BitcoinBlockchainCriptomoedasEconomiaEconomia DescentralizadaMercado Financeiro

Bitcoin cai mais de 2% e volta para US$ 64 mil

Após registrar alta por 4 dias seguidos os touros foram rejeitados em US$ 67 mil e com isso o preço do BTC caiu mais de 2% e voltou para US$ 64 mil.

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quarta-feira, 17/06/2026, está cotado em R$ 330.792,56. Após registrar alta por 4 dias seguidos os touros foram rejeitados em US$ 67 mil e com isso o preço do BTC caiu mais de 2% e voltou para US$ 64 mil.

André Franco, CEO da Boost Research, aponta que a queda do Bitcoin ampliou a divergência que já vinha se formando em relação às ações: enquanto o S&P 500 subia mais de 1,5% no dia com o avanço das negociações de paz entre EUA e Irã, o BTC perdia força mesmo com o petróleo atingindo mínimas de três meses.

Segundo ele, o fato é curioso porque, em tese, petróleo mais barato deveria ser puro combustível para ativos de risco. A divergência fica ainda mais evidente nos fluxos institucionais. Na segunda-feira, os ETFs de Bitcoin à vista registraram saídas líquidas, enquanto Ether, XRP, Solana e Hyperliquid tiveram captações positivas — embora a saída do BTC tenha se concentrado quase inteiramente no GBTC da Grayscale, e não nos ETFs mais recentes como o IBIT.

A primeira grande variável fora dos EUA já foi superada: o Banco do Japão elevou os juros a 1% pela primeira vez desde 1995, e o Bitcoin passou no teste, pelo menos inicialmente, sustentando o patamar de US$ 66 mil sem o tipo de aversão a risco que o precedente de julho de 2024 fazia temer — quando uma alta semelhante do BOJ valorizou o iene e derrubou o BTC de US$ 65 mil para US$ 50 mil em poucos dias.

De acordo com Franco, o alívio deve ser dosado já que hoje, Kevin Warsh faz sua estreia como presidente do Federal Reserve, e o tom de seu discurso pesa mais do que a decisão de juros em si. Com a inflação americana ainda em 4,2% ao ano e o mercado precificando apenas 3,4% de chance de corte, qualquer sinalização hawkish pode reverter rapidamente o otimismo construído após o teste japonês — e desta vez, sem petróleo em queda livre para servir de amortecedor.

Por que o Bitcoin caiu hoje?

A queda não partiu de um único gatilho. O primeiro ponto veio do mercado institucional. Depois de uma breve melhora nos fluxos, os ETFs spot de Bitcoin nos Estados Unidos voltaram a registrar saída líquida. Dados da Farside Investors apontam retirada de US$ 64,8 milhões em 15 de junho. O GBTC, da Grayscale, concentrou a maior pressão, com saída de US$ 124 milhões no dia, enquanto o IBIT, da BlackRock, ainda recebeu US$ 66,4 milhões.

Esse padrão mostra que a demanda institucional segue irregular. Mesmo quando alguns produtos captam recursos, a rotação entre fundos e a saída de veículos mais antigos reduzem o efeito positivo sobre o preço do BTC. Para o mercado, os ETFs continuam sendo um dos principais canais de entrada de capital regulado no Bitcoin. Quando esse fluxo enfraquece, o ativo perde uma das bases que sustentaram altas anteriores.

O segundo fator vem dos derivativos. A queda liquidou posições alavancadas e ajudou a acelerar o movimento no curto prazo. Ainda assim, os dados apontam uma pressão menor do que em ondas anteriores de venda, o que sugere que parte do excesso de alavancagem já saiu do sistema. Em outras palavras, o recuo teve componente mecânico: investidores que operavam com margem precisaram encerrar posições, mas o movimento não mostrou, até agora, a mesma intensidade de pânico vista em liquidações maiores.

A falta de compradores no mercado à vista também pesa. O volume spot perdeu força, segundo dados de mercado, o que indica que investidores ainda não entraram de forma agressiva para defender a região atual de preço. Esse ponto importa porque uma recuperação consistente normalmente exige mais do que a interrupção das liquidações. O BTC precisa atrair demanda real, com aumento de volume e retomada de entradas em ETFs, para transformar uma estabilização em nova tendência de alta.

Fed vira principal evento para o Bitcoin no curto prazo

O mercado também reduziu risco antes da decisão do Federal Reserve. A reunião de 16 e 17 de junho ganhou peso porque traz novas projeções econômicas, o chamado “dot plot”, e pode indicar como o banco central dos Estados Unidos enxerga inflação, juros e atividade econômica para o restante de 2026. Para ativos de risco, incluindo Bitcoin, a mensagem importa tanto quanto a decisão em si.

Se o Fed mantiver um tom duro contra a inflação, investidores podem interpretar que os juros permanecerão altos por mais tempo. Esse cenário costuma pressionar ativos sem fluxo de caixa, como o Bitcoin, porque eleva a atratividade de instrumentos de renda fixa e reduz o apetite por risco. Por outro lado, uma comunicação mais branda, com sinais de menor preocupação inflacionária ou abertura para cortes futuros, pode aliviar a pressão sobre criptoativos e favorecer uma tentativa de recuperação.

No gráfico, o nível de US$ 64 mil virou a principal região de atenção. Caso o Bitcoin consiga sustentar essa área, analistas veem espaço para uma consolidação entre US$ 64 mil e US$ 67 mil, com uma resistência mais relevante na faixa de US$ 68 mil. Uma perda clara de US$ 64 mil, especialmente após a comunicação do Fed, pode abrir caminho para uma nova busca por liquidez perto de US$ 62 mil.

A leitura técnica segue frágil no curto prazo. O BTC ainda precisa recuperar níveis superiores para mudar a percepção do mercado. Uma resistência citada por operadores está na região de US$ 74 mil. Um fechamento semanal acima desse patamar poderia sinalizar retorno à estrutura de alta e reacender apostas em continuidade do ciclo. Sem esse rompimento, a tendência dominante segue de consolidação com viés negativo.

Portanto, o preço do Bitcoin em 17 de junho de 2026 é de R$ 330.792,56. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0030 BTC e R$ 1 compram 0,0000030 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 17 de junho de 2026, são: Uniswap (UNI), SPX6900 (SPX) e Aerodrome Finance (AERO), com altas de 22%, 14%, e 9%, respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 17 de junho de 2026, são: Audiera (BEAT), SKYAI (SKYAI) e Midnight (NIGHT), com quedas de -40%, -11% e -10% respectivamente.

Fonte: CoinTelegraph
Image by freepik

Related posts

Senado aprova reforma tributária; texto volta à Câmara

Fulvio Bahia

Câmara instala comissão do Imposto de Renda na próxima terça-feira

Fulvio Bahia

Caixa conclui pagamento da parcela de julho do Bolsa Família

Fulvio Bahia

Deixe um comentário

Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência. Nós assumimos que você concorda com isso, mas você pode desistir caso deseje. Aceitar Leia Mais