O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta terça-feira, 06 de outubo de 2026, está cotado em R$ 432.986,47. O BTC praticamente não se moveu nas últimas 24h e ficou estável entre US$ 85 mil e US$ 86 mil.

André Franco, fundador da Boost Research, analisa o cenário macroeconômico e destaque que em Nova York, o S&P 500 subiu 0,66%, a 7.773,95 pontos, e o Nasdaq avançou 1,05%. No Brasil, o Ibovespa disparou 7,7%, a 206.912 pontos, o fundo que replica a bolsa brasileira em Nova York subiu 12,5% e a PTAX caiu 4,55%, para R$ 4,9859, o que levou o Bitcoin em reais para baixo mesmo com o preço estável em dólar.
Além disso, o sinal de alerta veio dos juros: o título de dez anos do Tesouro americano fechou a 5,31%, o maior nível do ano e acima do pico de 2007. O Brent recuou para perto de US$ 100 e o ouro ficou em torno de US$ 4.170.
A agenda da semana tem a ata do Federal Reserve na quarta-feira, 7 de outubro, a primeira desde a alta de juros de setembro, e o mercado vai procurar nela o tamanho do próximo passo.
Bitcoin análise técnica
Durante as negociações de segunda-feira, o BTC chegou a superar momentaneamente US$ 87.000, mas encontrou novamente uma forte concentração de vendedores. Foi a terceira vez desde 23 de setembro que o Bitcoin tentou avançar acima dessa faixa e acabou devolvendo parte dos ganhos.
Apesar da pressão sobre o Bitcoin, o movimento entre as altcoins permanece bastante desigual. BNB chegou a cair 2,5%, enquanto Ethereum (ETH), XRP, Solana (SOL) e Dogecoin (DOGE) recuaram entre 1% e 2%. Na direção contrária, Cardano (ADA) avançou 11%, enquanto GRT e NEAR registraram ganhos próximos de 7%.
A região de US$ 87.000 tornou-se a principal resistência de curto prazo do Bitcoin. Cada tentativa de rompimento nas últimas semanas encontrou vendedores suficientes para impedir que o BTC consolidasse preços acima desse nível.
Alex Kuptsikevich, analista da FxPro, observa que o Bitcoin vem formando mínimas locais cada vez mais altas desde a semana passada. O problema é que os compradores ainda não conseguiram transformar essa estrutura em uma aceleração consistente da alta.
Segundo o analista, o BTC está próximo do ápice de um triângulo formado pela resistência horizontal em US$ 87 mil e uma linha de suporte ascendente. Essa compressão normalmente aumenta a importância de um eventual rompimento, já que a saída do padrão pode provocar uma expansão da volatilidade.
Para os compradores, portanto, tocar US$ 87 mil já não é suficiente. O mercado precisa absorver a oferta nessa região e manter o Bitcoin acima dela. Caso isso aconteça, o ativo pode abrir espaço para testar a máxima de aproximadamente US$ 87.400 registrada no fim de setembro e buscar os maiores preços dos últimos oito meses.
Do outro lado, uma nova rejeição mantém o BTC vulnerável a correções e transforma as regiões próximas de US$ 84 mil e US$ 82 mil em áreas importantes para acompanhar.
Traders fazem aposta bilionária no Bitcoin a US$ 95 mil
Enquanto o mercado à vista enfrenta dificuldade para superar US$ 87 mil, os traders de opções estão montando uma aposta significativamente mais agressiva.
Na Deribit, as opções de compra com preço de exercício de US$ 95.000 e vencimento em 30 de outubro concentram 24.398 BTC em contratos em aberto. Considerando o preço atual do Bitcoin, isso representa mais de US$ 2 bilhões em posições e faz desse o maior strike individual desse vencimento.
As opções de US$ 90 mil e US$ 100 mil aparecem logo atrás. No total, o vencimento de 30 de outubro concentra cerca de US$ 10,7 bilhões em posições, com uma relação put/call de aproximadamente 0,40 — indicando uma quantidade substancialmente maior de opções de compra do que de venda. Dados atualizados da Deribit também mostram o max pain em US$ 78.000 para esse vencimento.
Para alcançar US$ 95 mil a partir da região atual, entretanto, o Bitcoin ainda precisaria subir aproximadamente 11% nas próximas semanas. Além disso, a concentração de calls não significa que o mercado necessariamente chegará ao preço de exercício: opções podem fazer parte de estratégias de hedge, arbitragem ou posições combinadas.
O max pain de US$ 78 mil também não deve ser interpretado como previsão de preço. O indicador mostra apenas a região em que, teoricamente, o maior volume de contratos terminaria sem valor no vencimento.
Futuros não acompanham o otimismo das opções
Existe ainda outro detalhe importante: os traders de futuros não estão fazendo a mesma aposta observada no mercado de opções.
Dados atribuídos à CryptoQuant mostram que o open interest agregado dos futuros de Bitcoin atingiu cerca de US$ 29,3 bilhões em 21 de setembro, mas posteriormente recuou para aproximadamente US$ 25,6 bilhões. Isso representa uma redução próxima de 13%, apesar de o preço do BTC ter retornado para perto dos níveis registrados naquele período.
A CryptoQuant também identificou redução no volume de negociação dos futuros durante a recente recuperação. A Binance, por exemplo, movimentou aproximadamente US$ 102,5 bilhões em futuros durante uma das altas recentes, abaixo dos US$ 120,7 bilhões registrados na recuperação de 20 de agosto.
O cenário cria uma divergência interessante: o mercado de opções apresenta grandes apostas em US$ 90 mil, US$ 95 mil e US$ 100 mil, enquanto a alavancagem nos futuros permanece abaixo dos picos recentes.
Assim, os US$ 87 mil continuam sendo a linha que separa os dois cenários. Um rompimento acompanhado de aumento do volume e recuperação do open interest dos futuros poderia fortalecer a possibilidade de avanço para US$ 90 mil e, posteriormente, US$ 95 mil.

Portanto, o preço do Bitcoin em 06 de outubro de 2026 é de R$ 432.986,47. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0024 BTC e R$ 1 compram 0,0000024 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 06 de outubro de 2026, são:Filecoin (FIL), LayerZero (ZRO) e Midnight (NIGHT) com altas de 11%, 8% e 6% respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 06 de outubro de 2026, são: Artificial Superintelligence Alliance (FET), Sky (SKY) e Venice Token (VVV), com quedas de -7%, -6% e -5% respectivamente.
Fonte: Bitnotícias
Foto: Pexels / David McBee
