Ação gratuita antecede a programação da 6ª Festa Literária Arte e Identidade e propõe novas perspectivas para a mediação literária na educação infantojuvenil
No dia 20 de agosto (quinta-feira), às 19h30, professores(as) da rede pública de ensino, preferencialmente da Bahia, poderão participar da oficina formativa online “O futuro é ancestral: como ler a literatura preta a partir da Afrocentricidade?”, uma das ações que antecedem a programação da 6ª Festa Literária Arte e Identidade. Gratuita, a atividade busca fortalecer práticas pedagógicas voltadas à valorização das referências africanas e afro-diaspóricas na literatura. As inscrições estão abertas até o dia 17 de agosto, por meio do link disponível no Instagram @arteeidentidadeoficial.
Conduzida pela pesquisadora e educadora Taisa Ferreira, a oficina parte da provocação “Toda literatura negra é afrocentrada?” para discutir as diferenças entre literatura negra e literatura afrocentrada. A formação propõe ampliar o olhar dos educadores sobre a literatura preta, para além de narrativas centradas no racismo e na desigualdade, reconhecendo também seu potencial para abordar ancestralidade, afetos, memória, pertencimento e a criação de referências positivas para crianças e adolescentes.
Com a Afrocentricidade como ferramenta de interpretação e mediação literária, os participantes irão refletir sobre novas possibilidades de análise e seleção de obras e sua utilização em sala de aula. A abordagem dialoga com o tema “O Futuro é Ancestral – Arte e Literatura Afrofuturista” da 6ª Festa Literária Arte e Identidade, que será realizada entre os dias 16 e 18 de setembro, no Pelourinho.
Ampliação de repertório – Taisa Ferreira reforça que a perspectiva afrocentrada oferece uma nova chave para analisar, selecionar e mediar obras literárias. “Pensar a literatura a partir da afrocentricidade permite ampliar as possibilidades de leitura de mundo e de construção de práticas pedagógicas. O centro deixa de ser o racismo e/ou livros que atuam na sua reprodução, e passa a ser a agência africana, as cosmopercepções africanas e afro-diaspóricas e a produção de conhecimento a partir dessas referências. Essa abordagem amplia o repertório dos educadores e contribui para práticas educativas mais plurais, críticas e comprometidas com a formação de leitores”.
Africana nascida em diáspora, Taisa Ferreira é professora, escritora, pesquisadora da Afrocentricidade e da Educação Afrocêntrica, pedagoga e doutora em Educação e Contemporaneidade. Professora da rede municipal de Salvador e consultora pedagógica na Mawakana Experiências Educativas Afrocêntricas, atua na formação de educadores e no desenvolvimento de práticas pedagógicas voltadas às perspectivas africanas e afro-diaspóricas.
Ela também é autora de livros de literatura para as infâncias e livros sobre formação docente e práticas pedagógicas afrocentradas e possui experiência na curadoria de eventos literários e na pesquisa sobre mediação de leitura, contribuindo para ampliar o debate sobre o papel da literatura preta em processos educativos mais inclusivos.
Arte e Identidade – A 6ª Festa Literária Arte e Identidade acontece entre os dias 16 e 18 de setembro, no Pelourinho, reunindo escritores, pesquisadores, artistas e educadores em uma programação gratuita dedicada à valorização da literatura e da cultura afro-indígena. Ao unir memória, criatividade e imaginação, a edição convida a pensar novos futuros possíveis, nos quais pessoas negras e indígenas possam se reconhecer como protagonistas de suas próprias histórias.
A programação inclui rodas de conversa, lançamentos de livros, concurso de poemas, atividades artísticas e atividades voltadas à formação de leitores e ao fortalecimento da educação étnico-racial.
SERVIÇO
Oficina formativa para educadores – 6ª Festa Literária Arte e Identidade
Formato: Online
Professora: Taisa Ferreira
Prazo de inscrição: Até 17 de agosto (segunda-feira)
Formulário de inscrições: https://forms.gle/8zypsz6JPWx3Ffyo7
Informações: @arteeidentidadeoficial
Dia da oficina: 20 de agosto (quinta-feira)
Tema: “O futuro é ancestral: como ler a literatura preta a partir da Afrocentricidade?”
Fonte: Viva Interativa
Foto: Danillo Gabriel
