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Vitória vence o Bahia mas permanece no Z4

Em clássico marcado por erros dos dois lados, Rubro-Negro é mais eficaz, vence e se mantém na briga contra o rebaixamento

Vitória foi para o clássico contra o Bahia sabendo que ganhar significava muito mais que somar três pontos. Era um atestado de sobrevivência. Uma derrota no último Ba-Vi do ano seria praticamente sacramentar o rebaixamento, embora a matemática indicasse outra coisa. Por isso, vencer, não importa da forma que fosse, seria crucial. E aconteceu. Longe de ser brilhante ou de qualquer elogio técnico ou tático, o Rubro-Negro fez o seu dever e mandou um recado ao bater o maior rival por 2 a 1: a luta vai ser até o fim.

O jogo desta quinta-feira confirmou que Jair Ventura tem uma ideia bem definida de escalação para o Vitória. Com a Data Fifa, o treinador teve o primeiro intervalo de dez dias para preparar a equipe desde que chegou ao clube e optou por praticamente repetir a escalação dos últimos jogos.

Com tempo e sem grandes perdas de peças (futebol apresentado não deixa Romarinho fazer falta), Jair Ventura substituiu o suspenso Lucas Halter por Edu, promoveu o esperado retorno de Ramon e manteve o sistema com três zagueiros que rendeu alguns bons minutos nos últimos jogos, mas quase nada em matéria de resultado.

Nos primeiros minutos, o Vitória jogou como se sente mais à vontade, com imposição física e tentativas de acelerar o jogo a todo momento. Na base do abafa, criou duas boas chances com Raúl Cáceres. O problema é quando diminuía o ritmo e via o Bahia postado no seu campo. A partir daí o Rubro-Negro praticamente não levou perigo.

Ainda assim, o Vitória aproveitou bobeada com toque na mão de Santi Arias para abrir o placar em cobrança de pênalti de Renato Kayzer. Tinha, portanto, o melhor cenário possível para colocar em prática o seu estilo de jogo. O que se viu, porém, foi uma equipe retraída e mais preocupada em esfriar a partida. E a vantagem mínima para um time tão frágil defensivamente é um risco muito grande. E foi.

Aos 40 minutos do primeiro tempo, Acevedo passou como quis entre Baralhas e Erick, chutou e ainda viu Zé Marcos bobear na marcação de Tiago para deixar tudo igual. Sim, o Vitória de três zagueiros, com todo sistema defensivo montado, viu um volante com característica defensiva sair driblando pelo meio com tranquilidade.

O Vitória veio do intervalo com Dudu no lugar de Ronald, em jogo de baixa rotação e muitos erros. A mudança, apesar de mostrar maior potencial defensivo, surtiu efeito no ataque rubro-negro, que teve um volante pisando na área e dando trabalho (para os dois lados, diga-se se passagem). Tanto que saiu na cara do gol e perdeu chance incrível.

Mas o que chamou mais a atenção mesmo foi o jogo de trocação do Vitória, em momento muito arriscado para quem não precisa ceder muitas oportunidades para ser vazado. Tanto que, ao sair ao ataque, o Rubro-Negro deu espaço e precisou de milagre de Arcanjo para se segurar.

Mas desde o início ficou claro que este era um Ba-Vi que seria vencido por quem aproveitasse melhor os erros do adversário. Foi assim com a bobeada de Arias no pênalti de Kayzer, na pane geral no gol de Tiago e, claro, no lance que definiu o confronto. Em cruzamento de Ramon, Rezende falha ao afastar a bola, que sobrou limpa para Cáceres, tão criticado pelo rendimento nos últimos jogos, fazer o segundo gol do Leão.

Mas o Ba-Vi estava longe de acabar para o Rubro-Negro que, mais uma vez, recuou e sofreu para segurar o resultado. Os últimos minutos foram de pressão dos visitantes, que só não marcaram porque Camutanga apareceu em cima da linha para salvar. Para completar, Dudu fez mais uma das suas ao receber dois cartões amarelos em menos de um minuto e ser expulso. Sorte dele (e do Vitória) que não havia mais tempo.

O Vitória, enfim, fez valer o apoio da sua torcida e conquistou o resultado que pode ser o que faltava para uma arrancada por permanência. Tem a confiança renovada e a certeza que vai contar com o Barradão ao seu lado até o fim da competição. Mas também vai precisar fazer sua parte longe dele se quiser escapar. Quem sabe a começar desta segunda-feira, em confronto direto contra o Santos, na Vila Belmiro.

Fonte: G1
FOto: Jhony Pinho/AGIF



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