Professoras da rede municipal de ensino de Lauro de Freitas receberam, na manhã desta quinta-feira (17/9), o certificado de conclusão do curso de Meliponicultura, promovido pela Bahia Transferência e Tratamento de Resíduos (BATTRE). A iniciativa contou com o apoio da Prefeitura de Lauro de Freitas, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), e integra as ações voltadas à educação ambiental e à disseminação de práticas sustentáveis.
A formação proporcionou às educadoras conhecimentos sobre a criação e o manejo de abelhas nativas sem ferrão, destacando a importância desses polinizadores para a preservação da biodiversidade e o equilíbrio ambiental. A proposta é que o aprendizado adquirido durante o curso contribua para o desenvolvimento de atividades educativas e projetos de conscientização nas unidades escolares.
De acordo com Fábio Bastos, responsável pela formação, a proposta foi aprofundar os conhecimentos sobre a meliponicultura e preparar as participantes para atuarem como multiplicadoras. “Trabalhamos detalhadamente, durante três meses, a criação das abelhas sem ferrão, um conteúdo muito vasto. Fomos aprofundando cada assunto e tenho certeza de que o professor sai daqui habilitado para multiplicar esse projeto em outras esferas”, destacou.
Responsável pela articulação das ações de Biodiversidade e Meio Ambiente da SEMED, o professor Cláudio Nogueira destacou os resultados da iniciativa. “A conclusão dessa formação representa o início de uma nova etapa do trabalho de educação ambiental desenvolvido na rede municipal de ensino. A proposta é levar para os nossos alunos aquilo que os professores aprenderam durante o curso, sensibilizando-os para a educação ambiental e para a importância das abelhas sem ferrão na polinização da Mata Atlântica e de todo o bioma existente no entorno das escolas”, explicou.
A professora de Ciências Ana Maria Martins, da Escola Municipal Eurides de Santana, é bióloga e esteve entre as educadoras que concluíram a formação. Para ela, o curso ampliou conhecimentos e abriu novas possibilidades para trabalhar a temática ambiental no cotidiano escolar. “Mesmo sendo bióloga, eu não conhecia metade do que aprendi aqui. Foi um curso muito rico e gostaria até que tivesse uma duração maior. Foi uma experiência maravilhosa e muito satisfatória, principalmente pela possibilidade de multiplicarmos esse conhecimento no município e para outras pessoas”, afirmou.
Já a professora de Ciências Adriana França, da Escola Municipal Miguel Arraes, no bairro de Itinga, pretende começar a abordar o tema nas próximas aulas. “A parte teórica que aprendemos já pode ser levada para os alunos, assim como algumas atividades práticas. A formação também contribuiu muito para ampliar a compreensão sobre o papel das abelhas na manutenção dos ecossistemas. Vale muito a pena participar!”, ressaltou.
Como desdobramento da formação, a SEMED pretende ampliar as ações de meliponicultura na rede municipal, com a implantação de um espaço em uma unidade escolar destinado ao desenvolvimento de atividades pedagógicas e visitas guiadas. A iniciativa permitirá que estudantes conheçam de perto as abelhas nativas sem ferrão e compreendam sua importância para a polinização, a preservação da biodiversidade e o equilíbrio dos ecossistemas, fortalecendo a educação ambiental nas escolas.
Fonte: Secom PMLF
Foto: Guilherme Góes
