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“Nossa Rede Joga com Elas” é lançado envolvendo 69 escolas municipais e com foco no fortalecimento do futebol feminino

Sessenta e nove escolas municipais participam do projeto “Nossa Rede Joga com Elas”, lançado nesta terça-feira (22) pela Secretaria Municipal da Educação (Smed), para ampliar a presença de meninas e adolescentes no futebol dentro da rede de ensino de Salvador. A iniciativa começa com 60 times femininos e busca estimular a formação de novas equipes, especialmente nas unidades que já desenvolvem o futebol masculino, mas ainda não contam com a participação organizada das garotas.

O lançamento acontece no Centro de Formação Emília Ferreiro, no Costa Azul, e reúne gestores escolares, coordenadores pedagógicos, professores de Educação Física, estudantes e representantes do poder público municipal.

O projeto é direcionado especialmente às alunas do 6º ao 9º ano e prevê treinos, interclasses, amistosos e um percurso de competições até a realização de uma Copa Municipal feminina.

De acordo com a assessora para Políticas Transversais e para as Relações Étnico-Raciais da Smed, Daniela da Hora, a proposta busca criar condições para que mais estudantes se reconheçam no esporte. “O objetivo é ampliar oportunidades e garantir que nossas meninas possam ocupar, com liberdade, confiança e pertencimento, os espaços do futebol”, afirmou.

Daniela acrescentou que o lançamento também busca mobilizar as escolas que ainda não possuem equipes femininas. Atualmente, os 60 times existentes ainda não contemplam todas as 69 unidades que integram a iniciativa.

A proposta é fortalecer inicialmente as competições dentro das próprias escolas e avançar para disputas entre as diferentes regiões da cidade. “O colégio vai fazer o interclasse e, depois, a ideia é realizar uma competição entre as regionais, para chegarmos realmente à Copa Municipal feminina”, explicou.

A programação desta terça-feira aproximou as estudantes também de mulheres que construíram trajetórias no futebol. Uma das convidadas foi Lediane Albuquerque, de 42 anos, ex-jogadora e árbitra há 23 anos, que compartilhou sua experiência e fala sobre os desafios e as oportunidades para mulheres no esporte.

“Quando as pessoas observam que uma mulher chegou, conseguiu ocupar esse espaço e estar à frente de um movimento como esse, é muito importante. A gente consegue abrir portas e gerar oportunidades”, disse Lediane.

Para a árbitra, a escola tem papel fundamental na construção dessas trajetórias. “A escola é o primeiro pontapé. É ali que começa, é ali que elas realmente têm um espaço para sonhar em ser jogadoras de futebol. Hoje, a escola, como parceira, abre portas, gera oportunidades e permite que elas tenham a capacidade de sonhar”, acrescentou.

Esse impacto já é percebido por quem está dentro de campo. Maria Clara Almeida Santos, de 14 anos, aluna do 9º ano e moradora da Boca do Rio, já pratica futebol e comemora a ampliação do espaço para as meninas dentro da escola.

“É uma possibilidade muito boa. Futebol, para mim, é amor, é felicidade. Quando entro no campo, eu me sinto bem. Até quando estou chateada, jogo bola e me sinto mais aliviada. É uma coisa que me faz muito bem”, contou a estudante.

Inclusão e empoderamento – O evento de lançamento ocorre nos turnos matutino e vespertino, com mesas de debates e momentos formativos sobre futebol feminino, educação, equidade, oportunidades e o papel da comunidade escolar na ampliação da presença das meninas no esporte.

Pela manhã, o encontro foi direcionado a gestores e coordenadores pedagógicos e conta com representantes de diferentes áreas da administração municipal. À tarde, professores de Educação Física e coordenadores pedagógicos participam das atividades formativas.

Para a subsecretária municipal da Educação, Isabela Cabral, o evento, assim como a realização da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027™, representa uma oportunidade de ampliar esse trabalho de fomento ao futebol de meninas dentro das escolas.

“O ‘Nossa Rede Joga com Elas’ utiliza a realização da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027™ como uma oportunidade educativa para fortalecer e ampliar a participação das meninas no futebol escolar. É um momento de fortalecer a igualdade de gênero, o protagonismo feminino, a inclusão e o respeito”, destacou.

Além da prática esportiva, o projeto trabalha o futebol como ferramenta para estimular autonomia, convivência, disciplina, liderança e trabalho coletivo.

Fonte: Secom PMS
Foto: Bruno Concha

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