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Contaminação na Praia de São Tomé de Paripe domina debate na Câmara

A 19ª sessão ordinária  foi presidida pelo vereador Carlos Muniz, que intermediou  o confronto de ideias

A interdição da praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, devido à contaminação química por altos níveis de cobre, nitrato e nitrito na água e na areia, notada desde fevereiro de 2026, volta a ser palco de debate na 19ª sessão ordinária da Câmara Municipal (CMS), na tarde desta quarta-feira (22), presidida pelo vereador Carlos Muniz (PSDB).

Manchas coloridas, morte de peixes e proibição da pesca, com suspeitas recaindo sobre atividades industriais locais são alguns dos impactos, com interdição das atividades de um terminal marítimo próximo pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) após encontrar relação com a contaminação.  

A largada foi dada por discurso da vereadora Eliete Paraguassu (PSOL), que reforçou a importância da presença dos pares na audiência pública de sua autoria, “Enfrentando o Racismo Ambiental: por Justiça e Reparação Para a Comunidade de São Tomé de Paripe e Região”, que será realizada nesta quinta-feira (23), às 9h, no Centro de Cultura da Casa. O encontro será realizado através de uma parceria com as vereadoras Aladilce Souza (PCdoB) e Marta Rodrigues (PT).

De acordo com ela, a prefeitura não está atuando como deveria no caso. O vereador Luiz Carlos (Republicanos) afirmou que a culpa pela contaminação seria da Gerdal, empresa instalada anteriormente e que a atual, Intermarítima, apenas teria alugado a instalação física, o que foi contestado pela vereadora  Aladilce Souza (PCdoB). De acordo com ela, laudos do Inema atestaram que no ambiente da atual empresa continha nitrito e nitrato. “O Inema não suspenderia uma operação se não existisse algo sólido na investigação”, pontuou.

O presidente Carlos Muniz, por sua vez, pregou que esclarecimentos fossem buscados, mas analisou que, ainda que um negócio tenha sido vendido ou repassado, o seu passivo deve ser assumido. “De modo que a população não saia prejudicada”, defendeu, assegurando que a Câmara é democrática, “onde todos tem voz e vez e os direitos são respeitados”.

Por fim, o vereador Claudio Tinoco (União) destacou que o silêncio do Governo do Estado chama atenção. Segundo ele, a gestão da Baía de Todos-os-Santos é competência estadual, cabendo ao Inema a fiscalização ambiental. “Não é possível que empresas que realizam, inclusive, a exportação de produtos produzidos na Bahia, como a ureia, e o Governo do Estado não apresentem uma solução nem apontem responsáveis”, analisou Tinoco.

Fonte: Ascom CMS
Foto: Derlei Correia

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