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Bitcoin em alta de 5% volta a ficar acima de US$ 70 mil

O Bitcoin avançou com a melhora do cenário macro, o recuo do petróleo e sinais de desalavancagem no mercado de derivativos.

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta terça-feira, 10/03/2026, está cotado em R$ 364.966,64. O BTC mostrou uma forte reação, registrando uma alta de quase 5% e voltando a ser negociado acima de US$ 70 mil mostrando que os touros estão buscando elevar o suporte de US$ 66 mil para a faixa de US$ 70 mil.

André Franco, CEO da Boost Research, aponta que os mercados asiáticos sobem e petróleo despenca após sinais de fim da guerra – Mercados asiáticos registraram forte recuperação, enquanto os preços do petróleo caíram acentuadamente depois que o presidente dos EUA afirmou que a guerra no Oriente Médio poderia “terminar em breve”, aliviando temores de um choque prolongado no fornecimento de energia. O movimento reduziu a pressão inflacionária esperada e impulsionou o apetite por risco, levando a uma alta generalizada em ações asiáticas logo no início da sessão.

Esse alívio ocorreu após dias de forte volatilidade global provocada pelo conflito e pela disparada nos preços do petróleo. Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 70.000, tem uma expectativa de curto prazo neutra a levemente positiva. A queda dos preços do petróleo e a melhora no sentimento global de risco tendem a favorecer ativos voláteis como o BTC, pois reduzem os temores inflacionários e aumentam a probabilidade de políticas monetárias menos restritivas no futuro.

No entanto, como a melhora decorre principalmente de declarações políticas e não de uma resolução definitiva do conflito, o movimento pode ser limitado. Assim, o Bitcoin tende a consolidar com leve recuperação técnica, acompanhando o humor mais positivo dos mercados de risco.

Por que o preço do Bitcoin subiu hoje?

O Bitcoin subiu nesta terça-feira porque o mercado global voltou a aceitar mais risco depois de um alívio simultâneo em duas frentes: a queda forte do petróleo e a percepção de que a crise no Oriente Médio pode caminhar para uma descompressão, ainda que parcial.

Com isso, parte do capital que havia migrado para posições defensivas retornou para ativos mais voláteis, como ações de tecnologia e criptomoedas. O BTC chegou a rondar US$ 70 mil, com ganho diário acima de 4% em alguns momentos, enquanto o volume negociado em 24 horas passou de US$ 50 bilhões, sinal de entrada compradora mais firme.

Na prática, segundo o analista e fundador da Outset PR, Mike Ermolaev, o gatilho principal do dia não foi um evento exclusivo do ecossistema cripto, mas sim uma melhora do humor macroeconômico.

O barril do Brent, que havia disparado para US$ 119,50 na esteira do choque geopolítico, recuou para a faixa de US$ 92, reduzindo o temor de um novo choque inflacionário global. Esse movimento diminuiu a pressão sobre ativos de risco e ajudou a desmontar parte da proteção montada pelos investidores nos últimos dias. Em momentos assim, o Bitcoin costuma reagir rápido, porque hoje ele opera, cada vez mais, como um ativo sensível ao apetite global por risco.

Mesmo assim, o quadro continua delicado. A sustentação da alta depende de o Bitcoin conseguir segurar a faixa de US$ 69 mil e, de preferência, emplacar um fechamento convincente acima de US$ 70 mil.

O próximo grande teste virá dos Estados Unidos: o calendário oficial do Bureau of Labor Statistics mostra que o próximo relatório do CPI, referente a fevereiro, sai em 11 de março, enquanto o Federal Reserve realiza sua próxima reunião em 17 e 18 de março. Como inflação e juros seguem no centro das decisões do mercado, qualquer surpresa nesses dados pode ampliar a alta ou devolver o BTC para dentro da faixa recente.”, destacou Ermolaev.

Bitcoin análise técnica

A análise do analista Amr Taha aponta que o mercado de Bitcoin começa a mostrar sinais importantes de mudança de comportamento entre investidores de varejo e traders de derivativos.

Segundo ele, um dos movimentos mais relevantes do momento aparece no fluxo de BTC para a Binance. Nos últimos 30 dias, os depósitos feitos por investidores menores despencaram entre 6 de fevereiro e 10 de março, saindo de cerca de US$ 14,1 bilhões para aproximadamente US$ 6,3 bilhões, uma queda de US$ 7,8 bilhões. Para Taha, esse recuo levou o indicador ao menor nível desde meados de maio de 2024 e mostra uma desaceleração clara na pressão vendedora vinda do varejo.

“Os fluxos de varejo para a Binance caíram de forma acentuada e agora estão no menor patamar desde meados de maio de 2024”, destaca Taha.

Na leitura do analista, quando investidores menores reduzem o envio de Bitcoin para corretoras, o mercado passa a conviver com menos oferta imediata para venda. Isso não garante, por si só, uma alta automática do preço, mas ajuda a aliviar uma parte da pressão de curto prazo que costuma pesar sobre o ativo em momentos de maior nervosismo.

Ao mesmo tempo, Taha observa uma segunda sinalização relevante no mercado futuro. O open interest agregado em stablecoins caiu em praticamente todas as grandes corretoras, mostrando uma redução mais ampla no uso de alavancagem.

Na Binance, o open interest estava em US$ 3,45 bilhões em 10 de março, abaixo dos US$ 3,8 bilhões registrados em 7 de abril de 2025. Esse nível anterior coincidiu historicamente com a formação de um fundo importante do Bitcoin perto de US$ 78 mil, o que torna a comparação especialmente relevante para quem acompanha ciclos de exaustão no mercado.

Para Amr Taha, esse esvaziamento do open interest sugere que os operadores de derivativos estão desmontando posições e reduzindo o apetite especulativo.

“A queda ampla do open interest nas exchanges sugere que os traders de derivativos estão reduzindo alavancagem, algo que muitas vezes antecede uma fase de estabilização”, afirma o analista. Em outras palavras, o mercado pode estar passando por uma limpeza de excesso especulativo, o que tende a criar bases mais saudáveis para os próximos movimentos do preço.

Na visão de Taha, o fato de a Binance seguir com open interest abaixo do nível que marcou o fundo de abril de 2025 reforça a ideia de que o mercado ainda opera em uma zona de desalavancagem importante. Isso reduz o risco de movimentos artificiais sustentados por excesso de posições compradas ou vendidas e pode abrir espaço para uma recuperação mais consistente, desde que o ambiente macro e o fluxo comprador acompanhem.

Portanto, o preço do Bitcoin em 10 de março de 2026 é de R$ 364.966,64. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0027 BTC e R$ 1 compram 0,0000027 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 10 de março de 2026, são: DeXe (DEXE), Hyperliquid (HYPE), ether.fi (ETHFI), com altas de 13%, 12% e 10% respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 10 de março de 2026, são: Humanity Protocol (H), Memecore (M) e Official Trump (TRUMP), com quedas de -6%, -5% e -1% respectivamente.

Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.

Fonte: CoinTelegraph
Foto de Ivan Babydov

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