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“Não vamos permitir que os crimes ambientais sejam esquecidos”, afirma Eliete Paraguassu no retorno das sessões legislativas

Na retomada das sessões legislativas da Câmara Municipal de Salvador, nesta segunda-feira (3), a vereadora Eliete Paraguassu (PSOL) voltou a cobrar providências diante do crime ambiental que atingiu a comunidade de São Tomé de Paripe. Da tribuna, a parlamentar defendeu a responsabilização das empresas envolvidas, criticou a demora do poder público em atender as famílias afetadas e reafirmou o compromisso do Mandato Popular das Águas com a defesa dos territórios pesqueiros e do meio ambiente.

Durante o pronunciamento, Eliete destacou que a mobilização da comunidade foi fundamental para desmontar a narrativa que tentava atribuir aos próprios pescadores a responsabilidade pelo crime ambiental. Para a vereadora, as investigações deixaram evidente que o foco deve estar na responsabilização das empresas envolvidas.

“É preciso responsabilizar quem provocou esse crime ambiental. Mas, acima de tudo, é preciso garantir respostas concretas para os pescadores, marisqueiras e para todas as famílias que continuam sofrendo as consequências dessa contaminação”, afirmou.

A parlamentar também criticou a atuação dos diferentes entes públicos diante da emergência vivida pelas famílias. Segundo Eliete, houve demora na decretação da situação de emergência, na distribuição de assistência humanitária e na adoção de medidas efetivas para reparar os danos causados à população.

Ela lembrou que o Mandato Popular das Águas esteve presente desde os primeiros dias da crise, acompanhando as famílias, cobrando providências dos órgãos competentes e articulando, junto ao Ministério Público, a criação de uma Sala de Situação para monitorar os impactos ambientais e sociais da contaminação.

“Enquanto muitos permaneceram em silêncio, o nosso mandato escolheu estar ao lado do povo. Não estamos aqui para defender empresários. Estamos aqui para defender quem vive da pesca, da mariscagem e depende de um meio ambiente saudável para sobreviver, ressaltou.

Eliete também criticou o uso político do tema por pessoas que, segundo ela, não estiveram ao lado da população durante o período mais crítico da crise. “Agora é fácil falar de São Tomé de Paripe. Difícil foi estar ao lado da comunidade quando as famílias estavam passando necessidade e aguardando uma resposta do poder público”, afirmou.

Ao final da fala, a vereadora anunciou que apresentará um novo pedido de investigação sobre possíveis crimes ambientais na Ilha de Bom Jesus dos Passos. Segundo Eliete, moradores denunciam uma situação grave que exige apuração urgente pelos órgãos de controle.

“A Bahia não pode continuar convivendo com crimes ambientais tratados com normalidade. Seguiremos denunciando, fiscalizando e defendendo os territórios das águas e as comunidades tradicionais”, concluiu.

Fonte: Ascom ver Eliete Paraguassu
Foto: Matheus Barbosa

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