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Órgãos municipais integram simulado de acidente aéreo que mobiliza mais de 400 pessoas no Porto da Barra

Um simulado de acidente aéreo mobilizou mais de 400 pessoas na manhã desta quinta-feira (17) no Porto da Barra. A operação contou com órgãos municipais, como a Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Coordenadoria de Salvamento Marítimo de Salvador (Salvamar), além de instituições estaduais e federais.

O objetivo da ação foi testar a resposta integrada diante da eventual queda de uma aeronave no mar. O exercício foi promovido pela VINCI Airports, administradora do Aeroporto de Salvador.

Durante a operação, a Transalvador isolou parte das vias de acesso à região, enquanto a Salvamar atuou nas ações em área marítima. O Samu integrou o exercício com dez ambulâncias e mais de 50 profissionais voluntários, sem retirar equipes da assistência regular à população.

O coordenador-geral do Samu em Salvador, Ivan Paiva, explicou que o cenário foi definido a partir de uma análise de risco. “Existe o risco de uma aeronave cair em terra, no próprio aeródromo ou no mar. A partir dessa análise, precisamos planejar como as diversas equipes, como Marinha, Samu, Bombeiros e grupamentos aéreos, atuariam. Esse plano precisa ser testado”, afirmou.

O exercício permitiu avaliar o acionamento das equipes, o resgate de vítimas no mar e o atendimento médico no local. “A oportunidade é verificar essa integração, identificar possíveis pontos de melhoria e nos aprimorar. Esperamos que nunca aconteça, mas, se um dia ocorrer, precisamos saber o que fazer, quem vai fazer e como oferecer a melhor resposta”, completou Paiva.

A transferência das vítimas para unidades hospitalares não integrou esta etapa do treinamento. Segundo o coordenador, esse fluxo já é testado pelo Samu em grandes operações realizadas na cidade, a exemplo dos simulados para o Carnaval.

A Salvamar mobilizou cerca de 20 profissionais, entre agentes na água, equipes de resgate e coordenação. Para o coordenador da Salvamar, Kailane Dantas, o treinamento amplia a preparação dos agentes que atuam diariamente nas praias da capital baiana.

“É a primeira vez que fazemos parte de um simulado desse porte. A Salvamar atua em uma grande extensão da orla de Salvador e cuida de um dos maiores ativos da nossa cidade, que são as praias. Esse exercício mostra que temos capacidade, força e preparo para atuar também em situações dessa natureza”, pontuou Dantas.

O CEO da VINCI Airports, Júlio Ribas, ressaltou que simulados de acidentes fazem parte dos protocolos dos aeroportos, mas que o exercício no mar apresenta desafios específicos. “Temos milhares de quilômetros de costa no Brasil e vários aeroportos próximos ao mar. A inovação aqui é simular o que aconteceria se uma aeronave caísse na água. Isso exige outros acionamentos e outras formas de resgate”, explicou.

Os resultados serão posteriormente avaliados pelas instituições envolvidas e servirão para aperfeiçoar os procedimentos. “Depois do simulado, todos os envolvidos vão se reunir para coletar os pontos de aprendizado e documentá-los. A ideia é que esse conhecimento possa ser compartilhado também com outros aeroportos do Brasil”, acrescentou Ribas.

Entre os voluntários, estava Ilda Santos, de 45 anos, estudante do curso técnico de enfermagem, convidada para atuar como figurante. “É muito importante participar para aprender cada vez mais. Meu coração está a mil por hora vendo tudo isso acontecendo e podendo fazer parte”, contou.

Outros órgãos – A Marinha do Brasil integrou o exercício desde a elaboração do cenário até as ações de resgate e interdição da área marítima. O capitão de corveta Gabriel Serrão apontou a importância da comunicação entre as instituições em ocorrências de grande porte.

“Um exercício desse porte é importante para a interoperabilidade entre as agências. A partir das observações de cada órgão, conseguimos aprimorar a coordenação e a comunicação para, em uma situação real, estarmos todos prontos para cooperar e salvar o maior número possível de vidas”, afirmou o capitão de corveta.

O Corpo de Bombeiros Militar da Bahia fez parte da ação com 30 profissionais e recursos para resgate aquático, atendimento pré-hospitalar e operações aéreas.

A Polícia Militar, a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) e outras instituições também estiveram entre os órgãos envolvidos na operação. Durante o exercício, a praia do Porto da Barra permaneceu temporariamente fechada ao público para garantir a segurança da ação, sendo liberada após a conclusão das atividades.

Fonte: Secom PMS
Foto: Bruno Concha

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