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Cidadania Rural emite mil documentos para comunidades tradicionais da Bahia

Com mais de mil documentos básicos emitidos, a edição de Povos Indígenas do projeto Cidadania Rural conclui seu ciclo de atendimentos em Pau-Brasil, no Litoral Sul da Bahia. Coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Superintendência de Agricultura Familiar (SUAF), a iniciativa aconteceu na sexta-feira (25) e no sábado (26), e ampliou o acesso do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe a direitos civis e políticas públicas.

A ação foi realizada no Colégio Estadual Indígena Caramuru Catarina Paraguaçu e, ao longo dos dois dias, garantiu a emissão de 220 Carteiras de Identidade Nacional (CIN) e 56 Cadastros da Agricultura Familiar. Para o cacique Edivaldo, liderança da comunidade, a presença do Cidadania Rural representou “um trabalho lindo e bem feito, que trouxe alegria e direitos para o nosso povo. Tirar documentos sempre foi muito difícil, principalmente nessa quantidade. Por isso, essa ação foi tão fundamental. Esperamos que o projeto volte em breve à nossa aldeia”.

Ao longo da edição dedicada aos povos indígenas, as equipes emitiram 735 Carteiras de Identidade Nacional (CIN), 295 Cadastros da Agricultura Familiar (CAF) e 69 IDs Jovem, totalizando 1.099 documentos entregues. As ações ocorreram nos municípios de Abaré, Rodelas, Eunápolis e Pau-Brasil, atendendo diversas etnias, como Tupinambá, Atikum, Kambiwá, Tuxá, Pankararé, Tumbalalá, Tuxi e Pataxó Hã-Hã-Hãe.

“A cidadania começa pelo acesso à documentação e mais uma vez o Cidadania Rural cumpre o seu papel fundamental de levar serviços para comunidades historicamente invisibilizadas. Concluímos essa edição com a certeza de que estamos avançando no compromisso de fortalecer os povos indígenas, garantindo respeito, inclusão e dignidade. Vamos seguir firmes, ampliando essa luta,” destacou o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso.

A Edição de Povos Indígenas aconteceu durante o mês de julho e, além da SDR, contou com a parceria da Secretaria de Segurança Pública (SSP), do programa Bahia Sem Fome e da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (SEPROMI), por meio da Superintendência de Políticas para Povos Indígenas (SPPI/SEPROMI).

Fonte: Ascom/SDR
Foto: Fabrício Titiah/SDR

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