Criptomoeda enfrenta pressão vendedora, enquanto investidores acompanham os fluxos dos ETFs e os próximos movimentos do mercado internacional
O Bitcoin opera sob pressão nesta sexta-feira (23), com a cotação na faixa de US$ 81 mil e investidores atentos à movimentação dos fundos de investimento ligados à criptomoeda nos Estados Unidos. A instabilidade ocorre após um dia de perdas e saídas expressivas de recursos dos ETFs à vista, instrumentos financeiros que permitem exposição ao ativo sem a necessidade de comprar e custodiar diretamente a moeda digital.
Dados publicados pelo CoinMarketCap indicavam referência de US$ 81.528,20 para o Bitcoin em 23 de outubro. A plataforma apontava recuo de aproximadamente 0,62% nas últimas 24 horas, embora os preços possam variar conforme o horário e a fonte consultada.
A pressão sobre o mercado ganhou força após os ETFs à vista de Bitcoin negociados nos Estados Unidos registrarem saídas líquidas de aproximadamente US$ 635,6 milhões em 22 de outubro, segundo informações divulgadas pelo portal Pluang. O resultado interrompeu uma sequência de três dias de entradas de recursos.
ETFs entram no radar dos investidores
Os fundos negociados em bolsa são acompanhados pelo mercado porque seus fluxos podem ajudar a indicar o apetite de investidores institucionais pelo Bitcoin. Saídas líquidas representam retiradas superiores às aplicações no período, mas não determinam, isoladamente, a direção futura da cotação.
A movimentação dos investidores ocorre em um mercado caracterizado por oscilações intensas, no qual expectativas econômicas, condições de liquidez, operações alavancadas e mudanças no apetite por risco podem ampliar as variações de preço.
Volatilidade exige atenção
Para quem acompanha o mercado de criptomoedas, a cotação em dólar é um dos principais indicadores internacionais. No Brasil, o preço em reais também depende da taxa de câmbio, além das condições de negociação nas plataformas nacionais.
A queda de preço não significa, por si só, que o Bitcoin continuará recuando. Da mesma forma, eventuais recuperações pontuais não garantem a retomada de uma tendência de alta.
O comportamento dos ETFs, o volume negociado e a evolução do cenário econômico internacional permanecem entre os indicadores relevantes para acompanhar os próximos movimentos do ativo.
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