BitcoinBlockchainCriptomoedasEconomiaEconomia DescentralizadaMercado Financeiro

Bitcoin tem queda de 2% e volta para US$ 93 mil

Tarifas dos EUA, liquidações de US$ 870 milhões e ruídos regulatórios explicam a queda do Bitcoin nesta segunda-feira.

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta segunda-feira, 19/01/2026, está cotado em R$ 501.265,56. O preço do BTC recou mais de 2% e voltou para US$ 93 mil, frustrando os traders que esperavam um teste em US$ 100 mil.

Porque o Bitcoin caiu hoje?

De acordo com o analista e fundador da OutsetPR, Mike Ermolaev, o primeiro fator decisivo surgiu no campo geopolítico. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas de 10% sobre oito países europeus, com possibilidade de elevar o percentual para 25% até junho caso as negociações não avancem.

A medida acendeu alertas nos mercados globais e conduziu investidores para ativos tradicionais como o ouro, que alcançou US$ 4.683 por onça. Esse movimento reforçou a busca por proteção e reduziu o apetite por risco, impactando diretamente o Bitcoin, que voltou a se comportar como um ativo sensível ao sentimento global. Assim, a demanda enfraqueceu em meio ao processo de aversão ao risco.

Em paralelo às tensões comerciais, o mercado de derivativos sofreu uma forte onda de liquidações. Em apenas 24 horas, o volume total saltou para US$ 870 milhões, representando um aumento de 726%.

Mais de 90% das posições liquidadas eram de longs, indicando que muitos traders estavam excessivamente alavancados. Mais de US$ 500 milhões em posições compradas foram obrigadas a sair do mercado, criando uma espiral de vendas automáticas que empurrou o preço abaixo de níveis importantes, como o suporte de US$ 91 mil. A combinação de alavancagem elevada e funding positivo deixou o mercado vulnerável a quedas bruscas.

Ao mesmo tempo, o ambiente regulatório trouxe novos ruídos. Relatórios indicaram que a Coinbase perdeu apoio ao CLARITY Act, projeto de lei que buscava estabelecer regras mais claras para stablecoins e DeFi nos Estados Unidos. O impasse ocorre em razão de divergências sobre rentabilidade de stablecoins e enquadramento de plataformas descentralizadas. Como reflexo imediato, os ETFs de Bitcoin à vista registraram US$ 394,7 milhões em saídas líquidas, reduzindo uma das fontes mais relevantes de demanda institucional para o ativo.

Embora o cenário geral tenha pressionado o Bitcoin, parte do mercado mantém expectativas de recuperação. Analistas técnicos destacam que a estrutura de médio prazo segue intacta e que a consolidação acima de suportes estratégicos ainda pode apontar para um movimento de alta. A projeção mais otimista sugere uma possível busca pela região de US$ 110 mil nas próximas seis a oito semanas, caso indicadores de tendência se estabilizem.

Entretanto, alguns sinais mistos surgem entre grandes investidores. Uma grande baleia transferiu 660 BTC para a Hyperliquid e abriu uma posição alavancada em 68 mil ETH, sugerindo menor convicção imediata no Bitcoin e maior diversificação entre ativos. O movimento não indica abandono do BTC, mas reforça a cautela diante de um mercado com forte volatilidade e pressões macroeconômicas relevantes.”, disse.

Bitcoin análise técnica

Com a queda o analista Manish Chhetri, apontou que o BTC deve testar novamente a Média Móvel Exponencial (EMA) de 50 dias, em US$ 92.396 e se o BTC fechar abaixo dela poderá estender a queda em direção ao próximo suporte importante em US$ 90.000.

O Índice de Força Relativa (IFR) no gráfico diário está em 52, apontando para baixo em direção ao nível neutro de 50, indicando um enfraquecimento do ímpeto de alta. Para que o ímpeto de baixa se sustente, o IFR precisa cair abaixo do nível neutro. As linhas do indicador de Convergência/Divergência de Médias Móveis (MACD) estão convergindo, indicando indecisão entre os investidores. Se o MACD cruzar para baixo, isso reforçará ainda mais a perspectiva de baixa.

No entanto, segundo ele, se o BTC se recuperar, poderá estender sua valorização em direção ao nível psicológico de US$ 100.000.

Portanto, o preço do Bitcoin em 19 de janeiro de 2026 é de R$ 501.265,56. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0019 BTC e R$ 1 compram 0,0000019 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 19 de janeiro de 2026, são: Decred (DCR), Dash (DASH), Humanity Protocol (H), com altas de 18%, 8% e 5%, respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 19 de janeiro de 2026, são: Pudgy Penguins (PENGU), Ligther (LIT) e Aster (ASTER), com quedas de -12,8%, -12,4% e -12,14% respectivamente.

Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.

Fonte: CoinTelegraph
Imagem de Eivind Pedersen por Pixabay

Related posts

Catadores(as) de materiais recicláveis da Bahia se reúnem pela primeira vez com Tribunal Regional do Trabalho – TRT- 5

Fulvio Bahia

Mega-Sena deste sábado (03) paga prêmio de R$ 65 milhões

Fulvio Bahia

PGE promove primeira feira de mulheres empreendedoras com trabalhos realizados por servidoras públicas do Estado

Fulvio Bahia

Deixe um comentário

Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência. Nós assumimos que você concorda com isso, mas você pode desistir caso deseje. Aceitar Leia Mais