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Bitcoin em alta de 4% e voltando para US$ 69 mil

O BTC subiu mais de 4% chegando a US$ 69 mil mostrando que os touros estão dispostos a sustentar o BTC acima de US$ 66 mil em busca de um novo suporte para novas altas.

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta segunda-feira, 06/04/2026, está cotado em R$ 359.403,03. O BTC subiu mais de 4% chegando a US$ 69 mil mostrando que os touros estão dispostos a sustentar o BTC acima de US$ 66 mil em busca de um novo suporte para novas altas.

André Franco, CEO da Boost Research, indica que os mercados globais iniciaram a semana sob forte tensão após novas ameaças dos EUA de atacar infraestrutura iraniana caso o Estreito de Hormuz não seja reaberto. O petróleo voltou a subir, com o Brent acima de US$110, enquanto os mercados acionários ficaram mistos e os títulos sofreram pressão com o aumento das expectativas inflacionárias.

A combinação de risco geopolítico elevado, possível disrupção energética e agenda econômica relevante (dados de inflação e Fed) mantém os investidores em alerta e reforça a volatilidade global. Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 69.100, apresenta expectativa de curto prazo negativa.

A escalada do risco geopolítico, com ameaça direta de ataque e impacto potencial sobre o fluxo global de energia, reforça o movimento de aversão ao risco e favorece ativos defensivos como o dólar. Além disso, o petróleo elevado reacende pressões inflacionárias, reduzindo ainda mais a probabilidade de cortes de juros e mantendo a liquidez global restrita. No curto prazo, o BTC tende a permanecer pressionado abaixo da região dos US$70k, com possibilidade de teste entre US$ 66.000 e US$ 69.500, enquanto o mercado reage ao fluxo macro e às manchetes geopolíticas.

Por que o preço do Bitcoin subiu hoje?

De acordo com o analista e fundador da Outset Pr, Mike Ermolaev, o principal fator para a alta do Bitcoin veio do noticiário internacional. Um possível acordo de cessar-fogo de 45 dias entre Estados Unidos e Irã reduziu o risco imediato de escalada no Oriente Médio.

Essa mudança de tom contrasta diretamente com ameaças recentes de conflito, que vinham pressionando ativos de risco e elevando o preço do petróleo. Com menos tensão, investidores voltaram a buscar exposição.

Nesse cenário, o Bitcoin se beneficia como ativo macro sensível ao risco global. Sempre que o medo diminui, o apetite por ativos alternativos cresce, favorecendo entradas rápidas no mercado cripto.

Além disso, traders enxergam o BTC como uma espécie de proteção contra eventos imprevisíveis. Por isso, qualquer sinal de estabilidade geopolítica tende a gerar compras imediatas.

O segundo motor da valorização veio do mercado de derivativos. Dados recentes mostram que mais de US$ 106 milhões em posições foram liquidadas em 24 horas, sendo a grande maioria vendida.

Esse movimento caracteriza um clássico short squeeze, quando traders que apostaram na queda são forçados a recomprar o ativo para evitar perdas maiores. Isso gera pressão compradora adicional.

Ao mesmo tempo, o interesse em contratos futuros cresceu quase 19%, indicando a entrada de novo capital especulativo. Esse fluxo reforça a força do movimento no curto prazo.

Com isso, o preço ganhou tração rapidamente e se aproximou de níveis técnicos relevantes. A região de US$ 69.180 passou a ser observada como suporte imediato. Se o ativo sustentar esse patamar, o próximo alvo fica próximo de US$ 70.480, onde há outra zona importante de resistência no curto prazo., disse o analista.

Bitcon análise técnica

Os dados da Santiment mostram que o Bitcoin registrou a maior proporção de transações com lucro em relação às com prejuízo em 12 semanas, conforme demonstrado no gráfico abaixo. No domingo, a proporção foi de 2,95 transações com lucro (no momento da aquisição e posterior movimentação) para cada 1,00 transação com prejuízo. Historicamente, esse tem sido um sinal de topo de preço de curto prazo, como observado em 16 de março e 14 de fevereiro. Geralmente, um alto lucro leva a uma queda no preço de um ativo, enquanto um número de transações com prejuízo superior ao de transações com lucro pode ser um sinal de compra confiável.

Kamal Mokeddem, Sócio-Gerente da Finality, compartilhou um gráfico e disse à FXStreet , em uma entrevista exclusiva: “Com a queda dos mercados de ações, faço uma previsão específica e com data e hora marcadas: o BTC deve cair mais uma vez para cerca de US$ 50.000 em maio, coincidindo com um pico no VIX e com o canal paralelo de longo prazo formado pelos picos de 2013 e 2017 no topo e pela mínima de 2011 e a mínima de 2026 que está para ser formada, após a qual as criptomoedas, que considero líderes nos mercados de risco, devem atingir o fundo. Também prevejo uma correção do S&P para 5.500 em seis meses, coincidindo com a mínima do S&P ou até mesmo precedendo-a em alguns meses.”

Além disso, a demanda institucional por Bitcoin permaneceu moderada na semana passada. Dados da SoSoValue mostram que os ETFs (Exchange Traded Funds) de Bitcoin à vista registraram uma entrada modesta de US$ 22,34 milhões na semana passada. Isso evidencia a indecisão entre os investidores institucionais, que se mostram relutantes em aumentar sua exposição ao BTC em meio à incerteza predominante no mercado.

Gráfico semanal do fluxo líquido total de entrada de ETFs de Bitcoin à vista. Fonte: SoSoValue

O analista, Manish Chhetri, aponta que o Índice de Força Relativa (RSI) no gráfico diário, em 53, volta a ficar acima da linha média, sinalizando uma recuperação do ímpeto, mas ainda não uma mudança decisiva na tendência. O indicador de Convergência/Divergência de Médias Móveis (MACD) no mesmo gráfico cruzou acima de sua linha de sinal, apontando para cima em direção à linha zero, com um histograma positivo que sugere um enfraquecimento da pressão baixista dentro do canal.

A resistência inicial encontra-se próxima de US$ 70.500, na EMA de 50 dias em US$ 70.453 e no topo do canal próximo de US$ 72.600. Um fechamento diário acima desse limite superior enfraqueceria a atual configuração de baixa e abriria caminho para a EMA de 100 dias, próxima de US$ 75.800.

No lado negativo, segundo ele, o suporte imediato encontra-se em torno de US$ 68.800, acima da mínima recente e do piso do canal próximo a US$ 66.000, que permanece como o principal nível de continuação da tendência de baixa. Uma quebra abaixo de US$ 66.000 reinstauraria uma pressão vendedora mais forte e exporia a próxima banda de suporte mais próxima de US$ 64.000.

Portanto, o preço do Bitcoin em 06 de abril de 2026 é de R$ 359.403,03. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0028 BTC e R$ 1 compram 0,0000028 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 06 de abril de 2026, são: Memecore (M), Pudgy Penguins (PENGU) e Filecoin (FIL), com altas de 10%, 9% e 8% respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 06 de abril de 2026, são: DeXe (DEXE), Stable (STABLE) e Bitget Token (BGB), com quedas de -6%, -4% e -1% respectivamente.

Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.

Fonte: CoinTelegraph
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