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Bitcoin continua em US$ 67 mil com sinais alta

Indicador de futuros atinge menor nível desde 2024 e acende alerta sobre o rumo do Bitcoin em meio a forte aversão ao risco.

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quarta-feira, 18/02/2026, está cotado em R$ 356.021,68. O preço do BTC enfrenta mais um dia de negociação lateral ‘travado’ em US$ 67 mil.

André Franco, CEO da Boost Research, aponta que os mercados asiáticos operaram em leve queda, com investidores adotando postura mais cautelosa antes da divulgação de novos dados econômicos nos Estados Unidos e de discursos de membros do Federal Reserve. O índice MSCI Asia-Pacific recuou modestamente, enquanto o dólar permaneceu relativamente estável após recentes oscilações.

De acordo com Franco, o movimento reflete um ambiente de espera, com participantes do mercado ajustando posições diante de incertezas sobre inflação e trajetória de juros. Commodities tiveram desempenho misto, sem direção clara, reforçando o clima de consolidação global.

Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 67.700, tem uma expectativa de curto prazo neutra. O ambiente de cautela nos mercados tradicionais reduz a probabilidade de fluxos agressivos para ativos de risco, mas também não indica um cenário de aversão intensa que provoque liquidações adicionais. A estabilidade do dólar e a ausência de um choque macro relevante sugerem que o BTC deve permanecer em consolidação na faixa entre US$ 67.000 e US$ 70.000, aguardando catalisadores mais claros, como dados de inflação ou sinalizações do Fed, para definir direção mais consistente.

Bitcoin análise técnica

O índice Binance Bitcoin Futures Power – 30D Change, que mede a variação líquida do impulso de mercado nos últimos 30 dias, despencou para –0,18, o nível mais negativo desde julho de 2024. A última vez que o mercado viu uma leitura semelhante ocorreu entre abril e maio de 2024.

Naquele período, o Bitcoin enfrentou forte pressão, mas depois iniciou um movimento de recuperação que o levou acima de US$ 101 mil quando o indicador voltou ao território positivo. O analista Amr Taha explicou que o momento exige cautela, mas não necessariamente pessimismo.

“Esse tipo de leitura muito negativa já apareceu antes de grandes recuperações”, afirmou. Para ele, ainda que o mercado esteja sob influência de um sentimento fraco, os ciclos anteriores mostram que quedas profundas no indicador tendem a ocorrer perto de pontos de virada. “Quando o sentimento reseta completamente, o preço costuma reagir com força”, destacou.

Enquanto isso, outro termômetro importante reforça o clima de incerteza. O iShares Expanded Tech-Software Sector ETF (IGV), que acompanha gigantes como Microsoft, Adobe, Salesforce, Oracle e Palantir, permanece próximo de faixas de suporte que seguraram quedas em 2024 e 2025.

Investidores classificam tanto ações de tecnologia quanto o Bitcoin como ativos de alto crescimento e alto risco. Assim, quando o cenário macro melhora, o fluxo costuma beneficiar ambos. Mas, quando o medo cresce, o dinheiro sai rapidamente e busca segurança em ouro e títulos públicos.

Essa correlação ajuda a explicar a pressão atual. “O ETF de software está em uma região crítica. Se houver reação positiva, isso tende a apoiar também o apetite por risco no Bitcoin”, comentou Taha.

Outro indicador importante reforça o estresse no mercado. O BTC: STH/LTH Net Position Realized Cap mostra que o capital realizado pelos detentores de curto prazo está profundamente negativo, chegando a cerca de US$ –56 bilhões em 16 de fevereiro. Isso indica que novos compradores enfrentam grandes perdas não realizadas, um cenário que aumenta o risco de vendas por pânico.

Ao mesmo tempo, os detentores de longo prazo continuam com o capital realizado positivo, sinalizando resiliência. Historicamente, essa divergência provoca capitulação dos investidores de curto prazo, absorvida por compras dos investidores de longo prazo. Esse movimento costuma estabilizar o preço após momentos de forte pressão.

Portanto, o preço do Bitcoin em 18 de fevereiro de 2026 é de R$ 356.021,68. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0028 BTC e R$ 1 compram 0,0000028 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 18 de fevereiro de 2026, são: World Liberty Finance (WLFI), Kite (KITE) e Morpho (MORPHO), com altas de 18%, 18% e 7% respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 18 de fevereiro de 2026, são: Pipin (PIPIN), Humanity Protocol (H) e Layer Zero (ZRO), com quedas de -18%, -10% e -5% respectivamente.

Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.

Fonte: CoinTelegraph
Image by pvproductions on Freepik

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