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ELEGBAPHO estreia espetáculo-festa em Salvador

Solo de 25 anos de carreira do ator Nando Zâmbia fica em cartaz de 18 de setembro a 03 de outubro, no Espaço Cultural da Barroquinha

Depois de realizar sua pré-estreia dentro da programação do Festival Internacional Gestos de América – FIGA, ELEGBAPHO – Território Afrocênico de Celebração Negra volta ao Espaço Cultural da Barroquinha para estreia de sua primeira temporada na capital baiana. O espetáculo celebra a existência negra no Brasil e no mundo a partir do Exu Elegbara, o senhor do poder e orixá que rege o orí do ator Nando Zâmbia. Na peça, Elegbara está retado porque ele leva os pedidos dos humanos até o Orum (a morada dos orixás), trabalha para que eles sejam atendidos, mas depois da conquista alcançada, as pessoas esquecem de agradecer e celebrar. A partir daí, a obra reflete sobre o poder da celebração na efetivação dos avanços coletivos e nas transformações interiores e individuais. A temporada terá dez apresentações entre 18 de setembro e 03 de outubro, e os ingressos estão disponíveis no Sympla por R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).

“Eu sou um artista negro e a minha poética é o Teatro Preto de Candomblé, através dela eu vejo a humanidade e crio espetáculos para todas as pessoas, porque penso sobre questões que atravessam a todos na contemporaneidade”, explica Zâmbia, que além de atuar e dirigir, também criou a dramaturgia do espetáculo. Elegbapho faz um percurso que vai do coletivo ao individual e do particular ao universal, pois inicia homenageando personalidades negras e celebrando conquistas coletivas, mas encerra convocando os espectadores a celebrarem as suas próprias conquistas e existências neste mundo. “Elegbapho reflete sobre o fato de estarmos sempre insatisfeitos, nos comparando, ansiosos pela próxima conquista, acreditando que tudo o que fazemos é irrelevante e cada vez mais descolados do presente e do real”, complementa.

Espetáculo-festa – Elegbapho não é apenas um convite à reflexão sobre a importância de celebrar e os motivos que têm afastado as pessoas da celebração, é também um convite a sentir e experienciar a celebração e suas sensações no próprio corpo. Por isso, o espetáculo mescla cena, música, dança, humor, improviso e festividade, um chamado para o público refletir, mas também cantar, dançar, olhar nos olhos, estar presente, se divertir e se entregar à verdadeira celebração.

Exu multimídia – Orixá mensageiro que rege a comunicação, em Elegbapho Exu vai do analógico ao digital, do real ao virtual, do verso ao metaverso. Ele está nos pedidos escritos na folha de papel, nas ondas do rádio, na conectividade do podcast e ainda se lança como VJ e DJ. Entrelaçando arte e conexões multimídias, o espetáculo convida o público para uma imersão, uma experiência sensorial e ritualística através de projeções, vídeos, luzes e sonoridades, percorrendo um caminho que leva o espectador a reconhecer as conquistas negras e perceber o poder de celebrá-las. Afinal, celebrar também é estratégia ancestral de cura, conexão e fortalecimento.

Solo de muitas vozes – Apesar de ser um espetáculo solo, Nando Zâmbia contracena com artistas mundiais, personagens históricos e divindades do Candomblé interpretados por artistas que emprestaram as suas vozes para esta produção. Dandara, Iyá Nassô, Barack Obama, Michael Jackson, Exu Lonan, Exu Alafiá, Exu Odará, dentre outras figuras, surgem nas vozes de Vera Lopes, Manu Moraes, Edy Firenzza, Evani Tavares, Fabíola Nansurê, Nelson Maca, Jarbas Bittencourt, Gustavo Domingues (Razzga Mortalha), Yan Cardoso, Gabriel Figueiredo e Anderson Danttas. Há ainda uma conversa em formato de podcast entre Elegbara e Exu Bará, interpretado pelo ator Iago Gonçalves, e vídeos com as participações de Domingos Okan Lewá e Mãe Rosa de Oyá.

Elegbapho foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.

Sobre Nando Zâmbia – É ator, iluminador e produtor cultural; foi indicado como ator revelação ao Prêmio Braskem, em 2010, por sua atuação em “Dois Perdidos Numa Noite Suja”; seu primeiro solo “Irumalé Ayê – Divindades na Terra” circulou países como Portugal, Itália, Alemanha e Grécia”; esteve em cena em espetáculos como “Sirê Obá – A Festa do Rei” e “Oxum”, ambos do repertório do Núcleo Afro-brasileiro de Teatro de Alagoinhas (NATA); como iluminador, assina o desenho de luz de espetáculos como “Pele Negra, Máscaras Brancas”, “Medeia Negra”, “Exu – A Boca do Universo”, dentre outros, no Brasil e em Portugal; como produtor, realiza o Festival de Artes de Alagoinhas – FESTA; na educação, foi coordenador do projeto Escolas Culturais do Governo da Bahia, e curador-provocador do BDMG Cultural, em Minas Gerais, edição 2023; e como gestor, foi coordenador do Centro de Cultura de Alagoinhas e, atualmente, é o diretor artístico do Oyá Ladê Inan Ponto de Cultura, também em Alagoinhas.

SERVIÇO

ELEGBAPHO – Território Afrocênico de Celebração Negra

Datas: 18, 19, 20, 24, 25, 26 e 27 de setembro

1°, 2 e 3 de outubro

Horário: 18h

Local: Espaço Cultural da Barroquinha

Ingressos: R$40 (inteira) e R$20 (meia)

Disponível no Sympla

Instagram: @zambianando

FICHA TÉCNICA

Idealização: Nando Zâmbia

Pesquisa e concepção: Nando Zâmbia 

Dramaturgia, direção e atuação: Nando Zâmbia 

Consultoria dramatúrgica e de direção: Onisajé

Produção: DAGENTE Produções

Direção de produção: Luiz Antônio Sena Jr.

Produção executiva: Anderson Danttas

Direção musical e trilha: Jarbas Bitencourt

Preparação vocal: Marcelo Jardim 

Direção de movimento: Tânia Bispo

Ass. de Direção/ Ass. Direção de Movimento: Fabíola Nansurê

Desenho cenográfico: Dominique Faislon 

Desenho de luz: Nando Zâmbia e Moisés Victório

Figurino: Nando Zâmbia

Consultoria em caracterização: Anthea Xavier

Coordenação técnica: Danilo Melo Sampaio

Coordenação de comunicação: Gabriela Fonseca

Videomaker: Reyynam Poeta

Registro Fotográfico: Adeloyá OjúBará

Consultoria litúrgico-antropológica: Domingos Okanlewá

Consultoria de axé: Mãe Rosa de Oyá

Correalização: TPC – Teatro Preto de Candomblé

Realização: Ilê Axé Oyá L’adê Inan

Fonte: Gabriela Fonseca – Assessoria de Imprensa
Foto: Adeloyá Ojúbará

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