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PT não dá legenda e MST assume culpa por retirada das pré-candidaturas de Lucinha e Fabya Reis

Apesar da nota oficial do MST tentar apresentar a decisão como se tivesse sido do próprio movimento, ficou claro que o partido não quis bancar as candidaturas, preferindo direcionar atenção e recursos para outros nomes estratégicos.

Lucinha do MST e Fabya Reis levaram uma verdadeira rasteira do PT ao terem suas pré-candidaturas a deputada estadual retiradas da disputa. Apesar da nota oficial do MST tentar apresentar a decisão como se tivesse sido do próprio movimento, ficou claro que a legenda não quis bancar suas candidaturas, preferindo direcionar atenção e recursos para outros nomes estratégicos, como a reeleição de Valmir Assunção, a recondução de Jaques Wagner ao Senado e a eleição de Rui Costa.

As duas, com papéis de destaque no governo e histórico de atuação consolidada, Lucinha na Secretaria de Movimentos Populares e Fabya Reis na Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, foram surpreendidas com a decisão. É um sinal claro de que, no tabuleiro político do PT, experiência e relevância não garantem espaço quando o partido decide que outras prioridades valem mais.

O MST, em nota, tentou amenizar o episódio, afirmando que “essa decisão é expressão de maturidade política e compromisso coletivo” e que seguirá na luta, “com a certeza de que é na unidade, na coragem e na coerência que se constrói um mundo mais justo”.

Consultoria política

Apesar das tentativas de minimizar uma situação tão constrangedora, a narrativa soa apenas como verniz para encobrir a realidade: na prática, Lucinha e Fabya Reis foram simplesmente descartadas pelo PT, deixando claro que, para o partido, outros interesses e prioridades falaram mais alto.

Enquanto o partido investe em nomes escolhidos pela cúpula, Valmir Assunção recebe atenção total, consolidando sua candidatura e fortalecendo alianças estratégicas, enquanto Lucinha e Fabya foram colocadas à margem da disputa. A situação evidencia que, no PT, a centralização do poder sobrepõe qualquer trajetória de serviço ou liderança social.

Apesar de toda a estratégia cuidadosamente articulada para não evidenciar a falta de interesse do partido em manter as pré-candidatas, a nota do MST soa como uma tentativa de transformar a decisão do PT em narrativa própria. Tentam vender como escolha estratégica coletiva o que, na prática, foi uma exclusão determinada pela legenda.

A realidade é que a decisão já havia sido cuidadosamente calculada e muitos políticos da base governista não se surpreenderam quando a bomba estourou, deixando claro que, para o partido, outros interesses falaram mais alto do que a manutenção de Lucinha e Fabya Reis na disputa.

A mensagem que fica é que, no partido, algumas figuras podem aparecer com destaque nos discursos e notas oficiais, mas, na prática, certas ‘promessas’ viram meros detalhes, enquanto a atenção e os recursos vão para quem realmente interessa à cúpula, deixando claro quem de fato ocupa espaço na engrenagem eleitoral.

Fonte: Jornal da Chapada
Foto: Divulgação



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