O BTC recuou para US$ 61 mil numa queda de 2%, mas ainda mantendo o suporte de US$ 60 mil.
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quarta-feira, 10/06/2026, está cotado em R$ 317.672,25. O BTC recuou para US$ 61 mil numa queda de 2%, mas ainda mantendo o suporte de US$ 60 mil.

De acordo com André Franco, CEO da Boost Research, os mercados asiáticos recuaram com a nova escalada das tensões no Oriente Médio, após os EUA realizarem ataques contra o Irã em resposta à derrubada de um helicóptero Apache no Estreito de Hormuz.
O movimento reacendeu preocupações com risco geopolítico, petróleo e inflação, levando o Brent a subir para cerca de US$ 92,29 por barril e pressionando bolsas da Ásia, especialmente tecnologia e ações ligadas a IA. Além disso, investidores aguardam o CPI dos EUA, com expectativa de inflação anual de 4,2% em maio, enquanto o mercado já precifica uma alta de 25 bps pelo Fed em dezembro, uma mudança relevante frente à expectativa anterior de cortes de juros.
Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 61.400, apresenta expectativa de curto prazo negativa. A combinação de petróleo em alta, tensão geopolítica, dólar firme e repricing de juros nos EUA reduz o apetite por ativos de risco e pressiona especialmente ativos sem geração de caixa, como o BTC. O fato de o Bitcoin já estar próximo da mínima intradiária, em torno de US$ 60.800, reforça a fragilidade técnica no curtíssimo prazo. O ativo tende a oscilar entre US$ 60.000 e US$ 62.000, com risco de teste da parte inferior caso o CPI venha acima do esperado ou novas manchetes indiquem ampliação do conflito no Estreito de Hormuz.
Bitcoin análise técnica
De acordo com o analista Manish Chhetri, a queda deixa o preço do BTC bem abaixo das médias móveis exponenciais (EMAs) de 50, 100 e 200 dias. A tentativa de recuperar a antiga barreira horizontal em US$ 64.004 falhou, deixando o BTC preso abaixo de uma densa faixa de oferta. Ao mesmo tempo, a quebra da linha de tendência de suporte ascendente em torno de US$ 72.981 reforça a tendência de baixa.
O Índice de Força Relativa (RSI) oscila próximo da zona de sobrevenda, em torno de 24, e a Convergência/Divergência da Média Móvel (MACD) permanece profundamente negativa, o que, em conjunto, sugere uma pressão de baixa persistente, mesmo que o ritmo das perdas possa se tornar mais errático nesses níveis de momentum deprimidos.
Segundo ele, na parte superior, a resistência inicial é agora observada no nível horizontal recuperado próximo a US$ 64.004, com a EMA de 50 dias em US$ 72.045 e a linha de tendência ascendente rompida em torno de US$ 72.981 formando a próxima zona de oferta chave. Acima, a EMA de 100 dias em US$ 74.235 e a EMA de 200 dias em US$ 79.400 formam uma barreira baixista mais ampla, antes da importante resistência horizontal em US$ 84.410.
Sem um suporte técnico claro de médias móveis ou linhas estruturais nas imediações do preço atual, qualquer queda adicional provavelmente buscará um novo piso abaixo de US$ 61.778, deixando o par vulnerável a liquidações adicionais até que os compradores estejam dispostos a reduzir seus volumes.

Portanto, o preço do Bitcoin em 10 de junho de 2026 é de R$ 325.939,16. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0030 BTC e R$ 1 compram 0,0000030 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 10 de junho de 2026, são: Audiera (BEAT), Morpho (MORPHO) e Stable (STABLE), com altas de 23%, 11%, e 12%, respectivamente
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 10 de junho de 2026, são: sire (SIREN), DeXe (DEXE) e Zcash (ZEC), com quedas de -38%, -16% e -11% respectivamente.
Fonte: CoinTelegraph
Imagem de Ashley_Jackson por Pixabay
