Celebração será presidida por dom Sérgio da Rocha, às 10h, na Catedral Basílica do Santíssimo Salvador
Em celebração ao padroeiro de Salvador, a Arquidiocese de São Salvador da Bahia e a Câmara Municipal realizam, neste domingo (10), às 10h, uma missa em homenagem a São Francisco Xavier, santo associado à proteção da cidade há mais de três séculos. Após a celebração com a participação dos vereadores, na Catedral Basílica do Santíssimo Salvador, acontece uma procissão pelo Terreiro do Jesus.
A homenagem, que integra o calendário religioso da capital baiana e ocorre anualmente no dia 10 de maio, será presidida pelo arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, cardeal dom Sérgio da Rocha.
“Salvador reafirma sua fé e reconhecimento àquele que permanece como referência de esperança e proteção para a cidade. Para a Câmara Municipal, é uma honra apoiar a manutenção e renovação dessa tradição, que integra o patrimônio cultural e religioso dos soteropolitanos”, afirma o presidente da Câmara Municipal, vereador Carlos Muniz (PSDB).
Devoção
Quando Salvador enfrentou uma devastadora epidemia de febre amarela, em 1686, os jesuítas sugeriram à população que recorresse à intercessão de São Francisco Xavier – que, segundo a tradição, morreu vítima de uma enfermidade semelhante numa ilha próxima à China.
O que se seguiu foi interpretado como milagre: a febre amarela cessou repentinamente. Movidos por gratidão, os líderes do antigo Senado da Câmara solicitaram ao papa que declarasse São Francisco Xavier padroeiro da cidade. A solicitação foi atendida em 10 de maio de 1686, por meio de uma bula papal que oficializou o santo como protetor de Salvador e também do Legislativo Municipal.
Missionário
Nascido em 1506, no Reino de Navarra (atualmente parte da Espanha), Francisco Xavier era de origem nobre. Poliglota, estudou na renomada Universidade de Paris, onde adquiriu sólida formação em filosofia, latim e humanidades. Sua trajetória religiosa teve início no Seminário de Veneza e culminou com a ordenação sacerdotal, em 1536.
Dedicou a vida à evangelização no Oriente, com atuação principalmente na Índia, no Japão e em outras regiões da Ásia. Considerado um dos maiores missionários da história da Igreja, morreu aos 46 anos, em 1552. Foi beatificado em 1605 e canonizado em 1622 pelo papa Gregório XV.
Fonte: Ascom CMS
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