O BTC conseguiu superar o nível de US$ 65 mil após sinalizações positivas envolvendo a guerra entre EUA e Irã.
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta terça-feira, 21/07/2026, está cotado em R$ 339.009,93. O BTC conseguiu superar o nível de US$ 65 mil após sinalizações positivas envolvendo a guerra entre EUA e Irã.

Olhando para o cenário macroeconômico, Andre Franco, CEO da Boost Research, aponta que as bolsas asiáticas reverteram boa parte do tombo provocado pela liquidação de ações ligadas a inteligência artificial, com a Kospi disparando mais de 4% na Coreia do Sul e o Nikkei subindo mais de 2% no Japão, na esteira de uma proposta de trégua de dez dias entre Estados Unidos e Irã para conter os ataques no Estreito de Ormuz.
O petróleo Brent, que havia passado dos 90 dólares no auge da escalada militar, recuou para perto de 89 dólares, enquanto o ouro, porto-seguro tradicional, segue perto da mínima em nove meses, na casa dos 4.000 dólares. Nos Estados Unidos, o rendimento dos títulos de dez anos passou dos 4,60%, com o mercado futuro precificando 66% de chance de ao menos uma alta de juros até o fim do ano sob Kevin Warsh no Federal Reserve.
Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 66.200, apresenta expectativa de curtíssimo prazo neutra a levemente positiva. A criptomoeda rompeu nesta manhã a resistência de 65,6 mil a 65,8 mil dólares, testada três vezes na semana passada, impulsionada pelo retorno dos fluxos aos ETFs à vista, que somam cinco pregões seguidos de captação líquida acima de 600 milhões de dólares, e por nova acumulação das carteiras entre 1.000 e 10.000 bitcoins.
Se o rompimento se sustentar, a faixa provável de oscilação deve ficar entre 65,6 mil, novo suporte imediato, e a próxima resistência perto de 68 mil dólares, com o topo de junho, perto de 71 mil a 72 mil dólares, como horizonte mais distante. O apetite por risco ainda será testado pelos balanços de Alphabet, Tesla e Intel nesta semana”, afirma.
Por que o preço do Bitcoin subiu hoje?
A recuperação não surgiu de um único catalisador. O movimento combinou o retorno dos investidores institucionais aos ETFs de Bitcoin, a melhora do apetite por risco nos mercados globais e as expectativas de que o Federal Reserve mantenha os juros inalterados em julho. A possível redução das hostilidades entre Estados Unidos e Irã também derrubou o petróleo e aliviou parte das preocupações com a inflação.
Os ETFs de Bitcoin à vista dos Estados Unidos registraram entradas líquidas de US$ 226,92 milhões na segunda-feira, segundo dados da SoSoValue. Foi o quinto pregão consecutivo com saldo positivo, levando o fluxo acumulado do período para aproximadamente US$ 727 milhões.
A sequência representa o período mais consistente de compras desde abril e sinaliza uma recuperação da demanda institucional após oito semanas de retiradas. Os ativos administrados pelos ETFs também voltaram para perto de US$ 79 bilhões, após atingirem aproximadamente US$ 75 bilhões no início de julho.
Os ETFs criam uma fonte direta de demanda porque os gestores precisam adquirir Bitcoin para acompanhar as aplicações recebidas. Dessa forma, a continuidade dos fluxos positivos pode absorver a oferta disponível e sustentar os preços. Uma interrupção ou reversão das entradas, porém, retiraria um dos principais pilares da recuperação atual.
O Bitcoin também acompanhou a retomada das ações de tecnologia. O índice Kospi, da Coreia do Sul, avançou 4,5%, enquanto o Nikkei, do Japão, ganhou 3%. Empresas de semicondutores lideraram o movimento após as fortes perdas da semana passada. Nos Estados Unidos, o ETF iShares Semiconductor subia 3,8% antes da abertura de Wall Street.
Essa correlação reforça o comportamento do Bitcoin como um ativo de risco sensível à liquidez e ao desempenho das empresas de tecnologia. Na semana passada, a queda das fabricantes de chips pressionou as criptomoedas. Nesta terça-feira, a recuperação do mesmo setor ajudou a inverter o movimento.
O ambiente geopolítico completou o cenário favorável. Um representante iraniano afirmou que mediadores apresentaram uma proposta de cessar-fogo de dez dias entre Estados Unidos e Irã. A notícia levou o petróleo Brent a recuar 0,6%, para US$ 88,72, reduzindo temporariamente as preocupações com energia e inflação.
Bitcoin pode alcançar US$ 68 mil?
O próximo teste importante para o Bitcoin acontecerá na reunião do Federal Reserve, marcada para 28 e 29 de julho. Contratos negociados na Kalshi indicavam apenas 6% de probabilidade de que os juros terminassem a reunião acima da faixa atual de 3,50% a 3,75%. O mercado, portanto, atribui maior possibilidade à manutenção da taxa.
O foco estará principalmente na coletiva do atual presidente do Fed, Kevin Warsh, e nas indicações sobre as decisões seguintes. O mercado ainda considera possível uma alta dos juros até o final do ano, o que pode limitar a procura por Bitcoin e outros ativos de risco.
“Os preços atuais do Bitcoin e do Ether estão baixos, mas justos, considerando as incertezas macroeconômicas que permeiam os mercados”, afirmou Jeff Mei, diretor de operações da BTSE.
No gráfico diário, o Bitcoin recuperou a média móvel exponencial de 50 dias, situada perto de US$ 65.072. O Índice de Força Relativa está em 58, sem indicar sobrecompra, enquanto o MACD permanece em território positivo. A configuração mantém uma perspectiva neutra a otimista no curto prazo.
A primeira resistência relevante aparece entre US$ 67.400 e US$ 68.100, região que coincide com a média móvel exponencial de 100 dias. Lacie Zhang, analista da Bitget Wallet, prevê uma consolidação entre US$ 65.000 e US$ 68.000 até o final da semana, desde que os ETFs continuem recebendo recursos e as negociações de cessar-fogo avancem.
No cenário negativo, a perda de US$ 65.000 colocaria em risco a recuperação. Os próximos suportes aparecem perto de US$ 64.000 e US$ 63.000. Uma postura mais agressiva do Fed, uma nova alta do petróleo ou a interrupção dos fluxos para os ETFs poderia levar o Bitcoin novamente a esses níveis. Portanto, a tendência favorece os compradores no curto prazo, mas ainda depende da manutenção do apetite por risco até a decisão do Fed.
Portanto, o preço do Bitcoin em 21 de julho de 2026 é de R$ 339.009,93. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0029 BTC e R$ 1 compram 0,0000029 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 21 de julho de 2026, são: Ondo (ONDO), Lido Dao (LDO) e Venice Token (VVV), com altas de 15%, 13% e 9% respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 21 de julho de 2026, são: DeXe (DEXE), Midnight (NIGHT) e Pi (PI), com quedas de -52%, 25% e % respectivamente.
Fonte: CoinTelegraph
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