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Bahia registra 41 animais positivos e mantém alerta para vacinação de cães e gatos

Boletim epidemiológico aponta circulação do vírus em oito macrorregiões, incluindo registro de morcego hematófago positivo em Salvador; campanha estadual imunizou 2,3 milhões de animais em 2026.

A circulação do vírus da raiva entre animais silvestres, domésticos e de produção mantém a necessidade de vigilância sanitária na Bahia. Um boletim da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), com dados de maio a agosto de 2026, identificou 41 animais positivos para a doença, incluindo dois cães domésticos.

O levantamento também registrou a presença do vírus em morcegos, raposas, bovinos e equinos, demonstrando que a prevenção precisa envolver diferentes espécies e ambientes.

Entre os registros, um chamou a atenção das autoridades sanitárias: a identificação de um morcego hematófago da espécie Desmodus rotundus positivo para raiva em Salvador. Segundo a Sesab, foi o primeiro registro dessa espécie entre as amostras analisadas no estado no período.

Os resultados foram divulgados no Boletim Epidemiológico de Raiva Humana e Animal, edição de setembro de 2026.

Vacinação ainda não alcançou 70% de cobertura

A campanha estadual de vacinação antirrábica de 2026 imunizou 2.324.584 cães e gatos na Bahia. Apesar do número expressivo, a cobertura geral alcançou 68% da população animal estimada.

Foram vacinados 1.761.116 cães e 563.468 gatos. A cobertura foi de 68,9% entre os cães e 65,4% entre os felinos.

A campanha foi encerrada em 31 de agosto, mas a Secretaria da Saúde orienta que os municípios mantenham a oferta da vacina durante todo o ano.

A vacinação de rotina está prevista na Resolução CIB nº 400/2025, que estabelece a imunização antirrábica de cães e gatos como estratégia permanente em todo o território baiano.

Cães e gatos concentram a maioria das agressões

Outro indicador apresentado pela Sesab diz respeito aos atendimentos realizados após agressões de animais.

Entre maio e agosto de 2026, foram registrados 22.430 atendimentos antirrábicos na Bahia. Os cães estiveram envolvidos em 16.474 ocorrências, enquanto os gatos foram responsáveis por 4.248.

Os registros mostram que os animais domésticos continuam sendo os principais envolvidos nas situações que levam pessoas a procurar atendimento de saúde após mordidas e arranhaduras.

No período, também foram identificadas 1.626 interrupções de tratamentos profiláticos, sendo 1.208 classificadas como abandono.

A interrupção de um tratamento indicado após exposição ao vírus pode comprometer a proteção do paciente. Por isso, o acompanhamento pelas unidades de saúde é fundamental.

Como proteger cães e gatos?

A vacinação antirrábica é a principal medida de prevenção da doença entre os animais domésticos.

Os tutores devem manter a imunização em dia, evitar que os animais tenham contato com morcegos e outros mamíferos silvestres e procurar orientação veterinária diante de alterações comportamentais ou suspeitas de exposição.

Morcegos encontrados no chão, mortos ou apresentando comportamento incomum não devem ser manipulados. A população deve comunicar a ocorrência à vigilância municipal ou ao Centro de Controle de Zoonoses.

Quando procurar atendimento médico?

A raiva pode ser transmitida pela saliva de animais infectados, principalmente por mordidas, arranhaduras ou contato com mucosas e feridas.

Em caso de exposição, a recomendação é lavar imediatamente a região atingida com água e sabão e procurar atendimento em uma unidade de saúde.

A equipe avaliará a situação e indicará as medidas necessárias, que podem incluir observação do animal, vacinação e, em situações específicas, administração de soro ou imunoglobulina antirrábica.

A Sesab destaca que a prevenção depende da vacinação permanente dos animais, da identificação de casos suspeitos e do monitoramento da circulação do vírus.

O cenário reforça a importância de integrar saúde animal, vigilância ambiental e saúde humana, especialmente em regiões onde existe contato frequente entre animais domésticos e silvestres.

Foto: Pexels / Lucas Pezeta

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