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Cannabis no Brasil: associações avançam com apoio científico

Parcerias com universidades, rastreabilidade e validação científica impulsionam qualidade dos produtos e fortalecem credibilidade do setor

A produção de cannabis medicinal no Brasil vive um avanço consistente, impulsionado pela profissionalização das associações de pacientes e pela crescente integração com o meio científico. O modelo, antes visto como alternativo, passa a operar com rigor técnico, controle de qualidade e validação acadêmica.

Um dos principais pilares dessa transformação está nas parcerias com universidades e centros de pesquisa. Como destaca Rodrigo: “Acho que, através dessas parcerias com universidades e laboratórios, hoje a gente tem uma parceria com a UNESP e com o ICT, que nos ajudam a desenvolver o óleo, a melhorar vários processos e análises com um ou outro laboratório privado e outras universidades.” A colaboração tem permitido avanços no desenvolvimento dos extratos e maior confiabilidade nos produtos oferecidos.

Parcerias científicas impulsionam qualidade e credibilidade

Outro fator determinante é a rastreabilidade completa da cadeia produtiva. Rodrigo explica: “Tudo começa em cima de um certificado de análise e uma rastreabilidade perfeita. É muito importante você saber de onde saiu aquele clone, quanto tempo ele vegetou, quanto tempo ficou sob a luz, quais foram os nutrientes […] até o processo final de entrega, de diluição, envase e entrega ao paciente.” O monitoramento rigoroso garante mais segurança ao paciente e padronização nos resultados terapêuticos.

Com a implementação de Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) e o uso de tecnologias de monitoramento, as associações já atingem níveis elevados de qualidade. Segundo Rodrigo, “com uma rastreabilidade completa, já existem procedimentos operacionais padrão que a gente segue. Então, com padronização e rastreabilidade, a gente consegue um resultado excepcional, muito próximo mesmo do que a indústria entrega.”

A evolução também impacta a percepção sobre o papel das associações no setor. O apresentador Alexandre ressalta: “Isso mostra que o trabalho da associação não é isolado, não é só a associação que está atuando e desenvolvendo aquele produto à base de cannabis. Hoje já existe uma rede de instituições de pesquisa de credibilidade que auxilia o trabalho das associações.”

Além disso, cresce no país a preocupação com a validação científica dos processos. Alexandre completa: “Hoje, no Brasil, você vê uma preocupação gigante das associações em validar o seu trabalho junto a universidades, algo que aconteceu talvez em Israel.”

O cenário indica uma mudança estrutural no setor, em que associações deixam de atuar de forma isolada e passam a integrar uma rede colaborativa com universidades, laboratórios e profissionais de saúde. O resultado é o fortalecimento da cannabis medicinal como alternativa terapêutica segura, rastreável e cada vez mais baseada em evidências.

Para acompanhar mais conteúdos sobre o tema, acesse a seção de saúde do portal Sechat

Fonte: Sechat
Image by atlascompany on Freepik

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