Ministério da Saúde destaca a vacinação antirrábica, a vigilância epidemiológica e a educação em saúde como medidas importantes para reduzir os riscos de doenças transmissíveis entre animais e pessoas
A proteção da saúde animal está diretamente relacionada à saúde pública. A vacinação, o acompanhamento veterinário e a vigilância de doenças transmissíveis ajudam a prevenir problemas que podem afetar tanto os animais domésticos quanto a população.
As zoonoses são doenças que podem passar de animais para seres humanos, por diferentes formas de transmissão. Segundo o Ministério da Saúde, elas podem estar associadas a mordidas, arranhões, contato com secreções, vetores como mosquitos e carrapatos, alimentos contaminados e ambientes com agentes infecciosos.
Raiva continua exigindo vigilância
A redução da transmissão da raiva por cães representa um avanço das políticas de vacinação e vigilância no Brasil. Em agosto de 2026, o Ministério da Saúde informou que o país completou dez anos sem casos de raiva humana transmitida pelas variantes clássicas do vírus associadas a cães.
Entretanto, o cenário epidemiológico exige atenção permanente. Variantes relacionadas a animais silvestres continuam circulando, e morcegos estão entre as fontes de infecção identificadas nos casos humanos registrados nos últimos anos.
Nesse contexto, a vacinação de cães e gatos permanece uma das principais ferramentas de prevenção. O Ministério da Saúde também monitora a cobertura vacinal e a ocorrência da doença em animais, informações utilizadas para orientar ações de controle. Em 2025, a cobertura nacional da campanha antirrábica foi de 78%, conforme os dados oficiais atualizados em junho de 2026.
Prevenção depende de diferentes ações
O enfrentamento das zoonoses não se limita à vacinação. As autoridades de saúde também destacam a importância de monitorar casos suspeitos, investigar possíveis fontes de infecção, acompanhar vetores e promover ações educativas.
No caso da leishmaniose visceral, por exemplo, a prevenção pode envolver medidas de controle do vetor e cuidados específicos orientados pelos serviços de saúde e profissionais veterinários. As ações precisam considerar as características de cada doença e as condições epidemiológicas de cada localidade.
Limites e atribuições dos serviços públicos
As Unidades de Vigilância de Zoonoses integram o sistema de saúde pública e atuam na investigação e no controle de riscos relacionados a doenças transmissíveis. Esses serviços, contudo, não funcionam como clínicas veterinárias para consultas de rotina, vacinação particular, castração ou atendimento geral dos animais.
A atuação ocorre conforme as atribuições sanitárias e a avaliação de riscos, incluindo a investigação de suspeitas de doenças relevantes para a saúde pública.
Para os tutores, isso significa que a prevenção deve incluir o acompanhamento veterinário regular, enquanto os serviços públicos devem ser procurados conforme as orientações e os programas disponíveis em cada município.
Informação e resposta rápida são essenciais
Em situações de mordida, arranhão ou contato potencialmente perigoso com saliva de mamíferos, a recomendação é buscar imediatamente atendimento de saúde. A avaliação profissional determina se há indicação de profilaxia antirrábica, que pode incluir vacina e outros procedimentos.
O contato direto com morcegos e outros animais silvestres deve ser evitado. A população também deve comunicar às autoridades competentes situações que possam representar risco sanitário.
A prevenção de zoonoses depende, portanto, da integração entre tutores, profissionais veterinários, vigilância epidemiológica e serviços de saúde. A manutenção da vacinação e o acesso à informação confiável são elementos importantes para proteger os animais e reduzir riscos para a população.
Fontes: Ministério da Saúde, páginas oficiais sobre zoonoses, raiva animal, cobertura vacinal de cães e gatos e vigilância em saúde.
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