Aversão ao risco, dólar forte e liquidações em derivativos pressionam o BTC, que testa suportes decisivos no curto prazo.
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quinta-feira, 05/02/2026, está cotado em R$ 375.790,10. O BTC voltou a cair 6% e agora está cotado a US$ 71 mil com um forte pessimismo de todo o mercado e uma fraqueza total dos touros.

André Franco, CEO da Boost Research, afirma que os mercados globais enfrentaram forte pressão de aversão ao risco, com ações asiáticas despencando após um amplo sell‑off em tecnologia liderado por preocupações sobre custos elevados de investimentos em IA e resultados decepcionantes de empresas como AMD.
O índice MSCI Asia‑Pacific caiu cerca de 1,8%, enquanto moedas de risco perderam terreno e commodities como ouro e prata recuaram significativamente em meio ao fortalecimento do dólar antes de decisões de política monetária no ECB e BOE.
De acordo com ele, o petróleo também cedeu ao aliviar riscos geopolíticos, refletindo um cenário global de cautela técnica. O Bitcoin tambem continuou em queda, sendo cotado atualmente em cerca de US$ 70.500. A expectativa de curto prazo para o ativo é negativa.
A intensificação da aversão ao risco, evidenciada pela forte queda em ações de tecnologia e pela valorização técnica do dólar, tende a reduzir fluxos para ativos voláteis como o BTC, impulsionando correções técnicas adicionais. O recuo das commodities e a liquidação de posições alavancadas em cripto também sugerem maior probabilidade de movimentos descendentes ou consolidação inferior antes que surjam catalisadores macros positivos claros que possam reverter o sentimento de risk‑off
Por que o preço do Bitcoin caiu hoje?
De acordo com o analista e fundador da OutsetPR, Mike Ermolaev a principal explicação está fora do próprio mercado de criptomoedas. O Bitcoin reagiu como um ativo de risco de alta volatilidade, seguindo a queda de outros mercados globais. Dados de correlação mostram que, nas últimas 24 horas, o BTC caminhou praticamente lado a lado com o ETF de tecnologia QQQ e até com o ouro, sinalizando um movimento macroeconômico amplo, associado a juros, dólar forte e redução de apetite por risco.
Além do fator macro, a queda ganhou força com o mercado de derivativos. Nas últimas 24 horas, mais de US$ 320 milhões em posições alavancadas foram liquidadas, sendo 87% delas apostas compradas. Esse efeito dominó acelerou o movimento de baixa. Ao mesmo tempo, o open interest subiu 12,8%, indicando entrada de novas posições vendidas, o que aumentou a pressão sobre o preço.
Do ponto de vista técnico, o cenário ficou ainda mais delicado. O índice de força relativa de 14 períodos caiu para 22,8, um nível considerado profundamente sobrevendido. O Bitcoin também passou a negociar abaixo de todas as médias móveis relevantes. Para ele, esse conjunto de sinais costuma marcar momentos de estresse extremo.
“Liquidações forçadas limpam o excesso de alavancagem e, muitas vezes, antecedem repiques de curto prazo”, afirmou.
O nível de US$ 71.600 tornou-se agora o principal suporte imediato. Caso o preço consiga se manter acima dessa faixa, analistas veem espaço para um alívio técnico em direção a US$ 78.800, onde passa a média móvel de sete dias. Por outro lado, uma perda clara desse patamar pode abrir caminho para uma correção mais profunda, na zona entre US$ 68.000 e US$ 70.000.
O sentimento do mercado ajuda a explicar o clima atual. O índice Fear & Greed permanece em 11 pontos, classificado como “medo extremo”. Historicamente, esses níveis costumam coincidir com momentos de forte pressão vendedora, mas também com fases de transição, quando o mercado busca um fundo.
Apesar da turbulência no curto prazo, as projeções de longo prazo seguem bastante divergentes. O analista conhecido como @dizaynland mantém uma visão otimista. “A análise técnica sugere um alvo de US$ 110.000 até março de 2026, desde que os níveis de suporte atuais sejam preservados”, escreveu o especialista, ao tratar o movimento atual como uma consolidação antes de nova perna de alta.
Outros analistas preferem cautela. Um levantamento citado pela CryptoRank mostra previsões que vão desde projeções extremamente otimistas, como Michael Saylor, que fala em milhões de dólares no longo prazo, até leituras mais conservadoras. Julio Moreno, da CryptoQuant, alerta para a possibilidade de o Bitcoin ainda testar níveis próximos a US$ 60.000 dentro do ciclo atual.
Uma visão intermediária vem de veteranos do mercado. “Topo em US$ 175.000 em 2025 e fundo em US$ 65.000 em 2027”, projeta o analista conhecido como @Burning_Forest, ao destacar que volatilidade continua sendo parte estrutural do Bitcoin.
Bitcoin análise técnica
Olhando para o cenário atual, o analista conhecido como CryptoOnchain, disse que o Bitcoin finalmente recuou para testar novamente sua estrutura de preço histórica mais significativa: a zona de US$ 68 mil a US$ 72 mil.
De acordo com ele, essa área representa a máxima histórica do ciclo anterior, que agora passa por um clássico teste de “inversão de suporte/resistência”. A reação nesse nível é crucial. Uma defesa bem-sucedida dessa zona confirma a estrutura de alta de longo prazo. No entanto, uma quebra aqui seria tecnicamente catastrófica, provavelmente abrindo caminho para uma correção muito mais profunda, à medida que o preço retorna à faixa de negociação anterior.
Alerta On-Chain: Embora a ação do preço esteja no suporte, os dados de derivativos subjacentes sugerem uma forte pressão vendedora. A Razão de Compra Taker (média móvel simples de 14 dias) do Bitcoin na Binance caiu para 0,486, marcando seu nível mais baixo desde outubro passado. Interpretação: A Razão de Compra Taker mede a proporção entre o volume de compra e o volume de venda executados por “takers” (ordens de mercado agressivas). Um valor de 0,486 indica que os vendedores agressivos estão dominando o mercado, superando os compradores.
Segundo o analista, o fato de essa métrica estar atingindo novas mínimas em vários meses enquanto o preço se encontra em um importante suporte sugere que a demanda por “compras na baixa” está sendo absorvida por vendas agressivas ainda mais fortes.
Estamos testemunhando um choque entre um importante nível de suporte técnico e o sentimento pessimista do mercado. Para que o nível de US$ 68 mil a US$ 70 mil se mantenha, ordens passivas com limite não serão suficientes; precisamos urgentemente ver a Razão de Compra de Tomadores (Taker Buy Ratio) subir, indicando que compradores agressivos estão entrando em ação para defender esse nível. Até que essa métrica se recupere, o risco de perder o suporte de US$ 68 mil a US$ 70 mil permanece alto.

Portanto, o preço do Bitcoin em 05 de fevereiro de 2026 é de R$ 375.790,10. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0026 BTC e R$ 1 compram 0,0000026 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 05 de fevereiro de 2026, são: MYX Finance (MYX), Hyperliquid (HYPE), Memecore (M), com altas de 4,28%, 4,19% e 2% respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 05 de fevereiro de 2026, são: Zcash (ZEC), XRP (XRP) e Stable (STABLE), com quedas de -12%, -11% e -10% respectivamente.
Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.
Fonte: CoinTelegraph
Imagem de Ashley_Jackson por Pixabay
