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Entidades de saúde assinarão documento conjunto à SMS sobre mudança de escala no SAMU e UPAs

Encaminhamento foi aprovado em audiência pública presidida por Aladilce

Por sugestão da vereadora Aladilce Souza (PCdoB), que organizou e conduziu a audiência pública da Ouvidoria da Câmara de Salvador, na manhã desta quinta-feira (27), sobre a portaria unilateral alterando a escala de trabalho no SAMU e serviços de urgência e emergência, de 24 para 12 horas, todas as entidades participantes do debate assinarão um documento conjunto dirigido imediatamente à Secretaria Municipal de Saúde. O ofício cobrará o agendamento de uma mesa de negociação extraordinária, antes da implantação da nova escala, prevista para 1⁰ de setembro, para rever a portaria ouvindo as representações da categoria.

Durante a audiência, Aladilce entregou a Lidiane Barros, chefe da Fiscalização na Superitendencia Regional do Trabalho e Emprego do Estado, documento dirigido à superintendente Fátima Freire solicitando fiscalização das condições de trabalho nas unidades de urgência e emergência da rede municipal, denunciadas no debate. A precariedade das instalações, sobrecarga de trabalho por falta de profissionais, desabastecimento de medicações e de materiais e insegurança, foram alguns dos problemas apontados.

A vereadora anunciou que fez um apelo ao presidente da Casa, vereador Carlos Muniz (PSDB), para também mediar a mesa de diálogo com o secretário Rodrigo Alves. Notícias de fato ao Ministério Público do Estado, segundo Aladilce, foram protocoladas após cada visita feita às unidades, descrevendo todas as irregularidades identificadas.

Gestão autoritária

Representantes dos servidores lotados no SAMU protestaram contra a gestão do serviço, que classificaram como autoritária. “Há 21 anos a gestão está nas mãos da mesma pessoa, como se fosse uma autarquia ou empresa privada”, denunciou uma enfermeira, referindo-se ao diretor Ivan Paiva.

“O gestor autoritário conta com o medo, mas a gente precisa ter coragem e exigir que eles façam com que o SUS cumpra sua função de universalização da assistência. Por isso precisamos de servidores concursados e não ligados ao prefeito A ou B”, frisou Aladilce, que trabalhou muitos anos em serviços de emergência e é fundadora e dirigente do Sindsaúde-Ba. Ela sugeriu, também, a retomada do Fórum Permanente das Entidades de Saúde, “para que essa luta nos fortaleça ainda mais”.

Marcos Gêmeos, presidente do Conselho Estadual de Saúde, classificou a ausência da SMS da audiência como “mais um ato de covardia da prefeitura, que além de não ter ouvido a categoria, quer colocar o peso de todos os gargalos nas costas dos trabalhadores, o que é desumano, depois de sucatear o SUS no município”.

Para a diretora do Sindseps, Lilia Cordeiro, é necessário um processo seletivo rigoroso para urgência e emergência, citando que os trabalhadores do setor recebem apenas 20% de insalubridade no SAMU. “Eles enfrentam dificuldade até para ir ao sanitário ou almoçar, isso a gestão não olha”, reagiu.

A mesa da audiência contou com as presenças, ainda, de Alessandra Gadelha, presidente da SEEB;
Cláudio Melo, presidente da Comissão de Relações de Trabalho e Direitos Sociais da OAB-Ba; Adeilma Pinheiro, do Sintefem; Eduardo Olivaes, do Crefito; e Rosângela Barbosa, do Coren.

Fonte / Foto: Ascom ver Aladilce Souza – PCdoB

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