O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quarta-feira, 02/09/2026, está cotado em R$ 397.291,47. O BTC recuou quase 2% nas últimas 24h, mas ainda se mantém dentro do nível de lateralização entre US$ 75 mil e US$ 80 mil.

Observando o cenário macroeconômico, André Franco, fundador da Boost Research, destaca que os novos ataques americanos a alvos iranianos empurraram o Brent acima de US$ 95 o barril e reacenderam o temor inflacionário no pregão de terça-feira: o Dow Jones caiu 0,79%, ou 419 pontos, para 52.766,88, o S&P 500 recuou 0,71%, para 7.631,47, e o Nasdaq cedeu 1,03%, para 26.099,77.
Além disso, ele aponta que os dados do dia não ajudaram: o ISM industrial caiu de 55,6 em julho para 54,6 em agosto, contra expectativa de 55,8, e o Jolts mostrou 7,27 milhões de vagas abertas em julho. O juro do título americano de dez anos subiu três pontos-base, para 4,78%, maior nível desde janeiro de 2025, enquanto o japonês de dez anos tocou 3%, algo que não acontecia desde 1996. No FedWatch do CME, a probabilidade de alta de juros na reunião de 15 e 16 de setembro está em torno de 66%.
“Já o Bitcoin apresenta expectativa de curto prazo neutra a levemente negativa. O ativo cede 0,9% em 24 horas e 2,1% em sete dias, ainda que mantenha alta de 23,5% em 30 dias. O suporte de US$ 77,6 mil apontado ontem foi perdido na terça-feira, quando o preço marcou mínima de US$ 76.420, e nesta manhã a oscilação fica entre US$ 76.718 e US$ 77.792.
A faixa provável passa a ser de US$ 76 mil a US$ 79,3 mil, com a máxima de terça, em US$ 79.221, como primeira resistência, e a média móvel de 50 semanas, perto de US$ 81.085, mantida como teto da faixa maior. O ether é negociado a US$ 2.415, com queda de 1,6%, e a Solana perdeu os três dígitos, a US$ 99,73″, afirma.
Franco também pondera que o fluxo institucional voltou a sair. Os ETFs americanos de bitcoin registraram saída líquida de US$ 236,5 milhões na terça-feira, devolvendo a entrada de US$ 216,7 milhões da segunda, com patrimônio de US$ 97,1 bilhões; os de ether ficaram quase de lado, com US$ 11 milhões. O Medo e Ganância marca 63, ainda em ganância, contra 69 na terça, segundo o alternative.me.
Na Ásia, o fechamento de terça trouxe o Nikkei em queda de 0,15%, para 66.215,34 pontos, e o Hang Seng com recuo de 0,9%, para 25.329,73.
No Brasil, o PIB do segundo trimestre veio com alta de 0,5%, acima da projeção de 0,4%, com a agropecuária subindo 2,8% e o consumo das famílias recuando 0,4%. Hoje saem a produção industrial de julho às 9h, o emprego privado da ADP às 9h15 e o Livro Bege do Fed às 15h. O dólar roda em R$ 5,156 e o ouro está em US$ 4.323, e o payroll fecha a semana na sexta-feira.
Bitcoin análise técnica
O Bitcoin pode ampliar as perdas e recuar para a região de US$ 74 mil após não conseguir se sustentar acima dos US$ 80 mil. A projeção é do analista Petar Jaćimović, chefe do departamento educacional e de análises da FXCentrum, que apresentou uma estratégia baseada no gráfico de duas horas do BTC.
Na análise publicada pela FXStreet em 3 de agosto, Jaćimović observou que o Bitcoin realizou diferentes tentativas de avançar sobre os US$ 80 mil, mas não encontrou força suficiente para continuar a valorização. Para ele, esse comportamento indicou uma perda de impulso entre os compradores.
O analista também identificou uma divergência no Índice de Força Relativa (RSI), indicador utilizado para medir a intensidade dos movimentos de preço. Enquanto o Bitcoin registrava novas tentativas de alta, o indicador não acompanhava o avanço na mesma proporção.
Após as tentativas de rompimento, o RSI se aproximou da marca de 30 pontos, região normalmente associada a uma pressão vendedora mais intensa. O Bitcoin também fechou abaixo da linha inferior do canal analisado por Jaćimović, reforçando a possibilidade de continuidade da correção.
O preço apresentou posteriormente uma recuperação limitada, seguida pela formação de uma nova mínima e por um retorno à região de US$ 77 mil. Segundo o analista, a reação compradora nesse nível não foi suficiente para alterar a estrutura de curto prazo.
“Os compradores estão enfrentando dificuldades na região dos US$ 80 mil. Nos últimos dias, o mercado não conseguiu superar esse patamar e, por isso, voltamos a considerar o movimento de baixa”, afirmou Jaćimović.
Ele também destacou que o Bitcoin vinha de uma recuperação com duração aproximada de cinco a seis dias, depois de um período mais longo de desvalorização. Em sua leitura, essa alta poderia representar uma recuperação temporária dentro de uma tendência mais ampla de baixa.
Analista projeta alvo principal em US$ 74 mil
O principal objetivo indicado por Jaćimović fica entre US$ 73.800 e US$ 74 mil. O analista calculou que essa faixa ofereceria uma relação de aproximadamente três unidades de retorno potencial para cada unidade de risco assumido na estratégia apresentada.
O plano considerava uma proteção próxima de US$ 78 mil. Caso o preço avançasse acima dessa região, o cenário baixista de curto prazo perderia força e a estratégia precisaria ser reavaliada.
Antes do alvo principal, Jaćimović apontou US$ 75.550 como uma região que merece atenção. Esse nível corresponde a uma mínima formada durante a correção anterior e poderia provocar uma reação dos compradores.
Na avaliação do analista, a aproximação desse preço permitiria ajustar a estratégia, reduzir a exposição ou deslocar o nível de proteção para o ponto de entrada. O objetivo seria limitar eventuais perdas caso o Bitcoin recuperasse força depois de testar o suporte.
Se a pressão vendedora se intensificasse, os alvos seguintes estariam entre US$ 72 mil e US$ 71 mil. Nesse cenário, a relação entre o retorno potencial e o risco inicial poderia chegar a 4,5 ou até seis vezes, segundo os cálculos apresentados.
A projeção representa uma leitura técnica de curto prazo e não garante que o Bitcoin alcançará os níveis mencionados. Mudanças no volume, no ambiente macroeconômico e na demanda por criptoativos podem invalidar o cenário ou provocar oscilações diferentes das antecipadas pelo analista.
Portanto, o preço do Bitcoin em 02 de setembro de 2026 é de R$ 397.291,47. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0025 BTC e R$ 1 compram 0,0000025 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 02 de setembro de 2026, são:Falcon Finance (FF), Filecoin (FIL) e Kite (KITE), com altas de 29%, 14% e 12% respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 02 de setembro de 2026, são: Dash (DASH), Canton (CC) e Official Trump (TRUMP), com quedas de -7%, -6% e -5% respectivamente.
Fonte: Bitnotícias
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