O Sindiquímica Bahia cobra um posicionamento imediato da empresa pública Bahiagás em relação à situação dos 105 trabalhadores contratados para a obra do Gasoduto Sudoeste pela CGN (Consorcio Gás Natural) e TD construtora, na cidade de Jequié.
Os trabalhadores estão há 3 meses sem receber salário e há 10 meses sem recolhimento de FGTS. Alguns foram demitidos e não tiveram as rescisões pagas. Em situação de penúria, os trabalhadores foram despejados das casas alugadas pela construtora por conta de alugueis atrasados.
Com estimativa de investimento total de cerca de R$ 435 milhões, a construção do Gás Sudoeste faz parte da diretriz estratégica da Bahiagás de interiorização do gás natural na Bahia e será o maior duto de distribuição do Nordeste e o segundo maior do país, com extensão prevista de 306 km.
“A Bahiagás é co-responsável pela fiscalização dos contratos de trabalho e pelo acompanhamento do pagamento dos salários e reconhecimento do FGTS. A situação tem gerado um caos na cidade, com os trabalhadores fazendo mobilização de cobrança dos seus direitos, pois precisam garantir sua alimentação e moradia, entre outras despesas emergenciais”, denuncia Alfredo Santos, diretor do Sindiquímica Bahia e da Central Única dos Trabalhadores (CUT Bahia).
Para piorar a situação, os demais trabalhadores que estão na obra da Bahiagás em Jequié, sejam concursados ou de outras empresas terceirizados, estão expostos na cidade, sendo cobrados de forma violenta e constrangedora pelos pagamentos atrasados. Ou seja, estão sujeitos à insegurança pública.
“A Bahiagás precisa ser responsabilizada, tanto pelas verbas trabalhistas como também pela integridade dos seus trabalhadores, sejam concursados ou terceirizadas. São trabalhadores que usam farda da Bahiagás, circulam pela cidade com o carro da empresa, expostos a essa situação de reivindicações públicas pelo descumprimento dos pagamentos”, cobra Alfredo Santos.
O Sindiquímica exige uma ação imediata da Bahiagás em respeito aos trabalhadores e o posicionamento do Governo do Estado da Bahia, acionista majoritário da empresa.
Fonte: Ascom Sindiquímica
Foto: Reprodução Rádio 95 FM