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Caminhada do Silêncio: Marta diz que lembrar a ditadura é impedir que o autoritarismo se repita

A vereadora Marta Rodrigues disse que a Caminhada do Silêncio, realizada na noite desta terça-feira (1º), em Salvador, reforça a importância de manter viva a memória das vítimas da ditadura militar e de fortalecer a vigilância democrática no país. O ato reuniu participantes que saíram da Praça da Piedade em direção ao Campo da Pólvora, em silêncio, carregando velas e cartazes em homenagem aos mortos e desaparecidos do regime.

Segundo a parlamentar, a mobilização simboliza respeito às vítimas e também um chamado à reflexão sobre os impactos ainda presentes do golpe civil-militar de 31 de março 1964 na sociedade brasileira. “A data deve ser lembrada como um marco de reflexão e vigilância democrática. Não se trata apenas de revisitar o passado, mas de compreender como ideias autoritárias seguem presentes e podem ganhar força em determinados contextos”, afirmou.

A vereadora também destacou a atualidade do debate, lembrando que, nos últimos anos, houve a retomada de discursos que relativizam ou até defendem a ditadura, especialmente durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o que, segundo ela, reforça a percepção de que o autoritarismo ainda representa uma ameaça. “Nos últimos anos, vimos discursos que relativizam e até defendem a ditadura. Isso se refletiu em decisões e posicionamentos que remetem a um período de retirada de direitos e de repressão. Esse tipo de pensamento ainda está presente e precisa ser enfrentado”, disse.

Para Marta Rodrigues, é equivocado tratar a ditadura como um episódio encerrado ou restrito a determinados grupos sociais, já que seus efeitos atingiram toda a sociedade, com consequências mais duras para as populações vulnerabilizadas. “A ditadura não atingiu apenas um setor da sociedade. Ela aprofundou desigualdades, silenciou vozes periféricas e atingiu diretamente trabalhadores, estudantes e populações vulnerabilizadas. Relembrar esse período é entender que os efeitos desse modelo autoritário recaíram, com ainda mais força, sobre quem já tinha menos acesso a direitos”, declarou.

Conforme a parlamentar, setores do poder econômico e da política continuam flertando com ideias autoritárias, o que exige atenção da sociedade, sobretudo em um contexto eleitoral. “Quando a democracia passa a ser tratada como um problema, e não como um valor, é sinal de alerta. A história já mostrou as consequências desse caminho, e não podemos repetir os mesmos erros”, afirmou.

Ao comentar o ato, Marta Rodrigues reforçou que iniciativas como a Caminhada do Silêncio ajudam a manter viva a memória coletiva e a evitar retrocessos. “Relembrar o 31 de março é fundamental para que a gente não naturalize retrocessos. A democracia é o melhor caminho viável para garantir direitos, construir uma sociedade justa e assegurar que todas as vozes possam existir e se expressar”, acrescentou.

Fonte / Foto: Ascom/ Vereadora Marta Rodrigues (PT)

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