O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) reage com firmeza à decisão do Governo da Bahia de autorizar a alienação de parte das ações que o Estado possui na Bahiagás. Formalizada pelo Decreto nº 24.839, de 5 de outubro de 2026, a medida abre espaço para a entrada de investidores privados no capital da companhia. Para Hilton, vender patrimônio público, ainda que sob o argumento de preservar o controle estatal, representa um caminho que precisa ser combatido.
“A Bahiagás é patrimônio do povo baiano e não pode ser tratada como mercadoria. Não aceitamos que o patrimônio público seja fatiado e entregue ao mercado em nome de uma suposta modernização. Quem precisa ser modernizado e ampliado é o investimento público, com planejamento, transparência e compromisso social, não a participação privada em uma empresa estratégica”, afirma Hilton Coelho.
O decreto prevê que ações ordinárias e/ou preferenciais poderão ser alienadas e estabelece avaliação econômico-financeira para definir o preço mínimo da operação. Embora o Governo sustente que não haverá transferência do controle acionário e que a companhia continuará como sociedade de economia mista, a venda reduz a participação direta do Estado e amplia a presença privada na empresa. O deputado questiona a lógica de transformar um patrimônio estratégico em ativo disponível para negociação.
“Não existe venda ‘pequena’ quando se trata de patrimônio público estratégico. Hoje são ações minoritárias; amanhã, pode ser o controle. A experiência brasileira mostra que a lógica da privatização começa justamente pela redução da presença pública e pela transferência progressiva de espaços estratégicos ao setor privado. A Bahiagás deve servir aos interesses da Bahia, ao desenvolvimento regional e à população, e não à lógica de remuneração do capital”, denuncia o parlamentar.
Hilton Coelho defende a suspensão da alienação das ações e um amplo debate público sobre o futuro da companhia, com transparência sobre a operação, seus impactos econômicos e sociais e o papel estratégico da Bahiagás no desenvolvimento da Bahia. “Não vamos aceitar a dilapidação do patrimônio público. A Bahiagás é da Bahia. Nosso lado é o lado do patrimônio público, do interesse coletivo e dos trabalhadores. Privatização, venda de ações e entrega de empresas estratégicas ao mercado não são solução: são transferência de patrimônio que pertence ao povo”, conclui.
Fonte: Ascom dep Hilton Coelho – PSOL
Foto: Fulvio Bahia
