Os touros começam a semana levando o BTC para US$ 91 mil novamente em busca de um rompimento de US$ 93.500 para iniciar uma jornada rumo a quebra de US$ 100 mil
A principal criptomoeda do mercado, o Bitcoin BTC está cotada na manhã desta segunda-feira (18) em R$ 533.519,00. Os touros começam a semana levando o BTC para US$ 91 mil novamente em busca de um rompimento de US$ 93.500 para iniciar uma jornada rumo a quebra de US$ 100 mil.

Fábio Plein, diretor regional para as Américas, destaca que ainda na esteira do resultado das eleições, a semana foi marcada pela renovação da máxima histórica do Bitcoin (US$ 93 mil) e por movimentos de alta do mercado de stablecoins – que atingiu US$ 181 bilhões em 13 de novembro – e com relação a fluxos de capital para ETFs de BTC e ETH à vista, com US$ 4,73 bilhões e US$ 796 milhões de entradas líquidas, respectivamente, desde 6 de novembro.
“Em última análise, mantemos a perspectiva construtiva para o 4º trimestre de 2024 – com uma visão de que ela pode se estender até o 1º trimestre de 2025 – à medida que o mercado deve se beneficiar de uma mudança regulatória antecipada nos EUA, o que fortalecerá a demanda de participantes institucionais e reforçará a posição das criptomoedas internacionalmente”, disse.
Já Ryan Grace, chefe da tastecrypto, destaca que em novembro, o Bitcoin normalmente tem retornos médios de 55% e, com o impacto pós-eleitoral da vitória de Trump os resultados podem ser ainda melhores para o BTC.
“O quarto trimestre foi o melhor trimestre para o desempenho dos preços do Bitcoin desde 2016, com retornos trimestrais médios de 55%.

Grace, destaca que mais especificamente, novembro emergiu como o mês de destaque do Bitcoin em termos de desempenho de preços, proporcionando retornos médios de mais de 30% – tornando-o o mês mais lucrativo para a criptomoeda por uma margem significativa.

“A história nem sempre se repete, mas muitas vezes rima. Desde o início do quarto trimestre de 2024, o Bitcoin subiu cerca de 50%.
A sazonalidade também aparece na volatilidade do Bitcoin, com o quarto trimestre também sendo o trimestre mais volátil para o bitcoin, desde 2016. Em média, o Bitcoin percebeu uma volatilidade de mais de 100%, segundo a análise, “não é surpreendente porque frequentemente testemunhamos uma correlação positiva entre o desempenho do preço do bitcoin e a volatilidade”
“Estamos no meio do que normalmente seria o trimestre mais volátil do Bitcoin, e ainda está na metade, com potencial para mais ganhos no resto do trimestre e no início de 2025”, aponta
Pauline Shangett, CMO da ChangeNOW, ressalta que a capitalização de mercado de criptomoedas atingiu uma nova alta de US$ 3,09 trilhões na manhã de segunda-feira impulsionada pelas altcoins. O Índice de Medo e Ganância de Criptomoedas atingiu 90 no fim de semana, com o índice apenas mais alto no final de 2020 e no início de 2021. Na segunda-feira, o índice havia caído para 83, ainda consistente com ganância extrema.
“O Altcoin Season Indicator agora subiu de 23 em 4 de novembro para 42, graças ao otimismo em torno de XRP e Dogecoin. Cardano também está ganhando força. O XRP ultrapassou US$ 1 pela primeira vez em três anos. No sábado, o token subiu acima de US$ 1,2, pois é sensível à possível saída de Gary Gensler. Sob sua liderança, a Ripple tem travado uma batalha jurídica constante com a SEC”, destaca.
O Bitcoin caiu 3% no sábado e domingo, mas na segunda-feira, um aumento de 4% acima de US$ 91.500 o levou acima desta área de consolidação. Segundo ela, os traders institucionais estão se ativando em um momento em que os traders de varejo estão começando a realizar lucros no Bitcoin e migrando para altcoins.
“Estamos em uma clássica formação de altseason para o final do ano”, aponta.
Rodrigo Miranda, criador da Universidade do Bitcoin, aponta que nos últimos 15 dias, a BlackRock comprou mais de 50 mil Bitcoins e que a demanda por BTC está sendo muito maior do que os mineradores conseguem extrair por dia (entre 400 e 4500.
“Então, caso nações como EUA e Polônia cumpram suas promessas de criar uma reserva estratégica com Bitcoin, possivelmente a gente entrará numa curva de escassez nunca vista. Então vamos observar como será esse movimento nos Estados Unidos, que, caso realmente implantem e realizem a estratégia de reserva de Bitcoin, muitos outros países não ficarão para trás.
É um movimento irreversível, e lembrando que já chegamos a 94% dos Bitcoins minerados. Então, o único lugar que eles poderão comprar será via pessoa física. As pessoas físicas terão que vender seus Bitcoins, porque, via mineração, a gente não vai ter a oferta para atender à demanda”, disse.
Portanto, o preço do Bitcoin em 18 de novembro de 2024 é de R$ 533.519,00. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0019 BTC e R$ 1 compram 0,0000019 BTC.
As criptomoedas com maior alta no dia 18 de novembro de 2024, são: Hedera (HBAR), Stellar (XLM) e Mantra (OM) com altas de 36%, 21,2% e 21% respectivamente.
Já as criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 18 de novembro de 2024, são: Brett (BRETT), Goatseus Maximus (GOAT) e dogwithat (WIF) com quedas de -7%, -6% e -5% respectivamente.
Aviso: Esta não é uma recomendação de investimento e as opiniões e informações contidas neste texto não necessariamente refletidas nas posições do Cointelegraph Brasil e do Caderno Baiano. Cada investimento deve ser acompanhado de uma pesquisa e o investidor deve se informar antes de tomar decisão
Fonte: CoinTelegraph
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