O preço do BTC subiu mais de 5% e chegou a US$ 75 mil após uma forte reação dos touros
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta terça-feira, 14/04/2026, está cotado em R$ 372.540,00. O preço do BTC subiu mais de 5% e chegou a US$ 75 mil após uma forte reação dos touros.

André Franco, CEO da Boost Research, afirma que os mercados globais reagiram positivamente a novos sinais de retomada do diálogo entre EUA e Irã, mesmo após episódios recentes de escalada. A perspectiva de uma possível resolução parcial do conflito levou à queda do petróleo, com o Brent recuando cerca de 2,7%, e ao enfraquecimento do dólar, que atingiu mínimas de várias semanas.
Esse movimento aumentou o apetite por risco global, impulsionando bolsas asiáticas e contratos futuros nos EUA e Europa, enquanto investidores voltam a considerar um cenário menos pressionado para inflação e política monetária. Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 74.300, apresenta expectativa de curto prazo positiva.
A combinação de queda no petróleo e enfraquecimento do dólar cria um ambiente mais favorável para ativos de risco, ampliando a liquidez marginal e incentivando fluxos para cripto. Além disso, o próprio mercado já começou uma reação com o bitcoin valorizando cerca de +1,5%, refletindo esse novo equilíbrio macro. No curto prazo, a melhora no sentimento global pode sustentar a continuidade do movimento, com o ativo operando em faixa de US$ 72.500 a US$ 76.000, com viés positivo caso o fluxo macro continue construtivo e as negociações avancem.
Por que o preço do Bitcoin subiu hoje?
O principal gatilho da valorização veio da escalada de tensão entre Estados Unidos e Irã, após um episódio envolvendo o Estreito de Ormuz. Esse evento aumentou rapidamente a incerteza global e alterou o comportamento dos investidores.
No mercado de derivativos, o impacto foi imediato. Muitos traders estavam posicionados na queda do Bitcoin, o que criou um ambiente propício para um short squeeze agressivo. Quando o preço começou a subir, essas posições foram forçadas a fechar.
Esse efeito gerou uma onda de recompras em cadeia. Como resultado, o Bitcoin saiu de cerca de US$ 70.741 e chegou rapidamente acima de US$ 74.900, em um movimento acelerado.
Durante esse processo, mais de US$ 224 milhões em posições foram liquidadas, representando um aumento de 521% nas liquidações em comparação com o período anterior. Esse dado mostra que a alta foi fortemente amplificada pelo mercado alavancado.
Além disso, as taxas de financiamento negativas indicavam que o mercado estava excessivamente vendido. Esse tipo de desequilíbrio costuma anteceder movimentos bruscos de reversão, como o observado.
Apesar do impulso inicial vir do cenário geopolítico, a sustentação da alta tem outro pilar importante: o fluxo institucional via ETFs de Bitcoin.
Na última semana, esses fundos registraram cerca de US$ 786 milhões em entradas líquidas, mostrando que grandes investidores continuam aumentando exposição ao ativo. Esse tipo de movimento costuma ter impacto mais duradouro.
O destaque segue com o ETF IBIT, da BlackRock, que lidera os fluxos e reforça o interesse institucional. Esse comportamento ajuda a criar um “piso” de preço, reduzindo quedas mais profundas.
Na prática, isso significa que mesmo em momentos de volatilidade, há demanda suficiente para absorver vendas e sustentar o mercado.
Outro ponto relevante é a narrativa estrutural do Bitcoin. Com aproximadamente 95% da oferta total já minerada, o ativo mantém sua característica de escassez, que continua atraindo investidores de longo prazo.
Análise técnica aponta níveis decisivos no curto prazo
No campo técnico, o Bitcoin entra agora em uma zona crítica que pode definir os próximos movimentos do mercado.
O primeiro suporte importante está em US$ 73.388, nível correspondente à retração de Fibonacci de 23,6%. Se o preço permanecer acima dessa faixa, o viés de alta tende a se manter.
Por outro lado, a principal resistência está em US$ 75.988, que representa o topo recente. Um rompimento consistente desse nível pode abrir espaço para novas máximas.
Nesse cenário, o próximo alvo técnico aparece próximo de US$ 78.985, baseado na extensão de Fibonacci. Esse movimento dependeria da continuidade do fluxo comprador.
Porém, caso o suporte seja perdido, o mercado pode buscar níveis mais baixos. O próximo ponto relevante está em US$ 71.780, onde há maior concentração de compradores.
Além disso, o fator geopolítico segue como variável-chave. Qualquer mudança no cenário internacional pode alterar rapidamente o comportamento do mercado.
Enquanto isso, o sentimento entre investidores permanece positivo, mas sem sinais claros de euforia. Esse equilíbrio é visto como saudável por parte dos analistas.
Alguns participantes destacam a formação de padrões técnicos de continuação, como a bandeira de alta, que poderia levar o preço a níveis mais elevados no médio prazo.
Outros reforçam a resiliência do Bitcoin, especialmente diante de eventos macroeconômicos e geopolíticos. Esse comportamento fortalece a percepção do ativo como proteção em cenários de incerteza.
Ao mesmo tempo, a narrativa de escassez continua sendo um dos principais motores do interesse institucional e do otimismo do mercado.
Portanto, o preço do Bitcoin em 14 de abril de 2026 é de R$ 372.540,00. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0026 BTC e R$ 1 compram 0,0000026 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 14 de abril de 2026, são: RaveDao (RAVE), Venice Token (VVV) e Algorand (ALGO), com altas de 46%, 13% e 12% respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 14 de abril de 2026, são: Stable (STABLE), Midnight (NIGHT) e siren (SIREN) , quedas de -10%, -8% e -7% respectivamente.
Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.
Fonte: CoinTelegraph
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