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Bitcoin despenca 5% volta para US$ 86 mil e acaba com sonho dos touros

Analistas apontam risco de nova perna de queda no Bitcoin, com IFR em sobrevenda, MACD prestes a cruzar para venda e cenário macro desfavorável.

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta segunda-feira, 01/12/2025, está cotado em R$ 464.943,97. O BTC caiu mais de 5%, levando seu valor para US$ 86 mil e frustrando os touros que acreditavam em uma recuperação rumo a US$ 100 mil.

Bitcoin cenário macroeconômico

André Franco, CEO da Boost Research, afirma que os mercados asiáticos começam a semana em queda após o fortalecimento do iene, impulsionado por falas do presidente do Bank of Japan (BOJ), o que gerou aversão ao risco global e levou a uma queda nos futuros de ações norte-americanas.

1,75 milhão de tokens Hyperliquid foram desbloqueados, o preço foi afetado?

Segundo ele, isso contaminou o sentimento global sobre risco, com impacto negativo generalizado sobre ativos mais voláteis e de risco, incluindo criptomoedas. Com o Bitcoin cotado atualmente entre US$ 86.400, a expectativa de curto prazo é negativa, com risco de continuidade da pressão vendedora.

A realização de lucros em ativos de risco, o fortalecimento do iene e a piora do sentimento nos mercados de ações tenderão a reduzir a demanda por criptoativos. Se essa tendência persistir e o dólar se revalorizar frente a moedas asiáticas, o Bitcoin pode testar suportes mais baixos antes de retomar qualquer reversão.

Bitcoin análise técnica

O mercado cripto iniciou a semana com forte turbulência após o Bitcoin despencar para US$ 85.800 na abertura dos mercados asiáticos. O movimento eliminou cerca de US$ 140 bilhões da capitalização total do setor e desencadeou mais de US$ 350 milhões em liquidações, em sua maioria de posições compradas alavancadas.

O choque impactou todo o mercado. O Ethereum caiu para US$ 2.800, enquanto Solana tocou US$ 126 e a BNB recuou para US$ 822, empurrando o valor total do mercado para US$ 2,92 trilhões. Ao mesmo tempo, o ouro renovou máximas acima de US$ 4.250, mantendo-se como principal rota de fuga e competindo diretamente com criptoativos por capital de menor apetite a risco.

Os dados de fluxo mostram que as grandes carteiras desaceleraram compras nas últimas semanas, ao passo que investidores menores continuam acumulando BTC, um padrão típico de fim de ciclo que costuma aumentar a fragilidade de curto prazo.

Segundo Timothy Misir, chefe de pesquisa da BRN, o movimento atual não é um ajuste técnico comum. “Isso não é uma correção medida; é um evento de liquidez causado por posicionamento e reprecificação macroeconômica”, afirmou.

O analista destaca que a dinâmica de preço mudou abruptamente. Após um novembro turbulento, o Bitcoin abriu dezembro com um gap profundo, forçando a liquidação de alavancados e levando o preço abaixo do custo-base de curto prazo. O volume disparou no momento da queda, mas esfriou rapidamente à medida que compradores tentaram estabilizar a região.

Com a queda, o BTC passa a testar suportes estruturais na faixa dos US$ 80 mil. Para Misir, recuperar os US$ 90 mil seria o primeiro sinal de estabilização. Caso contrário, um recuo para a região baixa dos US$ 80 mil torna-se mais provável.

O cenário macro adiciona pressão. A semana concentra uma série de indicadores decisivos, ISM PMI, ADP, JOLTS e PCE, que devem orientar as expectativas sobre cortes de juros do Federal Reserve. O salto contínuo do ouro sugere aumento das apostas em inflação persistente ou risco geopolítico.

“Quando a liquidez global aperta, cripto corrige antes. É um ativo de alta volatilidade e alta sensibilidade”, explicou Misir.

Os dados on-chain reforçam o estresse do mercado. Investidores de longo prazo reduziram o ritmo de acumulação, enquanto carteiras menores (até 1 BTC) aumentaram compras em níveis considerados “de estresse”.

O saldo de stablecoins nas exchanges subiu, indicando capacidade de compra, mas também maior possibilidade de liquidez vendedora. Além disso, as perdas realizadas por investidores de curto prazo explodiram, um sinal de “reset emocional”. A capitalização realizada também aponta compressão, sugerindo que os vendedores estão encontrando compradores, porém apenas de forma condicional.

Uma das leituras do momento é que a oferta continua migrando para mãos mais fortes, mas o excesso acima das zonas de resistência segue pesando no preço.

Riscos no radar

Misir lista quatro gatilhos que podem ampliar a volatilidade:

  • Macro: dados ISM/ADP fortes ou tom hawkish do Fed.
  • Fluxos: saídas de ETFs de Bitcoin ou reversão de fluxos de USDT.
  • Geopolítica: choques que direcionem capital para ouro.
  • Derivativos: aumento rápido de open interest gerando novo squeeze.

Para o analista, a queda desta segunda-feira representa um evento clássico de liquidez: rápido, doloroso e impulsionado por comportamento coletivo. Ainda não há sinais de mudança estrutural no ciclo, apenas de estresse intenso.

“Até que os fluxos de ETFs e on-chain virem positivos e as baleias parem de reduzir posições, qualquer alta deve ser tratada com ceticismo”, reforça Misir.

No curto prazo, a orientação é clara: disciplina no tamanho das posições, caixa disponível, execução precisa e proteção contra quedas. Caso o cenário melhore, a volta para a região dos US$ 95 mil permanece possível, mas ainda distante de uma confirmação.

Portanto, o preço do Bitcoin em 01 de dezembro de 2025 é de R$ 464.943,97. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0020 BTC e R$ 1 compram 0,0000020 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 01 de dezembro de 2025, são: Myx Finance (MYX), JUST (JUST) e Memecore (M), com altas de 30%, 5% e 4% respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 01 de dezembro de 2025, são: Zcash (zec), Ethena (ENA) e Celetia (TIA), com quedas de -19%, -16% e -13% respectivamente.

Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.

Fonte: CoinTelegraph
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