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Fé, patrimônio e mar: histórias da Bahia podem inspirar novos roteiros de turismo religioso

Da Baía de Todos-os-Santos a Santa Dulce dos Pobres, histórias de fé e patrimônio podem inspirar novos roteiros turísticos na Bahia.A Bahia guarda histórias de fé que se confundem com a própria formação de seu território.

Igrejas centenárias, santuários, ilhas e cidades do Recôncavo preservam tradições religiosas que atravessaram gerações e que, além de seu valor histórico e cultural, podem integrar novos roteiros de turismo religioso.Na Baía de Todos-os-Santos, essa relação ganha uma dimensão ainda mais particular.

A religiosidade está presente em diferentes municípios e ilhas, muitas vezes associada à história da navegação, à ocupação do território e às manifestações culturais que fazem parte da identidade baiana.Algumas dessas histórias estarão em destaque no painel dedicado ao turismo religioso do II Fórum Náutico Internacional, promovido pela Associação Náutica da Bahia (ANB), nos dias 16 e 17 de setembro. A proposta é discutir como a integração entre patrimônio, fé, cultura e turismo pode contribuir para diversificar as experiências oferecidas aos visitantes e ampliar a conexão entre os destinos da Baía.

Cinco histórias que ajudam a contar a fé na Bahia

  1. A origem do nome Baía de Todos-os-Santos
    O nome está relacionado ao Dia de Todos os Santos, celebrado em 1º de novembro, data associada à chegada da expedição de Américo Vespúcio à região, em 1501.
  2. Catarina Paraguaçu e a Igreja de Nossa Senhora da Graça
    Catarina Paraguaçu é uma personagem central nos primeiros capítulos da história religiosa de Salvador. , Esposa de Diogo Álvares Correia, o Caramuru, português que chegou à costa da Bahia por volta de 1510 após o naufrágio de sua embarcação na região do Rio Vermelho. Segundo a tradição, após a conversão de Catarina Paraguaçu ao cristianismo, ela, que era uma indígena tupinambá da Bahia, esteve ligada à construção da capela de Nossa Senhora da Graça, na Vila Velha, que deu origem à atual igreja.
  3. Três santos, uma história em Salvador
    Santa Dulce dos Pobres foi a anfitriã de dois personagens que também se tornariam santos. Madre Teresa de Calcutá veio a Salvador para conhecer Irmã Dulce e o papa João Paulo II também esteve com a religiosa durante sua segunda visita à Bahia, em 1991. Em um dos momentos mais simbólicos desse encontro, o papa beijou os pés de Santa Dulce. Os três foram posteriormente canonizados pela Igreja Católica.
  4. O Santuário de Santa Dulce dos Pobres
    A trajetória de Santa Dulce dos Pobres transformou Salvador em um importante destino de peregrinação e turismo religioso. No Largo de Roma, o Complexo Santuário Santa Dulce dos Pobres, localizado ao lado da sede das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), reúne diferentes espaços ligados à história da religiosa.
    O santuário abriga as relíquias e o túmulo de Santa Dulce e tem capacidade para mais de mil pessoas. O complexo também inclui o Memorial Santa Dulce dos Pobres, que preserva objetos pessoais, fotografias, documentos e o quarto onde a religiosa viveu.
  5. Fé e turismo nas águas da Baía de Todos-os-Santos
    A religiosidade ultrapassa Salvador e se espalha por cidades do Recôncavo e pelas ilhas da Baía de Todos-os-Santos. Candeias, Maragogipe, Jaguaripe e Itaparica preservam igrejas e espaços de fé que podem integrar um circuito conectado por terra e pelo mar. A Baía, nesse contexto, pode ser o eixo de roteiros que unem igrejas, santuários, patrimônio histórico e cultural e turismo náutico.

II Fórum Náutico Internacional
Realizado pela Associação Náutica da Bahia (ANB), o evento no Terminal Marítimo de Salvador, no Comércio, reunindo especialistas, empresários e representantes de diferentes segmentos ligados à economia do mar. A programação inclui debates sobre turismo, infraestrutura, sustentabilidade e desenvolvimento do setor náutico, além de uma feira de negócios.

Fonte: Frente & Verso Comunicação Integrada
Foto: Obras Sociais Irmã Dulce.

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