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Touros perdem força e Bitcoin não consegue retomar US$ 60 mil

Os touros ainda não conseguiram retomar US$ 60 mil, após mais um final de semana de queda para o Bitcoin. A fraqueza dos touros pode levar o ativo para testar níveis mais baixos em US$ 55 mil.

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta segunda-feira, 29/06/2026, está cotado em R$ 313.084,06. Os touros ainda não conseguiram retomar US$ 60 mil, após mais um final de semana de queda para o Bitcoin. A fraqueza dos touros pode levar o ativo para testar níveis mais baixos em US$ 55 mil.

Bitcoin não vai passar de US$ 100 mil

O bitcoin e o mercado cripto devem manter um crescimento contido no segundo semestre de 2026, após um primeiro semestre de tensão geopolítica, mudanças regulatórias nos EUA e maior cautela dos investidores. É o que mostra a edição de meio de ano do State of Crypto, relatório da 21shares.

A atual edição repassa uma série de previsões do relatório anterior, divulgado em dezembro do ano passado. A perspectiva segue otimista, mas com avanços bastante cautelosos em relação às projeções feitas meses antes.

“Após seis meses, o cenário é mais complexo do que antecipávamos. Algumas previsões se concretizaram antes do esperado: os mercados de previsão quase superaram a meta de volume anual que havíamos indicado; a consolidação das soluções de escalabilidade no Ethereum está ocorrendo como prevíamos; as commodities tokenizadas estão ganhando relevância, com ouro e energia no centro das estratégias de proteção contra riscos geopolíticos; e os mercados pré-IPO estão avançando rumo ao mainstream, à medida que uma importante lista de empresas se forma — de SpaceX a Anthropic”, aponta o estudo, elaborado pelo time de pesquisa da 21shares.

De acordo com a análise, o Bitcoin deve se aproximar dos US$ 100 mil em dezembro, em recuperação mais lenta com maiores taxas de juros e inflação devido aos conflitos no Oriente Médio, sinal de que o ciclo de quatro anos não foi quebrado ainda.

Além disso, ETPs e stablecoins avançam mais devagar, ficando longe das estimativas de US$ 500 bilhões e US$ 1 trilhão, prejudicados pela demora na aprovação do Clarity ACT nos EUA e menor adoção institucional.

As finanças descentralizadas ficarão abaixo dos US$ 300 bilhões, após ataques hackers que causaram perdas de US$ 840 milhões e uma sangria de quase 10% dos US$ 130 bilhões em ativos estimados em dezembro.

Outro ponto levantado pela análie é que a adesão à blockchain desacelera, com a criação de novas bases nativas em ritmo dez vezes mais lento que a incorporação das indústrias tradicionais à tecnologia.

A 21Shares também aponta que os mercados de previsão ultrapassarão com folga a projeção de atingirem o patamar de US$ 100 bilhões, impulsionados por Kalshi, Polymarket e Hyperliquid, apesar de restrições regulatórias recentes em diferentes países – incluindo o Brasil.

Bitcoin análise técnica

O Bitcoin acumula queda de mais de 15% em junho, correndo o risco de fechar o mês abaixo de US$ 60.000. A principal criptomoeda mantém uma tendência de baixa no curto prazo, testando abaixo da Média Móvel Exponencial (EMA) de 50 períodos, em US$ 66.025, no gráfico mensal.

Do ponto de vista técnico, de acordo com o analista Vishal Dixit, o Bitcoin mantém uma tendência de alta constante em escala logarítmica, mas corre o risco de cair abaixo de uma linha de tendência de suporte que conecta as mínimas de julho de 2013 e agosto de 2015, perto de US$ 59.000. Se o Bitcoin não conseguir recuperar o ímpeto de alta, o risco de queda se estende em direção à mínima mensal de agosto de 2024, em US$ 49.221, seguida pela mínima mensal de janeiro de 2022, em US$ 33.111.

As condições de momentum reforçam esse tom cauteloso à medida que a pressão compradora diminui. O indicador MACD (Convergência/Divergência de Médias Móveis) e a linha de sinal estão em queda livre, com histogramas negativos se expandindo, e o Índice de Força Relativa (IFR) em 41 indica uma pressão de baixa persistente, embora ainda não tenha atingido níveis de sobrevenda”, disse Dixit.

Ciclo de preços de quatro anos do BTC/USD.

No lado positivo, segundo ele, uma recuperação acima da EMA de 50 períodos, em US$ 66.025, é necessária para qualquer tentativa de recuperação no gráfico mensal. Uma quebra sustentada acima dessa barreira seria necessária para atenuar a atual tendência de baixa e reabrir o caminho em direção às máximas anteriores.

Portanto, o preço do Bitcoin em 29 de junho de 2026 é de R$ 313.084,06. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0031 BTC e R$ 1 compram 0,0000031 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 26 de junho de 2026, são: ETHGas (GWEI), Binance Life e Audiera (BEAT), com altas de 64%, 14%, e 5%, respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 26 de junho de 2026, são: Memecore (M), Venice Token (VVV) e Pi (PI), com quedas de -14%, -6% e -5% respectivamente.

Fonte: CoinTelegraph
Image by freepik

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