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Paulo Cavalcanti toma posse na ABROL em celebração aos 10 anos da Academia

Novo acadêmico assume a Cadeira nº 30, que tem Manuel Suarez Meijon como patrono; solenidade também destacou a trajetória da instituição e a mobilização pela indicação de Geraldo Leite ao Prêmio Nobel da Paz

O advogado, empresário, escritor e líder associativista Paulo Sérgio Costa Pinto Cavalcanti tomou posse, nesta segunda-feira (24), na Academia Brasileira Rotária de Letras – ABROL Bahia. Em solenidade realizada no auditório da ACBEU, em Salvador, ele passou a ocupar a Cadeira nº 30, que tem como patrono Manuel Suarez Meijon, empresário de origem espanhola que construiu parte importante de sua trajetória na Bahia.

Recepcionado pelo acadêmico e presidente de honra da ABROL, Geraldo Leite, Paulo destacou a relação pessoal que manteve com Manuel Suarez e sua família, com episódios de convivência no Brasil e na Galícia. A proximidade amplia, segundo ele, a responsabilidade de ocupar uma cadeira vinculada à memória do empresário, que também teve atuação no Rotary, na Associação Comercial da Bahia e na Santa Casa de Misericórdia.

Em sua posse, Paulo apontou a difusão do conhecimento e da consciência cidadã como contribuições que pretende levar à Academia. “A expectativa é fazer com que a gente evolua, que compreenda exatamente o que é consciência cidadã e como podemos transformar nossa nação através do conhecimento e da cidadania”, afirmou. Para ele, a participação na vida pública passa pelo desenvolvimento de valores como identidade, união, pertencimento e responsabilidade.

“A Academia pode contribuir para a liberdade do nosso povo através do conhecimento”, acrescentou, ao defender o que chama de “eu responsável”, “eu atitude” e “eu transformador”.

Na saudação ao novo integrante, Geraldo Leite recorreu à mitologia. Disse ter ficado em dúvida entre compará-lo a Jano, deus romano associado às mudanças, com uma face voltada para o passado e outra para o futuro, ou a Dionísio, relacionado à transformação. Ao final, escolheu os dois como referências para definir a trajetória de Paulo e sua defesa da cidadania participativa transformadora.

O presidente do Rotary Club da Bahia, Carlos Rátis, destacou a contribuição que o novo acadêmico poderá oferecer à instituição. “Com certeza, seus livros vão poder vir a ser difundidos cada vez mais, não só aqui na Bahia, mas também no Brasil como um todo. Esperamos que Paulo Sérgio continue produzindo ativamente”, afirmou.

Padrinho de Paulo no Rotary, Carlos Gantois ressaltou sua ligação com o associativismo. “É uma figura humana ímpar, que tem pautado sua vida numa conduta ética, retilínea e que abraçou o associativismo como forma de transformar a Bahia e o Brasil”, afirmou. Para Gantois, a produção literária de Paulo também o torna “mais do que merecedor” de integrar a Academia.

Representando a família, Paulo Cavalcanti Júnior destacou a mudança de trajetória do pai e sua crescente dedicação à produção intelectual. “Hoje, meu pai vive mais um capítulo da sua trajetória. De empresário de sucesso, passou a ressignificar sua vida como advogado, depois com a Fundação Paulo Cavalcanti, como associativista, como filósofo”, afirmou. Segundo ele, Paulo tem utilizado a escrita “como ferramenta de transformação social, para transformar nosso país em um lugar melhor para nós e para nossos filhos e netos”.

Uma década da ABROL Bahia

A posse integrou as comemorações pelos dez anos da ABROL Bahia, criada em 2016. Presidente da ABROL Nacional, Anaci Bispo Paim recordou que a seccional nasceu com 11 integrantes e destacou o papel dos baianos na posterior expansão da Academia pelo país.

Segundo Anaci, Geraldo Leite teve participação decisiva nesse processo, inclusive durante a pandemia, quando utilizou recursos tecnológicos para aproximar acadêmicos e estimular a criação de unidades no Brasil e no exterior.

Para o presidente da ABROL Bahia, Astor de Castro Pessoa, a instituição está “a serviço da Cultura, da Memória e da História do Rotary International”. Ele ressaltou que as academias buscam congregar rotarianos, promover a cultura e estimular a produção literária, artística e sociocultural relacionada ao Rotary.

Geraldo Leite e a mobilização pelo Nobel da Paz

A celebração também destacou a mobilização em torno do nome de Geraldo Leite, que completou 100 anos em 2026, para o Prêmio Nobel da Paz. Anaci relacionou a iniciativa à trajetória dedicada à educação, à aproximação entre povos e à promoção de uma cultura de paz.

Ao abordar o tema, ela ressaltou que a paz não deve ser compreendida apenas como ausência de conflitos, mas como uma construção permanente. A ABROL Nacional escolheu a cultura da paz como tema para o mandato 2026–2028, em homenagem a Geraldo Leite.

A posse da Cadeira nº 30 reuniu, assim, diferentes trajetórias: a memória de Manuel Suarez Meijon; a contribuição de Geraldo Leite para a consolidação da ABROL; e a chegada de Paulo Cavalcanti, com a proposta de levar à Academia sua defesa da participação cidadã e do conhecimento como instrumentos de transformação.

Fonte: AGL Assessoria de Imprensa
Foto: Nelson Santiago

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