O político de oposição criticou a falta de planejamento e apontou que a cidade deixou de aproveitar uma oportunidade importante para promover avanços estruturais e econômicos.
O município de Piatã voltou ao centro do debate público após questionamentos sobre a forma como os recursos provenientes da atividade mineradora vêm sendo utilizados pela gestão municipal. O tema ganhou repercussão após uma publicação de Thiago Dultra (PP), nome ligado à oposição no município e que deve disputar o pleito municipal em outubro. Na manifestação, ele criticou a falta de planejamento e apontou que a cidade deixou de aproveitar uma oportunidade importante para promover avanços estruturais e econômicos.
Política
De acordo com os dados citados por Thiago Dultra, Piatã recebeu mais de R$ 28 milhões oriundos da mineração nos últimos anos. Um detalhe que chama atenção é que mais de R$ 27 milhões desse total foram repassados apenas entre 2020 e 2021, período considerado por ele como uma chance histórica para a realização de investimentos duradouros no município.
Segundo Dultra, os recursos poderiam ter sido aplicados em áreas estratégicas para garantir melhorias concretas para a população. Entre as possibilidades estariam investimentos em infraestrutura urbana e rural, fortalecimento da agricultura familiar, geração de empregos, melhorias em saúde e educação, além de projetos voltados ao desenvolvimento econômico e turístico da cidade.
Apesar do volume significativo de recursos recebidos, o município enfrenta atualmente dificuldades financeiras e reclamações de trabalhadores sobre atrasos de pagamento, o que tem gerado críticas e questionamentos sobre a gestão dos recursos públicos. Para Dultra, a situação demonstra falhas no planejamento administrativo. “Era uma oportunidade histórica para fazer investimentos duradouros, fortalecer a economia local e melhorar a vida das pessoas”, afirma.
Outro ponto levantado por moradores e lideranças locais é que a atividade mineradora, mesmo gerando receitas, também provoca impactos ambientais e exploração de recursos naturais do território. Nesse contexto, cresce a cobrança para que os valores repassados ao município sejam utilizados de forma estratégica, compensando os efeitos da atividade e garantindo benefícios permanentes para a população.
As críticas recaem sobre a gestão do prefeito Marcos Paulo (PSD), que tem sido cobrado por maior transparência e responsabilidade na aplicação das receitas municipais. Para um município com pouco mais de 20 mil habitantes, especialistas apontam que valores dessa magnitude poderiam ter impulsionado obras estruturantes, melhorias nas estradas vicinais, ampliação de programas sociais e investimentos capazes de fortalecer a economia local.
Diante do cenário, o político oposicionista reforça a necessidade de uma gestão mais responsável dos recursos públicos. Para ele, o dinheiro gerado pela mineração precisa resultar em benefícios concretos para a população. “Dinheiro público precisa virar desenvolvimento de verdade para o povo. Piatã precisa de responsabilidade, planejamento e coragem para fazer o que precisa ser feito”, destaca.
Fonte: Jornal da Chapada
Foto: Reprodução
