Cerca de 500 contratações de servidores são alvo de uma representação apresentada pelo Diretório Municipal do PT de Nova Redenção contra a gestão do prefeito Ademar Martins (PSD). Protocolado na última quarta-feira (12), o documento foi encaminhado ao Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) e ao Ministério Público Federal (MPF), que foram acionados para apurar a legalidade das admissões.
Segundo o diretório, as contratações teriam sido realizadas sem concurso público ou processo seletivo, envolvendo, conforme a denúncia, correligionários, cabos eleitorais e parentes de aliados. O partido também afirma que teriam ocorrido casos de oferta de empregos em troca de apoio político e questiona a falta de critérios técnicos para o preenchimento das funções.
O PT aponta ainda possíveis prejuízos para Nova Redenção caso as admissões tenham ocorrido fora dos mecanismos legais de seleção. De acordo com a legenda, além de elevar as despesas da administração, a prática pode comprometer a qualidade dos serviços e impedir que pessoas com formação e competência técnica tenham a oportunidade de ocupar os cargos.
Contratações na rede municipal também são questionadas
Outro ponto da representação envolve os recursos do Fundeb. Segundo o partido, um aumento fictício no número de alunos e a inclusão de uma escola em tempo integral teriam elevado os recursos recebidos pelo município de R$ 9 milhões para R$ 18 milhões. Na avaliação do PT, esse crescimento teria sido utilizado para ampliar as contratações.
A denúncia cita ainda uma unidade escolar que, conforme o diretório, teria passado de quatro para aproximadamente 20 funcionários, mesmo sem espaço físico suficiente para acomodar todos. Para o partido, o cenário demonstra uma expansão sem critérios e pode provocar impactos financeiros e administrativos para o município.
“A contratação em massa, sem concurso público ou processo seletivo, compromete a eficiência da administração e deixa de lado pessoas preparadas para exercer as funções”, afirma o Diretório Municipal do PT em trecho da manifestação.
Até o momento, o prefeito Ademar Martins não apresentou resposta pública às acusações. Em outro trecho da nota, o partido afirma que “é necessária uma fiscalização urgente dos órgãos de controle para verificar a legalidade das contratações e a correta aplicação dos recursos públicos”, defendendo que a situação seja esclarecida e analisada pelas autoridades competentes.
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