BTC absorve capital e lidera movimento defensivo, enquanto dominância elevada e fraqueza das altcoins limitam uma recuperação mais ampla do mercado.
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta segunda-feira, 12/01/2026, está cotado em R$ 486.646,12. O preço do BTC abre a semana acima de US$ 90 mil, mas ainda preso no range de lateralização que já dura mais de 45 dias.

Bitcoin análise macroeconômica
André Franco, CEO da Boost Research, destaca que os mercados globais iniciam a semana com volatilidade elevada, enquanto investidores digerem a escalada das tensões entre o governo dos Estados Unidos e o Federal Reserve.
Relatos de uma possível investigação criminal envolvendo o presidente do Fed, Jerome Powell, abalaram a confiança na independência da política monetária, pressionando o dólar e impulsionando ativos de proteção, como o ouro, que atingiu novas máximas históricas. Em paralelo, os futuros de ações recuaram.
O cenário macro também segue sendo moldado pelas expectativas de cortes de juros pelo Fed e por fatores geopolíticos relevantes, como os protestos no Irã, que influenciam o apetite global por risco. Nesse contexto, o Bitcoin se beneficiou marginalmente, avançando acima dos US$ 92.000 e sendo cotado atualmente em torno de US$ 92.300. A expectativa de curto prazo é levemente positiva.
“A fraqueza do dólar e a pressão sobre ativos tradicionais considerados mais sensíveis ao risco criam um ambiente técnico que pode favorecer uma recuperação moderada ou uma consolidação lateral do BTC, à medida que investidores buscam liquidez e ativos alternativos diante das incertezas monetárias e geopolíticas. Ainda assim, a ausência de um catalisador macroeconômico claro, como uma sinalização decisiva de política monetária ou dados econômicos surpreendentemente dovish, limita a probabilidade de um rali mais forte no curtíssimo prazo.”
Bitcoin análise técnica
Timothy Misir, head de research da BRN, destaca que o Bitcoin passou os últimos dias consolidado pouco acima de US$ 90 mil e encerrou a semana perto de US$ 90,4 mil. O ativo testou repetidamente os limites do intervalo, sem força suficiente para romper resistências relevantes. Ainda assim, o comportamento mostrou maior estabilidade quando comparado às oscilações bruscas do fim de 2025.
O dado reforça uma postura seletiva dos investidores institucionais. O capital não abandonou o mercado, mas passou a buscar exposição mais direcionada, evitando uma retomada ampla de risco.
De acordo com ele, os indicadores on-chain sugerem que o Bitcoin deixou para trás sua fase mais estressada. O preço permanece acima da média dos investidores ativos, o que reduz a pressão de vendas forçadas. Por outro lado, ainda está abaixo do custo médio de curto prazo, indicando resistência relevante antes de uma retomada mais firme.
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A realização de prejuízos diminuiu, e investidores de longo prazo reduziram o ritmo de distribuição observado em dezembro. No mercado de derivativos, o interesse em aberto se estabilizou e começou a crescer, sinalizando retorno gradual de participantes institucionais.O destaque ficou para o mercado de opções. Um grande ajuste eliminou mais de 45% das posições abertas, removendo travas que limitavam o movimento de preços. A volatilidade implícita parece ter encontrado um piso, sugerindo transição de um ambiente defensivo para um risco mais calculado”, aponta.
Para esta semana, ele destaca que há uma agenda macro carregada que deve testar esse equilíbrio. Novos dados de inflação, pedidos de seguro-desemprego e indicadores industriais podem redefinir expectativas logo no início do ano. Surpresas inflacionárias tendem a pressionar ativos de risco, enquanto sinais de enfraquecimento econômico reforçam o cenário atual.
Do ponto de vista técnico, o mercado observa se o Bitcoin conseguirá recuperar a região dos US$ 95 mil. Sem esse movimento, a tendência é de continuidade da lateralização. Um rompimento consistente, porém, pode destravar ganhos mais rápidos, dada a posição mais leve dos investidores.
Portanto, o preço do Bitcoin em 12 de janeiro de 2026 é de R$ 486.646,12. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0019 BTC e R$ 1 compram 0,0000019 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 12 de janeiro de 2026, são: Story (IP), Monero (XMR) e Canton (CC), com altas de 21%, 15% e 5%, respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 12 de janeiro de 2026, são: Polygon (POL), Lighter (LIT), Memecore (M), com quedas de -10%, -9% e -5% respectivamente.
Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.
Fonte: CoinTelegraph
Imagem de Ashley_Jackson por Pixabay
