Criptomoeda enfrenta pressão internacional após queda das bolsas norte-americanas e aumento das incertezas sobre as regras do setor nos Estados Unidos.
O mercado de criptomoedas iniciou esta sexta-feira (6) sob pressão, com o Bitcoin recuando para aproximadamente US$ 75,5 mil. Durante a madrugada, a principal criptomoeda do mundo chegou a apresentar desvalorização de 6,3% em 24 horas, segundo dados divulgados pelo Investing.com.
A queda interrompeu o movimento de recuperação observado após as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos. Na quarta-feira (4), o Bitcoin havia acompanhado uma reação positiva dos mercados, mas voltou a perder força diante das preocupações dos investidores com o cenário econômico e político norte-americano.
Um dos principais pontos de atenção envolve a composição do Congresso dos Estados Unidos e seus possíveis reflexos sobre a regulamentação do setor de ativos digitais. A perspectiva de dificuldades para avançar com projetos considerados favoráveis ao mercado de criptomoedas aumentou a cautela entre os participantes.
A pressão também está relacionada ao desempenho das empresas de tecnologia. Na quinta-feira (5), o Nasdaq registrou queda de 5,5%, em uma sessão marcada por preocupações com os investimentos em inteligência artificial e com os resultados de grandes companhias.
Liquidações ampliam a volatilidade
A forte movimentação dos preços provocou liquidações expressivas no mercado de derivativos. Segundo levantamento citado pela CoinDesk, mais de US$ 1 bilhão em posições alavancadas foi liquidado em 24 horas, principalmente entre operadores que apostavam na valorização das criptomoedas.
O cenário também atingiu outros ativos digitais. O Ethereum recuou 8,6%, enquanto XRP e Solana acompanharam o movimento negativo.
O que observar nos próximos dias?
Entre os fatores que podem influenciar a trajetória do Bitcoin estão as decisões de política monetária nos Estados Unidos, o fluxo de investimentos institucionais, a regulamentação das criptomoedas e o comportamento das bolsas internacionais.
A sequência de semanas negativas reforça o ambiente de incerteza no mercado. Para investidores brasileiros, as oscilações também precisam ser acompanhadas considerando a variação do dólar, já que a cotação internacional do Bitcoin é expressa principalmente na moeda norte-americana.
O desempenho da criptomoeda continuará no radar dos mercados financeiros, especialmente diante da possibilidade de novas oscilações nos próximos pregões.
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