Mesmo com cenário macro pressionado, Bitcoin mostra resiliência, baixa volatilidade e mantém viés de alta no curto prazo.
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quarta-feira, 18/03/2026, está cotado em R$ 380.009,83. O preço do BTC se mantém acima de US$ 73 mil, apesar da queda de 2% nas últimas 24h.

André Franco, CEO da Boost Research, destaca que os mercados globais permaneceram cautelosos enquanto investidores seguem monitorando os impactos da guerra no Oriente Médio sobre energia, inflação e política monetária.
O petróleo continua elevado devido às incertezas no Estreito de Hormuz, reforçando temores de um choque inflacionário global. Ao mesmo tempo, a semana é marcada por decisões importantes de bancos centrais, com expectativa de manutenção de juros, mas com tom mais hawkish diante da pressão inflacionária vinda da energia. O ambiente de mercado segue misto, com volatilidade elevada e investidores equilibrando expectativas de crescimento e inflação.
Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 74.300, apresenta uma expectativa de curto prazo neutra, após testar níveis próximos de US$76 mil. Apesar do ambiente macro mais restritivo, com dólar forte e juros elevados, o Bitcoin tem demonstrado resiliência, sustentado por fluxos institucionais e pela narrativa de hedge em meio à incerteza geopolítica. No curto prazo, a ausência de um catalisador claro sugere consolidação entre US$ 72.500 e US$ 76.500, com o mercado aguardando definições de política monetária e evolução do cenário global.
Bitcoin análise técnica
O gráfico de volatilidade do Bitcoin abaixo mostra que os oito dias consecutivos de ganhos modestos, de 9 a 16 de março, reduziram a volatilidade de 7 dias para cerca de 1%, marcando seu nível mais baixo em dois meses.
Historicamente, sequências como essa são raras, e as condições atuais de volatilidade baixa e estável sinalizam uma acumulação controlada e sugerem uma tendência sustentável. Enquanto isso, a decisão sobre a taxa de juros do Fed e as projeções para a próxima quarta-feira podem servir como um catalisador importante, injetando nova volatilidade nos mercados e moldando a trajetória do Bitcoin no curto prazo.

A demanda institucional por Bitcoin permaneceu robusta nesta semana . De acordo com dados da SoSoValue, os ETFs de Bitcoin à vista registraram entradas de US$ 199,37 milhões na terça-feira, marcando o sétimo dia consecutivo de fluxos positivos desde 9 de março. Se essas entradas continuarem e se intensificarem, o BTC poderá ter uma valorização nos próximos dias.

O BTC superou outros ativos desde a guerra
O Bitcoin valorizou-se quase 13%, destacando-se em meio aos retornos negativos tanto das ações quanto do ouro, como mostra o gráfico abaixo.
Um relatório da K33 Research divulgado na terça-feira afirmou que “o desempenho do Bitcoin continua sendo a principal divergência. Historicamente, ambientes de aversão ao risco tendem a afetar o BTC com mais força, mas esse não foi o caso aqui. O contexto é importante. Ao contrário do ouro, o BTC já vinha apresentando desempenho inferior há meses, sofrendo uma queda de 50% antes da guerra.”
O analista da K33 Research concluiu: “Argumentamos que o BTC estava subvalorizado, com excesso de posições vendidas a descoberto e sobrevendido, indicando que já havia sofrido uma grande redução de risco. Com o zeramento das posições, os detentores existentes estavam menos propensos a vender em momentos de baixa, e a movimentação de preços pós-guerra pode estar reforçando a narrativa de que o Bitcoin é um ativo alternativo escasso com um impulso relativo crescente.”
Previsão do preço do Bitcoin: a meta técnica de US$ 78.000 ainda está em jogo.
Como ilustra o analista Manish Chhetri, o preço do Bitcoin está se estabilizando em torno de US$ 74.000 nesta quarta-feira. A tendência de curto prazo se torna otimista, visto que o preço rompeu o canal paralelo, cujo limite superior havia limitado os ganhos perto de US$ 72.600 desde o início de fevereiro, sinalizando uma mudança em relação à sequência anterior de máximas mais baixas.
O Índice de Força Relativa (IFR) em 59 se mantém acima da linha média, sinalizando um impulso de alta firme, porém não excessivo, enquanto a linha de Convergência/Divergência da Média Móvel (MACD) permanece acima da linha de sinal em território positivo, com um histograma ainda positivo reforçando a pressão compradora sustentada.
O suporte inicial surge na antiga resistência do canal, em torno de US$ 72.600, que se alinha aproximadamente com a Média Móvel Exponencial de 50 dias, em US$ 72.900, e agora atua como um ponto de inflexão fundamental para o rompimento incipiente.
Uma correção mais acentuada apontaria para os US$ 70.900 (próximo à mínima de domingo), antes da banda inferior do canal paralelo, perto de US$ 65.900.
Na parte superior, a resistência imediata coincide com o pico recente de US$ 76.000 (máxima de terça-feira). Um fechamento diário acima desse nível abriria caminho para a meta técnica de rompimento do canal acima de US$ 78.000 , com base na largura do canal.
Enquanto o preço se mantiver acima de US$ 72.600 no fechamento, o cenário técnico favorece a continuação da alta em vez de um retorno ao canal descendente anterior.
Portanto, o preço do Bitcoin em 18 de março de 2026 é de R$ 380.009,83. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0026 BTC e R$ 1 compram 0,0000026 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 18 de março de 2026, são: Memecore (M), Kaspa (KAS) e River (RIVER), com altas de 13%, 10% e 8% respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 18 de março de 2026, são: Midnight (NIGTH), Kite (KITE) e Render (RNDR) com quedas de -9%, -6% e -5% respectivamente.
Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.
Fonte: CoinTelegraph
Foto de David McBee
