirar o colchão e jogar fora… o lixo, menos mal, concordo em jogar o lixo fora, mas jogar fora as coisas das pessoas que moram na rua, isso tá errado.”

A sindicalista Angélica Rabelo completa que os agentes da limpeza urbana não devem ser responsabilizados por medidas que não são de sua competência. “Os trabalhadores da limpeza são pais e mães de família, cumprem ordens e não devem ser usados para ações desumanas. Nosso papel é zelar pela cidade, não tirar o pouco que resta das pessoas em vulnerabilidade. Exigimos respeito aos trabalhadores e à população de rua”, afirma.

Fonte / Foto: Ascom do SindilimpBA

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