Um requerimento com 32 assinaturas foi entregue ao presidente Carlos Muniz solicitando a antecipação do pleito
A eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Salvador (CMS) para o biênio 2027-2028 ocorrerá no próximo dia 9, às 14h30, no Plenário Cosme de Farias. Trinta e dois vereadores assinaram um requerimento que foi entregue ao presidente da Casa, vereador Carlos Muniz (PSDB), solicitando a antecipação da eleição. Muniz convocou uma reunião sobre o tema com o líder do governo, Kiki Bispo (União), o líder da oposição, Randerson Leal (Podemos), e o líder do bloco independente, Sidninho (PP).
O requerimento foi colocado em votação no plenário nesta quarta-feira (4) e foi aprovado com três abstenções, dos vereadores Sílvio Humberto (PSB), Eliete Paraguassu (PSOL) e Marta Rodrigues (PT).
O Regimento Interno da Casa prevê a possibilidade de antecipação da eleição para a renovação da Mesa Diretora. Conforme o § 3º do artigo 6º, a votação pode ocorrer antes da data regimental mediante requerimento apresentado por qualquer parlamentar, aprovado pela maioria absoluta dos membros da Casa e publicado no Diário Oficial do Legislativo.
“Foi uma mobilização da maioria dos vereadores e sou um político que preza a democracia. Portanto, estou tranquilo neste processo, pois é importante respeitar nesta Casa o desejo dos vereadores”, frisou Carlos Muniz.
Já o vereador Alexandre Aleluia (Novo) afirmou que este movimento de antecipação da eleição por parte da maioria dos vereadores demonstra uma harmonia dos parlamentares da CMS, “afinal mais de dois terços dos parlamentares apoiaram esta iniciativa”.
Classificação de programa com desenhos bíblicos
Ainda na sessão ordinária desta quarta-feira, os vereadores Kênio Rezende (PRD) e Luiz Carlos (Republicanos) comemoraram a decisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública que revogou a decisão na qual o programa “Record Kids: Desenhos Bíblicos”, exibido pela Record TV, teve a sua classificação alterada. A classificação indicativa era “livre” e passou para a “faixa de não recomendados para menores de 12 anos”.
Em nota à imprensa, a Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) decidiu, através de ofício, reformar a classificação indicativa de 12 anos, atribuída em 28 de outubro, ao programa. O programa infantil retorna à classificação “livre”.
Na sessão ordinária da última terça-feira (3), os dois parlamentares protestaram contra a alteração que não recomendava o programa para menores de 12 anos. E na sessão desta quarta-feira, além da comemoração à revogação, Luiz Carlos mostrou preocupação com a “invasão a templos religiosos, que devem ser invioláveis”.
“Estas ações são impulsionadas por raivosos, com a intenção de fomentar o ódio. A religião e a fé de cada um devem ser respeitadas. Devemos desconstruir esse movimento de ódio”, afirmou o vereador.
Fonte: Ascom CMS
Foto: Derlei Correia
