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Bienal nas Escolas: saiba como foi

Bienal do Livro Bahia levou autores e contadores de histórias baianos para escolas públicas de Salvador

Aconteceu essa semana, em Salvador, o Bienal nas Escolas, um projeto da Bienal do Livro Bahia em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Salvador e a Secretaria de Educação do Estado da Bahia, e com o patrocínio do Itaú. Ao levar os autores e os contadores de histórias até os estudantes da rede pública, a ação socioeducativa promoveu uma interação direta, lúdica e descontraída entre eles. Os objetivos finais são os de estimular o debate inclusivo e incentivar o hábito da leitura entre as crianças e os jovens.

O primeiro dia do projeto foi na terça-feira, 25 de agosto, na Escola Municipal Mourão Sá, em Paripe, com a participação da autora Regina Luz e do ator e arte-educador Raí Santana. Escritora de obras para as infâncias que transitam entre a ancestralidade e o protagonismo negro, Regina conversou com crianças na faixa dos 7 aos 10 anos, com foco no seu livro “Meu Sonho, Cor do Luar”. Ao longo da apresentação, a autora baiana contou sobre o processo de construção de suas personagens e as apresentou em formato de bonecas de pano. Em seguida, os alunos, que estavam entusiasmados e curiosos, fizeram perguntas. Antes de Regina, Raí Santana havia realizado uma sessão de contação de histórias, com acompanhamento musical e muita interação.

Já ontem, 26 de agosto, segundo dia do projeto, a ação ocorreu no Colégio Estadual Clarice Santiago dos Santos, no bairro de Arenoso, com a presença do autor baiano Marcos Cajé e da pedagoga Lívia Góis. Diante de 160 jovens com idades entre 14 e 18 anos, Lívia abriu a sessão contando a história de Maria Felipa de Oliveira, uma das heroínas da Independência da Bahia. O protagonismo feminino e negro foi o destaque. Em seguida, Marcos Cajé, Mestre em História da África, da Diáspora e dos Povos Indígenas, falou sobre a consciência da negritude na sua própria história de vida e a importância de representar o povo negro, com as suas diferentes tonalidades de pele, na literatura. Cajé ainda respondeu perguntas dos jovens e apresentou dois dos seus livros: “Uzuri, A Guerreira de Ketu” e “Kieza, Uma Princesa Quilombola”.

O projeto Bienal nas Escolas é uma forma de fazer a Bienal do Livro extrapolar o período da sua realização, bem como a área do Centro de Convenções Salvador, local onde ela acontece. Em abril desse ano, o principal evento de literatura, cultura e entretenimento do Nordeste bateu recorde de público, com 130 mil visitantes ao longo de sete dias contínuos de programação cultural.

INFORMAÇÕES À IMPRENSA | VIA PRESS
Gabriel Monteiro
Contato: bienal@viapress.com.br

Fonte: ViaPress
Foto: Cloud Produtora e Preset Fotografia

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