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Salvador oferece vacina contra hepatites A e B em 162 unidades de saúde

A campanha Julho Amarelo reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce das hepatites virais, doenças que podem evoluir de forma silenciosa e causar complicações graves, como cirrose e câncer de fígado. Em Salvador, a vacinação contra as hepatites A e B está disponível gratuitamente para os públicos indicados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) nas 162 unidades de saúde da rede, distribuídas entre as 116 Unidades de Saúde da Família (USF) e 46 Unidades Básicas de Saúde (UBS).

O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. A população também conta com uma sala de vacinação de rotina instalada no Salvador Shopping, de domingo a domingo, em horário estendido.

Os dados mais recentes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) reforçam a importância da prevenção. No primeiro semestre de 2024, foram notificados 215 casos de hepatites virais em residentes de Salvador. A hepatite C concentrou 128 casos (59,5%), seguida pela hepatite B, com 74 registros (34,4%), e pela hepatite A, com nove casos (4,2%). Em 2023, a capital baiana registrou 635 casos da doença, sendo 404 de hepatite C, 209 de hepatite B e 13 de hepatite A, demonstrando que os tipos B e C concentram a maior parte das notificações no município.

O cenário de Salvador acompanha a realidade observada no país. Dados do Ministério da Saúde mostram que, entre 2000 e 2024, o Brasil registrou 826.292 casos confirmados de hepatites virais. A hepatite C foi a mais frequente, com 342.328 notificações (41,5%), seguida pela hepatite B, com 302.351 casos (36,6%), e pela hepatite A, com 174.977 registros (21,2%).

As hepatites virais são infecções que atingem o fígado e são causadas principalmente pelos vírus A, B e C. Enquanto a hepatite A está relacionada, na maioria das vezes, ao consumo de água e alimentos contaminados, a hepatite B pode ser transmitida em relações sexuais desprotegidas, contato com sangue contaminado e da mãe para o bebê durante a gestação ou parto. Já a hepatite C é transmitida principalmente pelo contato com sangue contaminado e, diferentemente dos tipos A e B, ainda não possui vacina.

A coordenadora de Imunização da SMS, Doiane Lemos, enfatiza que a vacinação é a forma mais eficaz de evitar o surgimento da doença e reduzir o risco de complicações. “A imunização previne a ocorrência das doenças, reduz a gravidade dos casos e evita complicações. No caso das hepatites, ela protege contra formas que podem causar danos importantes ao fígado, como inflamação crônica, cirrose, câncer e até a necessidade de transplante”, afirma.

Vacinação – A vacina contra a hepatite B faz parte do calendário nacional e deve ser aplicada nos recém-nascidos, com reforço por meio da vacina pentavalente aos dois, quatro e seis meses de idade, garantindo a proteção ao longo da vida. Já a vacina contra a hepatite A é oferecida aos 15 meses de idade e, caso a criança não tenha sido imunizada, pode ser aplicada até os 4 anos, 11 meses e 29 dias. Além disso, o imunizante também está disponível para grupos específicos definidos pelo Ministério da Saúde.

Adolescentes, adultos e idosos que não foram vacinados ou desconhecem o próprio histórico vacinal também podem procurar uma unidade de saúde para avaliação da caderneta e atualização do esquema vacinal. “O profissional de saúde verifica a situação vacinal e, quando necessário, inicia ou completa o esquema conforme a recomendação do Programa Nacional de Imunizações”, explica Doiane.

A coordenadora de Imunização alerta que a doença evolui muitas vezes sem sintomas. “As hepatites podem permanecer silenciosas por muitos anos. Quando os sinais aparecem, o fígado pode já estar comprometido. Por isso, além da vacinação, é importante realizar exames de rotina e buscar o diagnóstico precoce”, ressalta.

Cuidados e detecção – Além da imunização, a prevenção inclui medidas simples, como lavar corretamente as mãos e os alimentos, consumir água tratada, utilizar preservativos em todas as relações sexuais, não compartilhar agulhas, seringas, lâminas, alicates de manicure e outros objetos perfurocortantes, além de verificar se materiais utilizados em procedimentos como tatuagens e colocação de piercings são devidamente esterilizados.

Salvador também oferece testagem rápida para hepatites nas unidades de saúde. Pessoas com resultado positivo são encaminhadas para exames complementares e acompanhamento especializado nos ambulatórios dos Multicentros de Saúde Carlos Gomes e Vale das Pedrinhas, que oferecem atendimento multiprofissional, exames e tratamentos. Atualmente, cerca de 2 mil pacientes são acompanhados nas unidades especializadas.

Fonte: Secom PMS
Foto: Jefferson Peixoto

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