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Bitcoin volta para US$ 63 mil com leve queda de 1%

O BTC caiu para US$ 63 mil, registrando uma desvalorização perto de 1%, mas ainda se mantendo dentro do range de lateralização.

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quinta-feira, 13/08/2026, está cotado em R$ 330.709,69. O BTC caiu para US$ 63 mil, registrando uma desvalorização perto de 1%, mas ainda se mantendo dentro do range de lateralização.

Olhando para o cenário macroeconômico, André Franco, CEO da Boost Research, destaca que a inflação americana de julho subiu 0,1% no mês e desacelerou de 3,5% para 3,4% em 12 meses, exatamente o consenso. O núcleo avançou 0,2% no mês e caiu de 2,6% para 2,5% no ano. A leitura em linha tirou da mesa o risco de uma alta de juros já em setembro: pelo CME FedWatch, a probabilidade recuou para 38%, ante 46% antes do número. Gabe Selby, da CF Benchmarks, resumiu o efeito no preço ao dizer que um relatório em linha remove um risco de cauda, mas que só uma surpresa genuína cria um catalisador.

Foi o que se viu: o susto saiu do caminho e o bitcoin não subiu junto com a bolsa. O próximo teste é hoje, com a inflação ao produtor de julho, e depois Jackson Hole ainda neste mês, o relatório de emprego em 4 de setembro e o CPI em 11 de setembro.

O fluxo dos ETFs seguiu na direção contrária ao alívio. A quarta-feira fechou com resgate líquido de US$ 61,2 milhões, o segundo do tipo em três pregões, sendo US$ 46,8 milhões do fundo da Fidelity e US$ 14,3 milhões do fundo da BlackRock, com Bitwise, ARK 21Shares e VanEck zerados no dia, segundo dados da Farside. A conta da semana até aqui é de US$ 144,6 milhões de saída na segunda, US$ 7,8 milhões de entrada na terça e US$ 61,2 milhões de saída na quarta, contra US$ 865,3 milhões captados na semana anterior. O Fear & Greed voltou de 27 para 29 e completa a sétima leitura seguida na zona de medo.

Na energia, a pressão afrouxou. O Brent chegou a tocar US$ 90 depois de seis sessões de alta e recua US$ 1,17, para US$ 87,81, com o WTI cedendo US$ 1,18, para US$ 82,08. O pano de fundo continua o mesmo, com o bloqueio de Ormuz em aberto e sinais em dois sentidos: de um lado, relatos de que a conversa entre Irã e Omã avançou; de outro, declaração do general Mohammad Reza Naqdi, conselheiro da Guarda Revolucionária, de que o país prepara operações em solo americano sob nova doutrina militar. Enquanto o petróleo não define o rumo, o juro americano segue sendo o termômetro: o título de 10 anos cede para 4,68%, à espera do dado de hoje.

Nas bolsas, o apetite por risco voltou pelo lado da tecnologia. Wall Street fechou a quarta-feira com o S&P 500 em alta de 0,26%, aos 7.748,50 pontos, o Nasdaq subindo 0,54%, aos 26.588,49, e o Dow Jones de lado, com queda de 21,58 pontos, ou 0,04%, puxado pelos balanços de empresas ligadas a inteligência artificial. Nesta manhã a Ásia acompanhou, de novo pelos chips: o Kospi subiu 3,6%, aos 6.813,34 pontos, quarto pregão seguido de alta que devolveu o índice ao território de alta depois da mínima de julho, e o Nikkei avançou 1,2%, aos 68.308,59.

Do outro lado, o Hang Seng caiu 0,2% e a bolsa de Xangai recuou 0,5%. Na Europa, o DAX sobe 0,4% e o CAC 40, 0,1%, com o FTSE 100 em queda de 0,4%. No resto do tabuleiro, o ouro está perto de US$ 4.420, o dólar roda a R$ 5,19 por aqui e a 159,37 ienes, e o euro está em US$ 1,1526.

Bitcoin análise técnica

Mike Ermolaev, analista e fundador da OutsetPR, aponta que o Bitcoin está sendo negociado em queda nesta quinta-feira, mantendo uma tendência de baixa no curto prazo, já que se encontra abaixo de uma forte resistência das médias móveis exponenciais (EMA) de 50, 100 e 200 dias, em US$ 64.523, US$ 66.718 e US$ 73.303, respectivamente.

Segundo ele, os indicadores de momentum corroboram esse tom mais fraco, com o Índice de Força Relativa (RSI) oscilando em torno de 45 e a Convergência/Divergência da Média Móvel (MACD) cruzando abaixo de sua linha de sinal, sugerindo que a pressão de baixa permanece dominante.

Do ponto de vista técnico, o BTC está prestes a fechar abaixo da linha de tendência de alta próxima a US$ 63.814, o que poderia confirmar a ruptura de baixa. Olhando para baixo, o principal suporte para o Bitcoin pode surgir na mínima de 6 de julho, em US$ 61.307.

Gráfico diário do preço BTC/USDT.

Na parte superior, a resistência inicial é observada na EMA de 50 dias em US$ 64.523 e uma linha de tendência descendente próxima a US$ 65.238.

Portanto, o preço do Bitcoin em 13 de agosto de 2026 é de R$ 330.709,69. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0030 BTC e R$ 1 compram 0,0000030 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 13 de agosto de 2026, são: Velvet (VELVET), Mantle (MNT) e OKB (OKB), com altas de 12%, 5% e 4% respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 13 de agosto de 2026, são: Audiera (BEAT), Curve Dao Token (CRV) e Official Trump (TRUMP), com quedas de -26%, -8% e -5% respectivamente.

Fonte: CoinTelegraph
Foto: Pexels / Jonathan Borba

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