Símbolo da luta contra o feminicídio, o banco vai ficar por 20 dias na instituição, lembrando a sociedade de que a proteção à mulher é dever de todos
A Defensoria Pública do Estado da Bahia recebeu, nesta terça-feira (14), o Banco Vermelho, símbolo internacional de enfrentamento ao feminicídio e à violência contra a mulher. A instalação do equipamento aconteceu na sede da instituição, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador e chama a atenção da sociedade para a urgência do combate à violência de gênero.
A cerimônia reuniu membros de diversas instituições e da rede de proteção à mulher, além de defensores(as) e servidores(as) da Defensoria. Durante o ato, a defensora pública geral, Camila Canário, ressaltou o papel da Defensoria na garantia de direitos e na promoção de ações que contribuam para a prevenção da violência, reforçando que a instituição atua para fortalecer as redes de enfrentamento.
“O Banco Vermelho que hoje passa a ocupar este espaço da Defensoria Pública não é um objeto decorativo: é um símbolo vivo. De denúncia, de memória e, sobretudo, de compromisso. Representa as mulheres que tiveram suas vidas interrompidas pela violência de gênero. Este banco também nos provoca. Ele nos obriga a não desviar o olhar. A não naturalizar a violência. A não aceitar que o feminicídio seja mais um número, mais uma estatística fria”, destaca Camila Canário.
Além do ato inaugural, a cerimônia distribuiu balões brancos para que fossem soltos aos céus e representassem a paz e a promessa de manter viva a memória das mulheres que partiram vítimas de feminicídio. Também foi feito um minuto de silêncio para honrar estas vidas.
Participaram do ato a defensora-geral Camila Canário; a coordenadora do Nudem Bahia, Carolina de Araújo; a reitora da Faculdade Uninassau Salvador, Cecília Queiroz; a tenente coronela Roseli Ramos, do Batalhão de Policiamento de Proteção à Mulher (BPPM); a ouvidora-geral da DPE/BA, Tamikuã Pataxó; a procuradora da República do Ministério Público Federal, Melina Castro; ; a deputada estadual Ludmila Fiscina; os coordenadores de Direitos Humanos da DPE/BA, Cláudia Ferraz e Alex Raposo; além de membros da Administração Superior da DPE/BA, entre outros.
Dados sobre a violência
Além do simbolismo, a iniciativa dialoga com a realidade observada no atendimento diário da instituição. Dados do Núcleo de Defesa das Mulheres (Nudem Bahia) apontam crescimento na procura pelos serviços em 2025. Foram registrados 5.645 atendimentos, número 26% superior ao de 2024, quando houve 4.466 registros. Também houve aumento nas medidas protetivas de urgência ajuizadas, que passaram de 608 em 2024 para 683 em 2025.
Para a defensora pública que coordena o Nudem Bahia, Carolina Araújo, os números evidenciam não apenas a maior busca por apoio institucional, mas também a necessidade de fortalecimento contínuo das políticas públicas voltadas à proteção das mulheres. Nesse contexto, o Banco Vermelho se soma como instrumento de conscientização, memória e alerta permanente sobre a gravidade do feminicídio.
Serviço: Onde buscar atendimento em caso de violência
Mulheres em situação de violência podem procurar atendimento gratuito na Defensoria Pública. Em Salvador, o atendimento pode ser feito diretamente na Casa da Mulher Brasileira, sem necessidade de prévio agendamento.
Locais de atendimento em Salvador:
Casa da Mulher Brasileira
Av. Tancredo Neves – Caminho das Árvores
1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar
Praça Campo da Pólvora s/n, Fórum Ruy Barbosa
2ª Vara de Violência Doméstica e Familiar
Praça Campo da Pólvora s/n, Fórum Ruy Barbosa
3ª Vara de Violência Doméstica e Familiar
Av. Luís Viana Filho, nº 6775, Centro Universitário Unijorge, Paralela
4ª Vara de Violência Doméstica e Familiar
Praça Campo da Pólvora s/n, Fórum Ruy Barbosa
A Defensoria reforça que o atendimento é sigiloso e orienta que mulheres em situação de risco busquem ajuda o quanto antes.
Fonte / Foto: Ascom DPE/BA
