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Defensoria inicia força-tarefa para atender vítimas de cirurgia de catarata na clínica Clivan

A Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA) iniciou, nesta terça-feira (12), uma força-tarefa para atender pacientes que tiveram danos na visão após a realização de cirurgia de catarata, na clínica Clivan, em Salvador. Essa primeira leva de atendimentos incluiu escuta qualificada das vítimas, coleta de documentos médicos e obtenção de informações sobre o caso. 

A força-tarefa aconteceu na sede da Especializada de Fazenda Pública, no Jardim Baiano, e reuniu 16 pacientes. Durante o atendimento, a DPE também levantou as necessidades de saúde das pessoas atingidas, principalmente aquelas que ainda precisam realizar exames, consultas ou tratamentos em função da cirurgia mal sucedida.

Outra leva de atendimentos acontecerá na próxima semana, para quem não conseguiu comparecer presencialmente. “Como há pessoas que moram em outros municípios ou que têm grande dificuldade de locomoção, atenderemos de forma remota, possibilitando acesso à justiça também a essas vítimas”, afirmou a coordenadora da Especializada de Fazenda Pública, Martha Cavalcante.

O defensor público Virdálio de Senna Neto esteve presente na força-tarefa e acompanhou os atendimentos. “Conforme definido em reunião no Conselho Estadual de Saúde, na semana passada, iniciamos os trabalhos com as vítimas, a fim de conseguir justiça no caso”, comentou.

A coordenadora Martha Cavalcante frisou que é fundamental reunir relatos, analisar documentos e levantar possíveis provas, no sentido de compreender exatamente o que aconteceu e identificar os reais danos causados à saúde dos pacientes. “Após reunir e analisar esses elementos, definiremos as formas como a Defensoria vai atuar”, destacou.

Entenda o caso

Em fevereiro deste ano, 26 pessoas que passaram por cirurgias de catarata na clínica Clivan apresentaram complicações graves no pós-operatório. Até o momento, 13 pacientes tiveram perda total da visão confirmada. Todos os procedimentos foram realizados na mesma sala cirúrgica.

A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso e a Prefeitura de Salvador interditou a clínica. As vítimas são de diferentes municípios baianos, como Santo Antônio de Jesus, Camaçari e Simões Filho, e haviam se deslocado até Salvador para realizar as cirurgias.

No dia 5 passado, a Defensoria se reuniu com o Conselho Estadual de Saúde e com as vítimas para definir medidas a serem tomadas. Nessa reunião, a DPE propôs a realização de uma força-tarefa que atenderá todas as vítimas interessadas.

Fonte / Foto: Ascom DPE/BA

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