Com o objetivo de proteger os recém-nascidos e reduzir as internações por complicações respiratórias graves, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), reforça a importância da vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) – o principal causador da bronquiolite. O imunizante e os fluxos de proteção estão disponíveis nas Unidades de Saúde da Família (USF) do município.
A bronquiolite é uma condição de agravo respiratório agudo que afeta severamente crianças de até dois anos de idade, sendo ainda mais perigosa para os bebês abaixo dos 12 meses de vida. A transmissão ocorre facilmente pelas vias aéreas e pelo contato com mãos contaminadas, o que costuma deixar o Sistema Único de Saúde (SUS) em constante estado de alerta devido ao risco de saturação nos leitos de neonatologia e pediatria.
A principal estratégia adotada pelo município para blindar os recém-nascidos logo nos primeiros meses de vida inicia-se ainda no pré-natal. Gestantes a partir das 28ª de gestação devem procurar a unidade de saúde mais próxima para receber a vacina. Ao se imunizar, a mãe transfere os anticorpos diretamente para o bebê através da placenta, garantindo que ele já nasça protegido.
O enfermeiro da unidade Alagoinha Velha II, Lúcio Braz, destacou o papel preventivo dessa ação. “Essa vacina é superimportante para combater a bronquiolite e evitar que a criança chegue a precisar de uma UTI neonatal com quadros respiratórios graves. Trabalhamos intensamente no pré-natal estimulando as grávidas a se vacinarem”.
Além da vacina para as gestantes, a rede pública de Alagoinhas oferece um esquema de proteção específico para crianças que nasceram prematuras e que, por isso, possuem o sistema respiratório mais frágil. Para este público, o anticorpo Nirsevimabe é disponibilizado para bebês de até 6 meses de vida. Diferente do fluxo das gestantes, a vacinação dos prematuros é realizada ainda na Maternidade. Para os bebês prematuros nascidos na rede privada é necessária a solicitação do anticorpo na unidade de saúde de referência e exige a organização de um processo documental que é encaminhado ao Centro de Referência em Imunos especiais para a liberação da dose.
A gerente de Imunização, Letícia Rodrigues, explicou que a vacinação é a estratégia mais eficaz para evitar o sofrimento de dezenas de famílias e reduzir a pressão sobre a rede de urgência e emergência do município. “A bronquiolite é uma doença traiçoeira, que evolui rápido e coloca todo o nosso sistema de saúde em alerta, além de trazer uma angústia imensa para os pais. Mas hoje nós temos a ferramenta para mudar essa realidade, e ela começa ainda no ventre materno. Esse é um ato de amor e de responsabilidade”, afirmou.
Para receber a dose, a gestante deve comparecer à USF portando os documentos de identidade oficial, cartão do SUS e cartão de Vacinação. Já para os bebês prematuros de até 6 meses que não tomaram o anticorpo na maternidade, os pais ou responsáveis devem apresentar relatório médico detalhado, cartão de vacina da criança, certidão de nascimento com CPF ou cartão do SUS.
Fonte / Foto: Secom PMA
