BrasilEconomiaPolíticaSenado Federal

Senado aprova PEC que prevê o fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho

Proposta foi aprovada em dois turnos na última quarta-feira (14), com 75 votos favoráveis e um contrário em cada votação; texto prevê dois dias de descanso remunerado e redução gradual da jornada semanal para 40 horas

O Senado Federal aprovou, na noite da última quarta-feira (14), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador exerce suas atividades durante seis dias consecutivos para ter um dia de descanso. A votação ocorreu em dois turnos, e a proposta recebeu 75 votos favoráveis e um contrário em cada etapa.

O texto estabelece mudanças na organização da jornada de trabalho no Brasil, com previsão de dois dias de descanso remunerado por semana e redução gradual do limite da jornada semanal, atualmente de 44 horas, para até 40 horas. A proposta também determina que a mudança seja implementada sem redução salarial.

Como será a mudança na jornada

De acordo com o texto aprovado, a transição ocorrerá em duas etapas. Dois meses após a promulgação da emenda constitucional, a jornada semanal máxima será reduzida para 42 horas. Depois de mais 12 meses, o limite passará a ser de 40 horas semanais.

A proposta prevê ainda uma jornada diária de até oito horas e a garantia de dois dias de repouso remunerado por semana, com a organização dos períodos de descanso conforme as regras estabelecidas no texto.

Próximos passos

A PEC já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados em dois turnos, em maio de 2026. Como o Senado aprovou o texto sem alterações, a matéria segue para promulgação pelo Congresso Nacional.

A mudança não deve ser confundida com uma regra já em vigor: a implementação depende da promulgação e dos prazos previstos na proposta.

Impactos para trabalhadores e empresas

O fim da escala 6×1 é discutido no Congresso há anos e envolve questões relacionadas à qualidade de vida, à organização do tempo de trabalho e aos custos de operação das empresas.

Defensores da proposta apontam a ampliação do período de descanso como uma medida capaz de favorecer a convivência familiar, o lazer e a recuperação física dos trabalhadores. Representantes de setores empresariais, por sua vez, levantam preocupações sobre custos, contratação de pessoal e adaptação das escalas, especialmente em atividades que funcionam continuamente.

A implementação das novas regras deverá exigir planejamento dos empregadores e acompanhamento dos efeitos sobre diferentes setores econômicos.

Fonte: Agência Brasil e Agência Senado, publicações de 14 de outubro de 2026.

Foto: Elineudo Meira

Related posts

STF abre 2º semestre com julgamento sobre tese de legítima defesa da honra para feminicídios

Fulvio Bahia

Bahia ocupa quarta posição em ações judiciais por ‘intolerância religiosa’, aponta levantamento inédito do Escavador

admin

Inscrições para o Prouni do 1º semestre terminam nesta sexta (2)

Fulvio Bahia

Deixe um comentário

Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência. Nós assumimos que você concorda com isso, mas você pode desistir caso deseje. Aceitar Leia Mais